fevereiro 01, 2005
A política é perfilada pelas elites, para as elites
Ela muda só quando políticas particular perdem o favor dos homens que estão abrigados aos pés do poder. É o que torna a insurgência de Baker-Scowcroft-Brzezinski notáveis. Eles indicam o número crescente de estudiosos da política, eminências pardas de corporações e pessoas políticas influentes que já não apoiam a ocupação do Iraque. A sua posição de influência e respeito entre os seus colegas parece torná-los a última esperança para os americanos anti-ocupação (...)
O abismo crescente entre as elites americanas não terá efeitos mensuráveis sobre a Casa Branca em pé de guerra. A administração já anunciou a sua intenção de manter pelo menos 120 mil soldados instalados no Iraque durante os próximos três anos, no mínimo. Isto é uma mensagem clara aos objectores de que os seus conselhos foram devidamente rejeitados. Como disse recentemente Donald Rumsfeld, "Não haverá críticas posteriores". O grande plano de ocupar o Iraque continuará e as vozes da razão serão silenciadas.
Ao marginalizar Baker, Scowcroft e Brzezinski a administração está a cortar os laços com os seus pais ideológicos. O projecto no Iraque agora está desligado da análise fundamentada de peritos políticos conservadores e é apoiada apenas pela ideologia de extrema direita de políticos extremistas. Na medida em que são cada vez mais eliminadas do terreno as pessoas que poderiam proporcionar algum auxílio racional à sangria, o projecto torna-se mais inoculado com a retórica incendiária da religiosidade e do nacionalismo. A cruzada no Iraque agora é apoiada apenas por frágeis escoras de arrogância e ilusão; os fundamentos da catástrofe.
(Resistir)
Publicado por agineotonico às 04:55 PM | Comentários (1)
janeiro 20, 2005
A guerra que se segue
Seymor Hersh (vencedor de um prémio Pulitzer e responsável pela denúncia de abusos contra prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib) disse, na revista "New Yorker", que os Estados Unidos estão a preparar terreno para um ataque contra o Irão desde meados do ano passado. O Pentágono desmente e alega que o artigo em causa está "cheio de erros".
Esta notícia surge depois de ter sido denunciado que os Estados Unidos teriam desenvolvido acções de espionagem em 30 locais suspeitos de terem armas nucleares.
O governo irariano já respondeu dizendo que "as declarações de George W. Bush contribuem para "sabotar as discussões construtivas entre o Irão e a União Europeia sobre o tema do nuclear" (...) "a República Islâmica do Irão vai responder com determinação a qualquer acto irreflectido, tendo do seu lado um enorme apoio popular, a sua diplomacia e o seu potencial militar".
(Público)
Publicado por agineotonico às 07:23 AM
dezembro 13, 2004
As provas pedidas pelo embaixador
David T Johnson,
Embaixador em exercício,
Embaixada dos Estados Unidos
Londres
Caro Sr. Johnson, no dia 26 de Novembro, o seu conselheiro para a imprensa enviou uma carta ao Guardian protestando vigorosamente contra uma frase na minha coluna desse mesmo dia. A frase era a seguinte: “No Iraque, as forças norte-americanas e as dos seus anfitriões deixaram de se preocupar em ocultar os seus ataques a alvos civis e estão a eliminar abertamente todos aqueles – médicos, padres, jornalistas – que se atrevem a contar os cadáveres”. A sua maior preocupação dizia respeito à palavra “eliminar”.
A carta sugeria que a minha acusação era “desprovida de fundamentos” e pedia ao Guardian para a desmentir ou para apresentar “provas desta acusação extremamente grave”. É muito raro que funcionários da embaixada americana se envolvam abertamente com a imprensa livre de um país estrangeiro e, por isso, tomei esta carta muito a sério. Mas embora concorde em que a acusação é grave, não tenho a menor intenção de a desmentir. Ao invés disso, apresento aqui as provas que pediu.
(Naomi Klein)
Em Abril, as forças norte-americanas cercaram Faluja em retaliação pelas horríveis mortes de quatro empregados da Blackwater. A operação foi um fracasso, acabando as tropas americanas por deixar a cidade em poder das forças de resistência. A razão para a retirada foi que o cerco desencadeou revoltas por toda a região, despoletadas pelas notícias de que tinham sido mortos centenas de civis. Estas informações provieram de três fontes principais: 1) Médicos. O USA Today noticiava em 11 de Abril que “As estatísticas e os nomes dos mortos tinham sido recolhidas em quatro das principais clínicas nos arredores da cidade e no principal hospital de Faluja”. 2) Jornalistas da TV árabe. Se, por um lado, foram os médicos a informar o número de mortos, por outro, foram a al-Jazeera e a al-Arabiya que deram um rosto humano a essas estatísticas. Com equipas de operadores de câmaras independentes em Faluja, ambos os canais de televisão exibiram a todo o Iraque e a todo o mundo de língua árabe imagens de mulheres e crianças mutiladas. 3) Clérigos. Os relatos de um grande número de vítimas feitos pelos jornalistas e médicos foram repetidos por clérigos eminentes do Iraque. Muitos deles fizeram prédicas exaltadas, condenando o ataque, o que virou os membros das suas congregações contra as forças americanas e inflamou a revolta que forçou as tropas americanas a retirar.
As autoridades americanas negaram que tivessem sido mortos centenas de civis durante o cerco de Abril passado, e atacaram as fontes dessas notícias. Por exemplo, um “oficial superior americano” não identificado, falando ao New York Times no mês passado, rotulou o hospital de Falluja como “um centro de propaganda”. Mas as palavras mais violentas foram reservadas para os canais da TV árabe. Quando lhe pediram para se pronunciar sobre as notícias da al-Jazeera e da al-Arabiya de que tinham sido mortos centenas de civis em Faluja, Donald Rumsfeld, o secretário da Defesa americano, respondeu que “aquilo que a al-Jazeera anda a fazer é depravado, inexacto e imperdoável...” No mês passado, as tropas americanas voltaram a cercar Faluja – mas desta vez o ataque incluiu uma nova táctica: eliminar os médicos, os jornalistas e os clérigos que haviam atraído a atenção do público para as vítimas civis no ataque anterior.
ELIMINANDO MÉDICOS
A primeira operação importante feita pelos marines americanos e pelos soldados iraquianos foi atacar o hospital principal de Falluja, prender médicos e colocar as instalações sob controlo militar. The New York Times noticiou que “o hospital foi escolhido como um primeiro alvo porque os militares americanos consideravam que ele fora a fonte de rumores sobre o grande número de vítimas”, sublinhando que “desta vez, os militares americanos tencionam travar a sua batalha da informação, reagindo ou silenciando o que havia sido uma das mais potentes armas dos rebeldes”. The Los Angeles Times citou um médico a dizer que os soldados “roubaram os telemóveis” no hospital – impedindo os médicos de comunicar com o mundo exterior.
Mas este não foi o pior dos ataques aos trabalhadores da saúde. Dois dias antes, uma clínica de emergência crucial foi bombardeada até se transformar em entulho, bem como abastecimentos médicos no dispensário na porta ao lado. O dr. Sami al-Jumaili, que estava a trabalhar na clínica, afirma que as bombas ceifaram as vidas de 15 médicos, quatro enfermeiras e 35 pacientes. The Los Angeles Times relatou que o administrador do hospital geral de Faluja "havia contando a um general americano a localização do centro médico provisório no centro da cidade" antes de este ser alvejado.
Quer a clínica tenha sido alvejada expressamente, quer destruída acidentalmente, o efeito foi o mesmo: eliminar muitos médicos de Faluja da zona de guerra. Tal como disse o dr. Jumaili ao Independent no dia 14 de Novembro: “Não há um único cirurgião em Faluja”. Quando a luta avançou para Mosul, utilizou-se uma táctica idêntica: quando entraram na cidade, as forças americanas e iraquianas assumiram de imediato o controlo do hospital de al-Zaharawi.
ELIMINAÇÃO DE JORNALISTAS
As imagens do mês passado do cerco a Falluja provieram quase exclusivamente de repórteres contratados pelas tropas americanas. Isto porque os jornalistas árabes que haviam feito a cobertura do cerco de Abril numa perspectiva civil foram efectivamente eliminados. A al-Jazeera não tinha câmaras no terreno porque fora proibida indefinidamente de actuar no Iraque. A al-Arabiya teve de facto um repórter independente em Falluja, Abdel Kader Al-Saadi, mas a 11 de Novembro as forças americanas prenderam-no e mantiveram-no detido enquanto durou o cerco. A detenção de Al-Saadi foi condenada pelos Repórteres Sem Fronteiras e pela Federação Internacional dos Jornalistas. “Não podemos ignorar a possibilidade de ele estar a ser intimidado apenas por tentar fazer o seu trabalho,” declarou a FIJ.
Não é a primeira vez que jornalistas no Iraque enfrentam este tipo de intimidação. Quando as forças americanas invadiram Bagdad em Abril de 2003, o Comando Central americano incitou todos os jornalistas independentes a abandonarem a cidade. Alguns insistiram em ficar e pelo menos três deles pagaram com as suas vidas. No dia 8 de Abril, um avião americano bombardeou os escritórios da al-Jazeera em Bagdad, matando o repórter Tareq Ayyoub. A al-Jazeera tem documentação que prova ter ele fornecido às forças americanas as coordenadas da sua localização.
No mesmo dia, um tanque americano fez fogo sobre o Hotel Palestina, matando José Couso, do canal Telecinco da TV espanhola, e Taras Protsiuk, da Reuters. Três soldados americanos enfrentam agora um processo crime posto pela família de Couso, a qual alega que as forças americanas sabiam muito bem que os jornalistas se encontravam no Hotel Palestina e cometeram um crime de guerra.
ELIMINAÇÃO DE CLÉRIGOS
Tal como foram visados médicos e jornalistas, também o foram muitos dos clérigos que protestaram veementemente contra os assassinatos em Faluja. No dia 11 de Novembro, foi preso o Sheik Mahdi al-Sumaidaei, responsável pela Associação Suprema para Direcção e do partido Daawa (Supreme Association for Guidance and Daawa]. Segundo a Associated Press, “al-Sumaidaei incitou a minoria sunita a desencadear uma campanha de desobediência civil se o governo iraquiano não fizesse parar o ataque a Faluja”. No dia 19 de Novembro, a AP noticiou que as forças americanas e iraquianas assaltaram uma importante mesquita sunita, a Abu Hanifa, em Aadhamiya, matando três pessoas e prendendo outras 40, incluindo o clérigo principal – outro opositor do cerco a Falluja. No mesmo dia, a Fox News noticiou que “as tropas americanas também invadiram uma mesquita sunita em Qaim, perto da fronteira síria”. A notícia descrevia as prisões como sendo “uma retaliação pela oposição à ofensiva contra Falluja”. Também foram presos nas últimas semanas dois clérigos xiitas, relacionados com o dirigente Moqtada al-Sadr; segundo a AP, “ambos haviam protestado contra o ataque a Faluja”.
“Nós não contamos corpos”, disse o general Tommy Franks do Comando Central norte-americano. A pergunta é: o que é que acontece às pessoas que insistem em contar os corpos – os médicos que têm de declarar a morte dos seus doentes, os jornalistas que documentam essas perdas, os clérigos que as denunciam? No Iraque, acumulam-se as provas de que essas vozes estão a ser sistematicamente silenciadas por muitos e diversos meios, desde as prisões em massa, até à invasão de hospitais, boicote aos meios de comunicação e ataques físicos bem visíveis e sem explicação.
Sr. Embaixador, creio que o seu governo e os seus anfitriões iraquianos estão a travar duas guerras no Iraque. Uma é contra o povo iraquiano e já custou cerca de 100 000 vidas. A outra é uma guerra contra as testemunhas.
[*] Jornalista, escritora e activista antiglobalização, canadiana.
Pesquisa adicional de Aaron Maté
Publicado em The Guardian, 04/Dez/2004. Tradução de Margarida Ferreira.
O original encontra-se em
http://www.guardian.co.uk/Columnists/Column/0,5673,1366348,00.html
e em http://www.nologo.org
Publicado por agineotonico às 03:33 PM
dezembro 10, 2004
Violações
U.S. service members reported 273 cases of sexual assault in Iraq, Kuwait, Afghanistan and Bahrain between August 2002 and December 2004. The Miles Foundation reports the victims of assault are predominantly female service members. The alleged assailants are primarily American male active duty military, according to the foundation, a sexual assault victim's advocacy group.
Among the victims are 47 female reservists who were activated to serve in Iraq. The list of alleged assailants includes seven who have multiple victims, Miles said. Some of the alleged assaults were committed by Iraqi, Kuwait and Saudi Arabian nationals, and members of coalition military forces including Pakistan, Italy, Australia and Great Britain. There were 31 reported sexual assaults on U.S. military members in the United States prior to their deployment.
Publicado por agineotonico às 07:36 AM
Fallujah Pictures
"Two weeks ago someone was allowed into Fallujah by the military to help bury bodies. They were allowed to take photographs of 75 bodies, in order to show pictures to relatives so that they might be identified before they were buried".
(Dahr Jamail's Iraq Dispatches)
Publicado por agineotonico às 07:32 AM
dezembro 08, 2004
Soldados descartáveis

Publicado por agineotonico às 03:18 PM
novembro 23, 2004
Israel expande-se no Iraque
The killing of an Israeli officer in Fallujah exposed the existence of a large number officers, snipers, and paratroopers in Iraq (...) The Israeli plan became clear due to various headlines, most prominent of which is dispatching Mossad operatives to establish offices and networks in the north, south, eliminate the Iraqi scientists and intensify the real estate purchase of property and land in the north; specifically in Arbil, Kirkuk and Mosul. This comes as a completion of the previous project, launched ten years prior to the fall of Baghdad, through Jewish Turks.
)...) Israel encourages the Kurdish leaderships to decentralize from Baghdad in administering their regions but at the same time, it aims at having the Kurdish parties play a pivotal role in the post-war Iraq due to the historical relations that it had established with the Kurds. More likely, Israel has advanced in developing the plan announced previously by the minister of infrastructure Joseph Paritzky that aims at laying oil pipelines from Iraq to Israel passing through Jordan; since a Turkish security report recently published by Jumhuriyet confirmed Israel's attempts to activate the line towards Haifa as soon as possible.
(...) The vast and unexpected expansion of the Israeli role in various fields in Iraq, confirms that Israel is the major beneficiary in the continuity of the war, same as it is the first beneficiary from the American escalation with Iran regarding its nuclear file."
(Rashid Khashana, Al-Hayat)
Publicado por agineotonico às 07:03 PM
Occupier of a Prime Minister's Chair
"Most Iraqis had celebrated the overthrow of the regime of Saddam Hussein. But under what has developed into a brutal and bloody occupation people are turning against the interim prime minister as they turned against Saddam (...) In July Paul McGeogh of the Sydney Morning Herald reported that two eyewitnesses saw Allawi execute six people at the security centre in the al-Amadiyah district of Baghdad. The men had been detained for allegedly attacking U.S. forces two weeks before the handover of power (...) The appointed interim prime minister has instituted martial law, threatened to detain journalists, and banned the Arab channel al-Jazeera from reporting within Iraq. Allawi's minister of justice has brought back the death penalty and spoken of chopping off the hands and heads of those described as insurgents."
(Dahr Jamail)
BAGHDAD, Nov 23 (IPS) - The prime minister is following in the footsteps of the last president. The rule of Ayad Allawi, the U.S. appointed interim prime minister of Iraq, is now more in the style of the dictatorship of Saddam Hussein than a leader of a supposedly democratic state.
Most Iraqis had celebrated the overthrow of the regime of Saddam Hussein. But under what has developed into a brutal and bloody occupation people are turning against the interim prime minister as they turned against Saddam.
One of Allawi's earliest moves after his appointment was to form a new version of the feared secret police in Iraq. The Economist reported that Allawi's rivals accused him of ”recruiting former torturers to man a new apparatus of oppression.”
In July Paul McGeogh of the Sydney Morning Herald reported that two eyewitnesses saw Allawi execute six people at the security centre in the al-Amadiyah district of Baghdad. The men had been detained for allegedly attacking U.S. forces two weeks before the handover of power.
The appointed interim prime minister has instituted martial law, threatened to detain journalists, and banned the Arab channel al-Jazeera from reporting within Iraq. Allawi's minister of justice has brought back the death penalty and spoken of chopping off the hands and heads of those described as insurgents.
Now comes the siege of Fallujah. At a refugee camp in Baghdad filled with families from the besieged city, anger erupts at the mention of Allawi's name.
”Ayad Allawi says we are his family,” said Mohammad Ali, a 53-year-old refugee wounded by U.S. bombs in his home in Fallujah. ”Can you attack your family, Allawi? Do you attack your own family, Allawi?”
Allawi is a traitor to the people of Iraq, said Dr. Um Mohammed who works at a hospital in Baghdad. ”He is an American puppet who enjoys the killing of Iraqis.” A trader in central Baghdad Abdel Hakim Abdulla said Allawi has ”never made a decision that benefits Iraqis.”
Anger is building up against Allawi also over the role he played before he was appointed interim prime minister. He is the man many hold responsible for providing fraudulent intelligence that Saddam Hussein posed a threat to the United States.
His now discredited statements to U.S. intelligence that Saddam Hussein had links to the terrorist attacks of Sep. 11 were used to justify the invasion of Iraq. This had shaken his credibility amongst Iraqis from the beginning.
The right-wing Daily Telegraph of London published a ”newly discovered” document from Allawi Dec. 14 last year. Allawi, who was then a member of the Iraqi Governing Council stated that the mastermind of the Sep. 11 terrorist attacks Mohammad Atta had been trained in Iraq with support from Saddam Hussein.
This fraudulent information was cited by U.S. intelligence as compelling evidence that Saddam Hussein had contacts with al-Qaeda. It was cited as justification for the failing occupation of Iraq.
A second part of the memo also believed to have been provided by Allawi alleged shipment of uranium from Niger to Iraq. This is another claim that has been proved false.
Allawi was reported by the International Herald Tribune to have said that Saddam Hussein had stashed billions of dollars in banks around the world. No evidence of these billions has emerged.
Allawi again was said again to have provided the 'intelligence' in a British government dossier that Iraq had weapons of mass destruction which could be made operational in 45 minutes, according to a report in the New York Times May 29 this year. This 'intelligence' has been acknowledged to be false.
Allawi, a Shia Muslim, was ”unanimously nominated” to the post of interim prime minister May 28 by the U.S.-appointed former Iraqi Governing Council.
Adam Daifallah wrote in the New York Sun that Allawi heads a group comprising primarily former Baathist associates of deposed dictator Saddam Hussein and ”has received funding from the CIA (Central Intelligence Agency of the United States) and has unsuccessfully worked with American intelligence for years to oust Saddam through coup attempts.”
Born in Baghdad in 1946 into a well-known business family, Allawi became a member of the Baath party after it rose to power. He left Iraq in 1971 to go to university in London, and did not return to his home country until just after the U.S.-led invasion last year.
Publicado por agineotonico às 02:45 PM
novembro 19, 2004
Dahr Jamail
é um correspondente do The NewStandard que tem feito a cobertura da guerra no Iraque.
Mantém um blog e as suas reportagens podem ser lidas em muitas páginas da net.
Além do mais, pode comunicar-se com ele por mail que, penso que como acontece comigo, ele responde.
Publicado por agineotonico às 08:17 PM | Comentários (5)
Não há vítimas civis em Falluja


Publicado por agineotonico às 07:52 PM
11 de Setembro
Standley Hilton, cientista político e advogado na Califórnia, é o representante de 400 familiares de vítimas do ataque ao World Trade Center que acusam Bush de planear e mandar executar os atentados de 11 de setembro.
Argumenta ele que tem testemunhas que comprovam que os sequestradores dos aviões eram “agentes duplos, pagos pelo FBI e pela CIA”, que há documentos que comprovam ter havido simulação dos ataques, que há testemunhas que comprovam ter havido exercícios militares para “afinar” a operação e que a razão porque não funcionou o sistema de defesa aero-espacial se deveu ao facto de os seus responsáveis pensarem que se tratava de mais uma simulação.
As razões, diz Standley Hilton, foi criar o pretexto para justificar a invasão do Iraque e limitar drasticamente as liberdades nos EUA”.
Segundo sondagens recentes, cerca de metade dos nova-iorquinos acredita que a administração de Bush está, de alguma forma, implicada no 11 de setembro.
(Visão 611)
Por seu lado, Noam Chomsky, diz “que o Iraque fica exactamente no coração dos recursos energéticos mundiais. Tem imensa energia intocada e barata. Quem controlar o Iraque terá uma alavanca poderosa para controlar o mundo. Além de todos os lucros que isso representa para as corporações americanas, quem controlar a energia fica com uma influência enorme sobre os principais rivais dos EUA, isto é, as economias da Ásia e da Europa (...) por isso não se importam se aumenta o terrorismo”.
(Visão 610)
Pode ler mais opiniões sobre este assunto aqui.
Publicado por agineotonico às 07:20 PM
novembro 12, 2004
Despedida


Publicado por agineotonico às 04:29 PM | Comentários (2)
O impensável torna-se normal
Os média que se dizem "de referência" falam de Faluja como se fosse povoada apenas por "insurrectos" estrangeiros. De facto, mulheres e crianças estão a ser assassinadas em nosso nome.
(John Pilger)
Iraque: o impensável torna-se normal
por John Pilger [*]
Os medias que se dizem 'de referência' falam de Faluja como se fosse povoada apenas por "insurrectos" estrangeiros. De facto, mulheres e crianças estão a ser assassinadas em nosso nome.
O importante ensaio de Edward S. Herman, "A Banalidade do Mal", nunca pareceu mais adequado. "Fazer coisas terríveis de um modo organizado e sistemático repousa na 'normalização' ", escreveu Herman. "Há habitualmente uma divisão de trabalho no fazer e no racionalizar o impensável, com a brutalização e morte directa feita por um conjunto de indivíduos ... e outros a trabalharem para melhorar a tecnologia (um melhor crematório a gás, um napalm mais adesivo e com queima mais prolongada, bombas de fragmentação que penetram a carne em padrões difíceis de detectar). É função do peritos, e dos media de referência, normalizar o impensável para o público geral.
Hoje (6 de Novembro), na Radio 4, um repórter da BBC em Bagdad referiu-se ao ataque em preparação à cidade de Faluja como "perigoso" e "muito perigoso" para os americanos. Ao ser perguntado acerca dos civis ele disse, de modo tranquilizador, que os US marines estavam "a avançar com um alto-falante" dizendo às pessoas para saírem. Ele omitiu dizer que dezenas de milhares de pessoas ficariam na cidade. E mencionou de passagem o "mais intenso bombardeamento" da cidade sem qualquer sugestão do seu significado para as pessoas debaixo das bombas.
Tal como para os defensores, aqueles iraquianos que resistem numa cidade que desafiou heroicamente Saddam Hussein, eles eram meros "insurrectos enfiados na cidade", como se fossem um corpo aliado, uma forma menor de vida a ser "varrida" (The Guardian): um terreno adequado para "caçadores de ratos", que é a expressão, relatada por outro repórter da BBC, utilizadada pela Guarda Negra (Black Watch) britânica. Segundo um oficial superior britânico, os americanos vêm os iraquianos como sub-homens (Untermenschen), termo utilizado por Hitler no Mein Kampf para descrever judeus, romenos e eslavos. Foi assim que o exército nazi colocou cidades russas sob cerco, massacrando combatentes e não-combatentes de igual modo.
Normalizar crimes coloniais como o ataque a Faluja exige tal racismo, a unir a nossa imaginação ao "outro". O tema das reportagens é que os "insurrectos" são conduzidos por sinistros estrangeiros da espécie que decapita pessoas: por exemplo, Musab al-Zarqawi, um jordaniano que se diz ser o "top operative" da Al-Qaeda no Iraque. Isto é o que os americanos dizem, é também a mentira mais recente de Blair ao parlamento. Incontáveis vezes isto foi papagaiado diante de uma câmara, para nós ouvirmos. Nenhuma ironia é observada no facto de que os estrangeiros no Iraque são esmagadoramente americanos e, segundo todas as indicações, odiados. Estas indicações vem organizações aparentemente críveis de inquéritos, uma das quais estima que dos 2700 ataques mensais da resistência, seis podem ser creditados ao infame al-Zarqawi.
Numa carta enviada a 14 de Outubro a Kofi Annan, o Conselho Shura de Faluja, que administra a cidade, afirma: "Em Faluja, [os americanos] inventaram um novo alvo vago: al-Zarqawi. Quase um ano decorreu desde que eles criaram este novo pretexto e sempre que eles destroem casas, mesquitas, restaurantes e matam crianças e mulheres dizem: "Lançámos uma operação com êxito contra al-Zarqawi". O povo de Faluja assegura que esta pessoa, se ela existe, não está em Faluja ... e não temos ligações a quaisquer grupos que apoiem comportamento tão desumano. Apelamos a si e urgimos das Nações Unidas [a impedirem] o novo massacre que os americanos e o governo fantoche estão a planear começar em breve em Faluja, bem como em muitas partes do país".
Nem uma palavra acerca disto foi relatada nos media 'de referência' da Grã-Bretanha e dos EUA.
"O que será preciso para sacudi-los do seu silêncio embaraçoso?" perguntou em Abril o dramaturgo Ronan Bennett, depois de os US marines, num acto de vingança colectiva pela morte de quatro mercenários americanos, terem morto mais de 600 pessoas em Faluja, número esse que nunca foi desmentido. Então, tal como agora, eles utilizaram o feroz poder de fogo da artilharia dos AC-130 e dos caça-bombardeiros F-16 e das bombas de 500 libras (227 kg) contra tugúrios. Eles incineraram crianças; os seus franco atiradores (snipers) jactaram-se de matar qualquer um, tal como o fizeram os snipers em Sarajevo.
Bennett referia-se à legião de silenciosos deputados trabalhistas que se sentam no fundo do parlamento, com honrosas excepções, e os lobotomizados ministros júnior (lembram-se de Chris Mullin?). Ele poderia ter acrescentado aqueles jornalistas que se esforçam de toda a maneira para proteger o "nosso" lado, que normalizam o impensável ao não fazerem o mínimo gesto perante a imoralidade e a criminalidade demonstrável. Naturalmente, ficar chocado com o que "nós" fazemos é perigoso, porque isto pode levar a um entendimento mais vasto da razão porque "nós" estamos ali e do sofrimento que "nós" causamos não só aos iraquianos como também em muitas partes do mundo em que o terrorismo da al-Qaeda é diminuto em comparação com o nosso.
Não há nada ilícito neste encobrimento; ele acontece à luz do dia. O exemplo recente mais gritante seguiu-se ao anúncio, em 29 de Outubro, pela prestigiosa revista científica Lancet, de um estudo em que estimava que 100 mil iraquianos haviam morrido como resultado da invasão anglo-americana. Oitenta e quatro por cento das mortes foram causadas pelas acções dos americanos e dos britânicos, e 95 por cento destas foram mortas por ataques aéreos e fogo de artilharia, a maior parte das quais eram mulheres e crianças.
Os editores do excelente MediaLens observaram a pressa -- não, a debandada -- em adoçar esta notícia chocante com "cepticismo" e silêncio. Eles relatam que, em 2 de Novembro, o relato do Lancet fora ignorado pelo Observer, Telegraph, Sunday Telegraph, Financial Times, Star, Sun e muitos outros. A BBC estruturou o relato em termos de "dúvidas" do governo e o noticiário do Channel 4 apresentou um trabalho alinhavado com base em informações da Downing Street. Com uma excepção, a nenhum dos cientistas que compilou este relato rigorosamente revisto por outros cientistas foi pedido que comprovassem o seu trabalho. Até que dez dias depois o pró-guerra Observer publicou uma entrevista com o editor do Lancet, tergiversando tanto que parecia estar a "responder aos seus críticos". David Edwards, editor do MediaLens, pediu aos investigadores para responder à crítica dos media. A sua meticulosa demolição pode ser vista no alerta de 2 de Novembro [ http://www.medialens.org ]. Nada disto foi publicado no media 'de referência'. Assim, o facto impensável de que "nós" nos havíamos engajado em tal carnificina foi suprimido -- normalizado. Isto recorda a supressão da morte de mais de um milhão de iraquianos, incluindo meio milhão de crianças abaixo dos cinco anos, em resultado do embargo conduzido pelos anglo-americanos.
Em contraste, não há qualquer questionamento dos media quanto à metodologia do Tribuna Especial Iraquiano, o qual anunciou que sepulturas em massa contem 300 mil vítimas de Saddam Hussein. O Tribunal Especial, um produto do regime quisling de Bagdad, é dirigido pelos americanos; cientistas respeitados nada querem ter a ver com ele. Não há questionamento daquilo a que a BBC chama "primeiras eleições democráticas do Iraque". Não há relatos acerca de como os americanos assumiram o controle do processo eleitoral com dois decretos aprovados em Junho que permitem a uma "comissão eleitoral" que elimine partidos de que Washington não goste. A revista Time relata que a CIA esta a comprar os seus candidatos preferidos, o que é a maneira como a agência conserta eleições por todo o mundo. Quando ou se as eleições tiverem lugar, seremos submergidos por clichés acerca da nobreza do acto de votar, pois os fantoches da América são "democraticamente" escolhidos.
O modelo para isto foi a "cobertura" da eleição presidencial americana, um vendaval de platitudes a normalizarem o impensável: que o que se verificou a 2 de Novembro não foi a democracia em acção. Com apenas uma excepção, nenhum membro do rebanho de sábios vindos de Londres descreveu o circo de Bush e de Kerry como a maquinação de pouco mais do que 1 por cento da população, os ultra-ricos e poderosos que controlam e administram uma economia de guerra permanente. Que os perdedores não foram somente os democratas mas sim a vasta maioria dos americanos, sem importar em quem votaram, era algo imencionável.
Ninguém relatou que John Kerry, contrastando a "guerra ao terror" com o desastroso ataque de Bush ao Iraque, simplesmente explorou a desconfiança pública com a invasão a fim de construir apoio à dominação americana por todo o mundo. "Não estou a falar em abandonar [o Iraque]", disse Kerry. "Estou a falar em vencer!". Assim, tanto ele como Bush mudaram a agenda ainda mais para a direita, de modo que milhões de democratas anti-guerra pudessem ser persuadidos de que os EUA tinham "a responsabilidade de acabar a tarefa" para que não houvesse o "caos". A questão na campanha presidencial era nem Bush nem Kerry, mas uma economia de guerra destinada a conquistar o exterior e a efectuar divisão económica interna. O silêncio sobre isto foi completo, tanto na América como aqui.
Bush venceu apelando, com mais proficiência do que Kerry, ao medo de uma mal definida ameaça. Como foi ele capaz de normalizar esta paranóia? Vamos olhar para o passado recente. A seguir ao fim da guerra fria, a elite americana -- republicanos e democratas -- estavam a ter grande dificuldade em convencer o público de que os milhares de milhões de dólares gastos na economia de guerra não deveriam ser desviados para um "dividendo da paz". Uma maioria de americanos recusava-se a acreditar que ainda houvesse uma "ameaça" tão poderosa como a ameaça vermelha. Isto não impediu Bill Clinton de enviar ao Congresso o maior orçamento de "defesa" da história para apoiar uma estratégia do Pentágono denominado "dominância de pleno espectro" ("full-spectrum dominance"). Em 11 de Setembro de 2001 foi dado um nome a essa ameaça: Islão.
Ao viajar a Philadelphia recentemente deparei-me com o Relatório Kean do Congresso sobre o 11 de Setembro, da Comissão 11/Set, na prateleira das livraria. "Quanto você tem para vender?" perguntei. "Um ou dois", foi a resposta. "Isto vai desaparecer logo". Todavia, este modesto livro de capa azul é uma revelação. Tal como o relatório Butler no Reino Unido, que pormenoriza toda a evidência incriminatória do massageamento da inteligência feito por Blair antes da invasão do Iraque, e a seguir retirou os seus socos e concluiu que ninguém era responsável, da mesma forma o relatório Kean torna dolorosamente claro o que realmente aconteceu, e a seguir deixa de tirar as conclusões que o fitam na cara. É um supremo acto de normalizar o impensável. Isto não é surpreendente, pois as conclusões são vulcânicas.
A mais importante prova para a Comissão 11/Set veio do general Ralph Eberhart, comandante da North American Aerospace Defence Command (Norad). "Os caças a jacto da força aérea podiam ter interceptado aviões de carreira sequestrado a correrem em direcção ao World Trade Center e ao Pentagon", disse ele, "apenas se os controladores de tráfego aéreo houvessem pedido ajuda 13 minutos mais cedo ... Nós teríamos sido capazes de derrubar todos os três .. todos os quatro deles".
Por que isto não aconteceu?
O relatório Kean torna claro que "a defesa do espaço aéreo americano no 11/Set não foi conduzido de acordo com o treinamento pré-existente e com os protocolos ... Se um sequestro fosse confirmado, os procedimentos determinavam ao coordenador do sequestro o dever de contactar o National Military Command Center (NMCC) do Pentágono ... O NMCC pediria então a aprovação do gabinete do secretário da Defesa para proporcionar assistência militar ..."
Singularmente, isto não aconteceu. Foi dito à comissão, pelo vice-administrador da Federal Aviation Authority, que não havia razão para o procedimento não estar a operar naquela manhã. "De acordo com os meus 30 anos de experiência ..." disse Monte Belger, "o NMCC estava na rede e a ouvir tudo em tempo real ... Posso afirmar-lhe pois vivi dúzias de sequestros ... e eles estavam sempre a ouvir todos os outros".
Mas nesta ocasião, eles não estavam. O relatório Kean diz que o NMCC nunca foi informado. Por que? Mais uma vez, singularmente, todas as linhas de comunicação falharam, foi dito à comissão pelas altas patentes militares da América. Donald Rumsfeld, secretário da Defesa, não podia ser encontrado, e quando ele finalmente falou com Bush uma hora e meia mais tarde, isto, diz o relatório Kean, "uma chamada breve na qual o assunto da autoridade para derrubar não foi discutido". Em resultado disso, os comandantes do Norad foram "deixados no escuro acerca do que era a sua missão".
O relatório revela que a única parte de um sistema de comando anteriormente à prova de falhas que funcionou estava na Casa Branca onde o vice-presidente Cheney estava no controle efectivo daquele dia, e em contacto estreito com o NMCC. Por que ele não fez nada acerca dos primeiros dois aviões sequestrados? Por que o NMCC, a ligação vital, esteve silencioso pela primeira na sua existência? Kean ostentosamente recusa-se a falar disto. Naturalmente, podia ser devido à mais extraordinária combinação de coincidências. Ou não podia.
Em Julho de 2001, num documento de informação top secret preparado para Bush lia-se: "Nós [a CIA e o FBI] acreditamos que OBL [Osama Bin Laden] lançará um ataque terrorista significativo contra os interesses dos EUA e/ou de Israel nas próximas semanas. O ataque será espectacular e concebido para infligir baixas em massa contra instalações ou interesses americanos. Os preparativos do ataque foram efectuados. O ataque ocorrerá com pequena ou nenhuma advertência.
Na tarde do 11 de Setembro, Donald Rumfeld, tendo deixado de actuar contra aqueles que haviam acabado de atacar os Estados Unidos, disse aos seus ajudantes para porem em movimento um ataque ao Iraque -- quando a evidência era não-existente. Dezoito meses depois, a invasão do Iraque, não provocada e baseada em mentiras agora documentadas, teve lugar. Este crime épico é o maior escândalo político do nosso tempo, o último capítulo na longa história do século XX de conquistas ocidentais de outras terras e dos seus recursos. Se permitirmos que isto seja normalizado, se recusarmos questionar e investigar as agendas escondidas e o inexplicável poder secreto das estruturas no coração dos governos "democráticos" e se permitirmos que o povo de Faluja seja esmagado em nosso nome, nós renunciaremos tanto à democracia como à humanidade.
[*] John Pilger actualmente é professor visitante na Cornell University, New York. Seu último livro, Tell Me No Lies: investigative journalism and its triumphs, foi publicado pela Jonathan Cape.
O original deste artigo encontra-se no New Statesman .
Este artigo encontra-se em http://resistir.info .
Publicado por agineotonico às 07:43 AM
TANQUES EM LOS ANGELES
Uma manifestação anti-guerra realizada dia 11 em Los Angeles foi reprimida pela polícia e com tanques dos US Marines.

(Resistir e Centre for Research on Globalisation)
Publicado por agineotonico às 07:27 AM | Comentários (1)
Barghouthi não fará parte da direcção palestina
O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Sylvan Shalom, diz que Barghouthi foi condenado a prisão perpétua e permanecerá encarcerado até ao fim dos seus dias.
Líder do Fatah para a Cisjordânia, Marwan Barghouthi tem sido apontado como um potencial sucessor de Yasser Arafat, líder histórico dos palestinos.
Marwan Barghouthi goza de grande popularidade entre os palestinos. Seria, talvez, o líder que mais condições teria para unificar os diferentes movimentos palestinos. Esta possibilidade de unificação constituiria um risco para Israel que está interessada que se gere uma luta pelo poder que desorganize a resistência.
Publicado por agineotonico às 06:59 AM
novembro 11, 2004
ONU prevê crise humana na Faixa de Gaza
A ONU lançou um alerta esta quinta-feira para uma crise humanitária iminente na Faixa de Gaza, com 72% dos palestinos a viver em condições de pobreza no final de 2006.
Este relatório diz ainda que as restrições de israel dificultam a entrega e a distribuição de artigos de emergência na região.
Desde o dia 28 de setembro, 82 palestinos e cinco israelitas foram mortos em Gaza, incluindo 26 crianças, segundo informações do relatório. Hoje, mais cinco palestinos foram mortos, incluindo dois meninos que estavam a caminho da escola.
Elaborado por 12 agências da ONU, o documento faz um apelo para Israel permitir o livre acesso da organização na Faixa de Gaza.
Segundo o documento, os moradores da região têm dificuldade em encontrar emprego, exportar bens, mudar para fora de Gaza e mandar as suas crianças à escola.
Actualmente, 66% dos palestinos em Gaza vivem com menos de 2 dólares americanos por dia (valor da linha de pobreza definido pela ONU), e a organização estima que cerca de 120 prédios são demolidos por mês pelo Exército israelita.
Publicado por agineotonico às 08:08 PM | Comentários (2)
Vitória em Faluja pode acabar em derrota, diz general britânico
A provável vitória dos EUA na batalha de Faluja pode "criar condições políticas em outras partes do Iraque que resultem na perda da guerra", advertiu nesta quinta-feira um general britânico.
Michael Rose critica o "uso indiscriminado" da força militar americana em áreas populosas porque "inevitavelmente causa destruição e morte", e acusa os miliares de tentarem "destruir tudo o que se movimenta". "Também não é certo", adverte, "que a destruição das bases insurgentes em Faluja vá acelerar o fim da crescente resistência iraquiana à ocupação" estrangeira.
"A realidade é que guerras contra a insurreição armada como esta não podem ser ganhas conquistando território ou mudando regimes, mas só mudando atitudes e isolando os rebeldes do restante da população", observa.
"Como conseqüência do assalto a Faluja, os clérigos sunitas do Iraque já estão fazendo apelos aos 'cidadãos honoráveis' para que boicotem eleições que serão realizadas sobre os corpos dos mortos e o sangue dos feridos em cidades como Faluja", diz Michael Rose.
Publicado por agineotonico às 07:34 PM
Armas químicas e gases venenosos na ofensiva contra Faluja
O governo americano infringe, assim, as convenções internacionais que proíbem explicitamente a utilização deste tipo de armas.
"The US occupation troops are gassing resistance fighters and confronting them with internationally-banned chemical weapons,” resistance sources told Al-Quds Press Wednesday, November 10.
The fatal weapons led to the deaths of tens of innocent civilians, whose bodies litter sidewalks and streets, they added.
“They use chemical weapons out of despair and helplessness in the face of the steadfast and fierce resistance put up by Fallujah people, who drove US troops out of several districts, hoisting proudly Iraqi flags on them. Resistance has also managed to destroy and set fire to a large number of US tanks and vehicles".
Publicado por agineotonico às 07:53 AM | Comentários (1)
Morreu Yasser Arafat, símbolo da causa palestina

O anúncio foi feito por volta das 6h da manhã em Ramallah, na Cisjordânia (2h, hora de Brasília) por Saeb Erekat, um ministro palestino. Também foi divulgada uma nota no hospital da capital francesa confirmando a morte.
Publicado por agineotonico às 07:25 AM
novembro 10, 2004
O novo secretário de Justiça
Alberto Gonzales, de 49 anos, foi escolhido por Bush, para substituir John Ashcroft, que renunciou ao cargo na terça-feira.
Gonzales foi uma figura central no debate dentro do governo sobre técnicas de interrogatório de pessoas presas na chamada guerra ao terrorismo.
Ele foi criticado por grupos de direitos humanos depois de ter escrito um memorando ao presidente americano no qual descreveu a Convenção de Genebra como "esquisita".
O memorando ficou conhecido publicamente depois do escândalo do abuso de prisioneiros na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.
(in BBC)
As Bush prepares to send his nomination of Alberto Gonzales for Attorney General to the Senate for its "advice and consent," let’s recall who Mr. Gonzales is and what his enduring imprint on history may be. Gonzales authored the infamous August 2002 torture memo for the Bush administration that provided hair-brained arguments for discarding the Geneva Conventions. This appointment affirms Bush’s rejection of international oversight of human rights and signals a dramatic right wing shift.
The memo acknowledged that the human rights of prisoners had to be protected as long as the Bush administration accepted the Geneva Convention’s rules. The solution: claim that the Conventions did not cover prisoners caught in Afghanistan or Iraq during wartime operations. In fact, Gonzales would eventually conclude, the Geneva Convention is "obsolete." The memo quibbled over words like torture and "rough treatment." Fine distinctions over the words "extreme pain" and "severe pain" were introduced – the latter didn’t constitute torture in Gonzales’ view.
In the process Gonzales created a category of "rough treatment" that, if instances could be shown not to have been intended to inflict intense pain or permanent physical or mental harm, were not prosecutable. In effect, here is a list, Mr. President, Gonzales implied, of the violent or abusive acts you ought to be able to get away with.
The result: the Abu Ghraib abuse scandal – as well as dozens of other allegations, reports, witness accounts and admissions of murder, torture, rough treatment, humiliating acts and so on inflicted by US military and intelligence community people that counter the letter and spirit of the Geneva Conventions and other international agreements against torture by which the US has agreed to abide.
The same day that Bush announced his nomination of Gonzales, the British government released its delayed Human Rights Annual Report 2004. The Blair government insisted that the report, scheduled to be released in September, was delayed only to include a section on the Beslan tragedy which had occurred just as the report was going to press.
The delay probably had other foundations, however. This particular report includes a mild and brief criticism of the Bush administration’s torture policy. Delaying publication until a week after the election seems to have been the main motivation of the Blair government which has been caught between mounting domestic criticism of its close alliance with Bush (despite the unpopularity of the war and the disgust most British people feel toward Bush’s policy of torture) and the need to preserve a friendly relationship with Bush as the November election approached.
In a letter to British Foreign Secretary Jack Straw, whose office authored the report, Human Rights Watch (HRW) described the delay as "disastrous" as it seemed to suggest that some human rights tragedies are more important to the British government than others. HRW further indicated the Blair government’s hypocrisy in its repeated claims that the British government does not support a torture policy and stands by the Geneva Conventions. A British Court of Appeal in August ruled that evidence obtained under torture in third countries may be used in special terrorism cases, provided that the British government has "neither procured the torture nor connived at it." According to HRW, this ruling implicitly condones torture.
Though the Blair government promised to seek "diplomatic assurances" that torture would not be used, the back door acceptance of torture made by the court violates British law put in place by the Blair government. Torture is prohibited absolutely under article 3 of the European Convention on Human Rights, incorporated into British law by the Human Rights Act 1998. There are no exceptions allowed, even during times of war or public emergency. The adoption of a policy of indefinite detention of suspects and exemption from International Criminal Court prosecution for US soldiers accused of human rights abuses further undermines Blair’s claim to a strong stand on human rights.
The denunciation of torture in the government’s Human Rights Annual Report 2004 is made in a small offset five-paragraph box. It describes the Abu Ghraib scandal as "shocking" and that it "included physical beatings, sensory deprivation, severe threats and sexual assault and humiliation." British Foreign Secretary Jack Straw is quoted as calling the torture at Abu Ghraib "shameful, disgusting and disgraceful."
The report goes on to imply that Gonzales’ justifications and hair-splitting definitions of acts prohibited by international conventions are things the British military doesn’t tolerate. Fair treatment and "personal dignity" are imperative. "Physical or mental torture, corporal punishment, humiliating or degrading treatment, or the threat of such are prohibited." "Stress positions" are prohibited.
The British report’s mild criticism of the US policy of torture outlined by Gonzales is in its own way a bombshell for the Bush administration as the report places what the US military did at Abu Ghraib in the same context as the Darfur genocide, the murder of trade unionists in Colombia, and the Beslan tragedy. Unfortunately, the acknowledgment of US offenses does not seem likely to rupture the close alliance between Blair and Bush. Nor does it seem that this criticism will influence in any way the Bush administration’s views on human rights.
Bush’s appointment of Gonzales signals that he intends to sideline, silence or replace those whom some outside the administration consider to be more reasonable voices such as Colin Powell. According to the Center for Constitutional Rights (CCR), Secretary of State Colin Powell opposed the conclusions in Gonzales’ memo saying it would "reverse over a century of U.S. policy and practice in supporting the Geneva Conventions and undermine the protections of the law of war for our troops." Powell also said that adoption of Gonzales’ position would have a "high cost in terms of negative international reaction." Other countries, Powell pointed out, would refuse to cooperate with the U.S. in the war on terror.
In CCR’s view, "the Secretary of State’s dire predictions have been borne out, and the disregard for law has made the U.S. less safe." Bush appointment of Gonzales is an indication that he isn’t concerned with the extent to which other countries cooperate with his agenda.
Gonzales’ nomination should be opposed on human rights grounds. It should also be placed in the context of the danger that torture, unilateralism and blatant imperialism have put the people of the U.S. It is an affirmation of the administration’s rejection of human rights and scrapping of the international conventions that also serve to protect US military personnel from abuse.
The Attorney General is often referred to as the highest ranking law enforcement official in the country. If Gonzales holds this position with his apparent disregard for human rights and accepted legal standards, what can we expect under his watch?
--Joel Wendland is managing editor of Political Affairs (http://www.politicalaffairs.net> and can be reached at jwendland@politicalaffairs.net.
Publicado por agineotonico às 10:54 PM | Comentários (2)
Bush, vertigens e calafrios
(Ignacio Ramonet)
Má notícia. A reeleição de George W. Bush para a presidência dos Estados Unidos é uma péssima notícia para a democracia (...)
Obviamente não se trata de duvidar do carácter livre, legal e legítimo desta eleição acontecida na democracia mais antiga do planeta. Usando do seu direito incontestável, os eleitores actuaram como melhor lhes pareceu.
Mas dá vertigem e arrepios constatar que precisamente este dirigente, conhecido ademais pela sua credulidade religiosa, a sua mediocridade intelectual e a sua incultura, tenha resultado ser o mais votado da história eleitoral norte-americana (...)
Ninguém deve esquecer – sem que esta recordação sirva de comparação – que em 1933 o próprio Adolf Hitler acedeu ao poder de modo democrático. E que isso criou tal desconcerto e tal desgosto em várias capas sociais cultas, educadas e progressistas da Europa que muitos dos seus membros renegaram para sempre da democracia e não duvidaram em arrolar‑se, por exemplo, no movimento comunista (então totalitário e estalinista) que denunciava com clareza a “democracia burguesa”.
Bush, vertigens e calafrios
Ignacio Ramonet
El Periódico de Catalunya; transcrito em Rodelú
Má notícia. A reeleição de George W. Bush para a presidência dos Estados Unidos é uma péssima notícia para a democracia. Resulta, efectivamente, chocante e em certa medida até escandaloso que os eleitores estadounidenses tenham elegido um dirigente que mentiu ao Congresso e a seu povo, que os enganou para obter a autorização de invadir o Iraque, que aceitou um uso desproporcionado da força, causando o massacre a mais de 100.000 iraquianos, que foi incapaz de deter Osama Bin Laden, que empanou as Forças Armadas do seu país no lodaçal iraquiano, que permitiu as torturas no cárcere de Abu Ghraib e em outras prisões, que autorizou a incrível excepção jurídica de Guantánamo e pisou as convenções de Genebra sobre os presioneiros de guerra, que favoreceu de maneira descarada as grandes empresas que o ajudaram a ser eleito, que tem empobrecido as classes médias, que não criou empregos e que acumulou um dos défices públicos mais gigantescos da história.
Obviamente não se trata de duvidar do carácter livre, legal e legítimo desta eleição acontecida na democracia mais antiga do planeta. Usando do seu direito incontestável, os eleitores actuaram como melhor lhes pareceu.
Mas dá vertigem e arrepios constatar que precisamente este dirigente, conhecido ademais pela sua credulidade religiosa, a sua mediocridade intelectual e a sua incultura, tenha resultado ser o mais votado da história eleitoral norte-americana. É um pouco como se o eleitorado, nestes tempos de ameaças terroristas, tivesse dito: preferimos um dirigente enganador para fazer uma guerra suja contra um inimigo vicioso (Osama Bin Laden).
Não seria nada estranho que o sistema democrático, hoje em dia tão fustigado já em muitos âmbitos pela sua incapacidade para limitar a acelerada expansão do poder económico, seja de novo objecto de ataques por parte de muitos sectores que o criticarão agora com mais sanha.
Ninguém deve esquecer – sem que esta recordação sirva de comparação – que em 1933 o próprio Adolf Hitler acedeu ao poder de modo democrático. E que isso criou tal desconcerto e tal desgosto em várias capas sociais cultas, educadas e progressistas da Europa que muitos dos seus membros renegaram para sempre da democracia e não duvidaram em arrolar‑se, por exemplo, no movimento comunista (então totalitário e estalinista) que denunciava com clareza a “democracia burguesa”.
Talvez ainda não tenhamos atingido esse limite em que toda uma geração abjura das virtudes da democracia. Mas há na vitória eleitoral de George Bush e do seu vice‑presidentíssimo Richard Cheney um carácter de fracasso moral de um sistema que nos deve alertar.
Tudo dependerá da interpretação que o reeleito presidente dê ao seu triunfo. Se, ocultando a si mesmo o que deve à impressionante maquinaria de propaganda mediática, considera a sua vitória como um plebiscito à sua política, estamos perdidos. Isso o levaria a contemplar o seu sucesso como uma espécie de patente de corso, ou de cheque em branco, para seguir, com os mesmos métodos (o secretismo, a ocultação e a mentira), uns idênticos objectivos: a hegemonia imperial e o unilateralismo.
Por outro lado, se se detém a reflexionar um instante (com a ajuda de sua eminência cinza Richard Cheney) talvez constate que, em política internacional e mais precisamente no Oriente Próximo, os Estados Unidos encontram‑se num atoleiro. A guerra do Iraque está perdida, ou pelo menos não se pode ganhar senão enviando uns 300.000 novos efectivos (o dobro dos que já se encontram no campo de batalha), para o que teria que restabelecer o serviço militar obrigatório, coisa que, durante a campanha eleitoral, George Bush prometeu não fazer.
Também não pode atacar o Irão como era sua intenção (nem permitir que Israel o faça). Primeiro, porque não dispõe de forças para fazer simultaneamente uma segunda guerra de maior envergadura. E também porque nesse caso se sublevariam os shiitas do Iraque, que são a maioria da população, e então já nem meio milhão de soldados seriam suficientes para pacificar este país.
Consequência: para ter a garantia de não ser atacado, o Irão avança agora com toda a probabilidade para a fabricação da arma nuclear, que era precisamente o que Washington tratava de evitar desde há anos...
Daí que se esteja a especular neste momento sobre a possibilidade de o segundo George Bush ser diferente do primeiro. Teremos uma boa indicação disto quando comecemos a saber que personalidades ocuparão os cargos de secretário de Estado e de ministro da Defesa. Pois dá‑se por certo que Collin Powell e Donald Rumsfeld abandonarão as suas funções.
Ainda que não agrade ao presidente George Bush, a solução nesta região passa primeiro por um envolvimento sério de Washington no conflito Israel-Palestina que conduza a uma paz aceitada pelas duas partes. O relevo actual do líder palestino Yasser Arafat – que ontem, na sua primeira conferência de imprensa pós‑eleitoral o presidente Bush já deu por morto – oferece a melhor ocasião para corrigir a linha seguida até agora. É óbvio para todas as chancelarias que a Folha de rota fixada por Washington não funcionou e que o abandono da situação à única iniciativa israelita (a de Ariel Sharon) piorou as coisas. Só com o relançamento da dinâmica negociadora se poderá avançar com seriedade para uma conferência internacional para a paz no Iraque com a participação da ONU, dos países que criticaram a intervenção de Março do 2003, dos estados árabes e de todas as forças políticas iraquianas (incluídos os grupos insurgentes).
Há que aceitar o que toda a gente sabe, que as autoridades iraquianas actuais não são mais do que marionetas nomeadas pelo ocupante militar. Dessa maneira será concebível que países como o Egipto, a Argélia, Marrocos e até o Paquistão enviem forças suficientes para favorecer o acesso real do Iraque à soberania, à democracia e à prosperidade. Fazendo isto, o segundo George Bush nos dará uma grande surpresa e terminará sendo um grande presidente.
Publicado por agineotonico às 07:53 AM | Comentários (1)
Crimes de guerra
As recentes afirmações de que Falluja está praticamente nas mãos da coligação mas que infelizmente Al-Zarqawi terá fugido, parece confirmar as afirmações que têm vindo a ser feitas por dirigentes árabes de que não ele não está em Falluja, de que poderá ser uma figura mítica inventada pela CIA a fim de justificar a carnificina contra os resistentes de Falluja.
De facto, os últimos bombardeamentos intensivos a Falluja, tiveram como alvo a população civil e algumas infra estruturas básicas, como os hospitais, a electricidade e a água.
FALLUJAH, Iraq, Nov. 9 (Xinhuanet)strong> -- Dozens of Iraqi people,including at least 20 medics, were killed in a US air raid on a government clinic in the center of Iraq's western city of Fallujah overnight, witnesses said Tuesday.
"Over 20 medics were killed in the air raid and dozens others,including wounded people, were killed as a result of the US raid on the city early Tuesday," local residents told Xinhua.
Publicado por agineotonico às 07:40 AM | Comentários (1)
novembro 09, 2004
Nos EUA também há "contraditório"
"O presidente americano George W. Bush disse que vai procurar diologar com os aliados e os cépticos, durante o seu segundo mandato, para vencer a guerra contra o terrorismo".
"O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse que o presidente George W. Bush recebeu um mandato do povo americano para prosseguir com o que chamou de uma política externa «agressiva». De acordo com o secretário de Estado, a política externa americana será conduzida de acordo com o interesse de amigos e alianças e terá "natureza multilateral". Mas Powell disse que o governo americano vai agir sozinho quando necessário".
Publicado por agineotonico às 09:32 PM
Massacre de população civil
Um importante partido sunita anunciou a sua retirada do governo interino iraquiano e entregou o ministério que ocupava, em protesto contra o assalto dos EUA a Falluja. Ao mesmo tempo, a Associação dos Académicos Islâmicos defendeu o boicote das eleições marcadas para janeiro.
Também o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, pediu o fim da ofensiva militar americana contra a cidade iraquiana de Falluja e disse ter mantido contacto com diversas autoridades iraquianas com o objetivo de "conter a situação". "Ninguém pode aceitar de maneira nenhuma a forma como os civis são atacados em Faluja, como está a acontecer agora", disse Moussa a jornalistas no Cairo. "Esperamos que o que está a acontecer em Faluja termine rapidamente", declarou o diplomata antes de uma visita à Espanha.
Ele qualificou a ofensiva como "muito grave". Ontem, depois de uma reunião com o chanceler interino do Iraque, Hoshyar Zebari, Moussa disse que "os acontecimentos lamentáveis" em Faluja foram temas de uma conversa com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
Publicado por agineotonico às 08:49 PM
novembro 08, 2004
World Wide Petition against the Escalation in Iraq
An initiative of the BRussells tribunal endorsed by the World Tribunal on Iraq

Prof. Jean Bricmont, a Belgian scientist, specialist in theoretical physics, and author on politics, who was member of the prosecution at the BRussells Tribunal, has written a short but strong statement "Stop the escalation".
We feel that we can't wait any longer to do something. We hope that you and/or your organisation will sign this letter, giving the call of prof Bricmont the resonance it deserves and he aimed at in writing it.
Now that we know, since the evening of 28th of October 2004, from an article in the Lancet, based on a survey by Johns Hopkins University that 100.000 Iraqi's died in the war, we feel this petition is urgent, so we send it out now.
We hope you join us in our outcry over the ongoing massacres by signing this petition against the escalation.
Yours in struggle for peace.
Publicado por agineotonico às 07:42 AM | Comentários (2)
Teorias Optimistas
Há uma teoria de que, agora que está reeleito, Bush pode estar mais à vontade para espremer Sharon um pouco mais e assim ganhar pontos no mundo árabe e suavizar um pouco a decepção de Blair.
É uma teoria muito otimista.
Na quarta-feira, ao analisar o triunfo conservador nas eleições americanas, o Aipac, um dos mais importantes lobbies pró-Israel em Washington, enfatizou que não vê a hora de trabalhar com o novo Congresso, "o mais pró-Israel da história americana".
(Folha Online)
Publicado por agineotonico às 07:26 AM
novembro 05, 2004
Americanos aconselham mulheres e crianças a abandonar Falluja

(Hospital de Falluja)
Há várias semanas que o comando norte-americano está a concentrar tropas nos arredores da cidade, tendo já admitido que prepara uma operação terrestre de grande envergadura contra a cidade, com o objectivo de pacificar a região antes das eleições legislativas, agendadas para o início do próximo ano.
Todas as estradas de acesso à cidade foram bloqueadas, tendo já ocorrido dezenas de escaramuças entre militares iraquianos e norte-americanos e resistentes nos subúrbios da cidade.
Até ao momento, a estratégia tem passado por bombardeamentos aéreos e de artilharia contra alvos no interior de Falluja. Centenas de pessoas terão morrido nos dois últimos meses na sequência destes ataques, que os EUA dizem visar alvos da guerrilha e edifícios onde suspeitam estarem refugiados os terroristas liderados pelo radical jordano Al-Zarqawi.
(Público)
Se assim é que se pacifica, como será fazer a guerra!!!
Publicado por agineotonico às 05:45 PM
novembro 04, 2004
A agência de ajuda humanitária Médicos Sem Fronteira decidiu suspender as suas operações no Iraque.
No comunicado tornado público, acusa as diferentes facções envolvidas no conflito no Iraque de terem continuamente demonstrado "desrespeito pela independência das agências humanitárias".
Publicado por agineotonico às 03:34 PM
Haverá uma guerra contra o mundo após 2 de Novembro?
"Há algo surrealista em visitar os Estados Unidos nos últimos dias da campanha presidencial. Se George W. Bush ganhar, segundo um cientista com que me encontrei, o qual escapou da Europa dominada pelos nazis, os EUA entregarão muitos dos seus enfeites democráticos e sucumbirão aos seus impulsos totalitários. Se John Kerry vencer, segundo a maior parte dos eleitores democratas, o único mandato que terá é que ele não é Bush.
(...)
O New York Times, o porta-bandeira liberal do país, tendo-se recuperado de um suave ataque de contrição pela sua falha abjecta em desafiar as mentiras de Bush sobre o Iraque, tem estado a publicar polegadas de coluna sobre o-que-houve-de-errado na 'libertação' daquele país.
Ele culpa erros: equívocos tácticos, falhas de inteligência. Mas nem uma palavra sugere que a invasão foi uma conquista colonial, deliberada como qualquer outra, e que sessenta anos de direito internacional fazem disto 'o supremo crime de guerra', para citar os juizes de Nuremberg. Nem uma palavra sugere que a carnificina americana da população do Iraque foi e é uma atrocidade sistemática, na qual a tortura de prisioneiros em Abu Ghraib foi um simples reflexo.
(John Pilger)
Haverá uma guerra contra o mundo após 2 de Novembro?
por John Pilger
Há algo surrealista em visitar os Estados Unidos nos últimos dias da campanha presidencial. Se George W. Bush ganhar, segundo um cientista com que me encontrei, o qual escapou da Europa dominada pelos nazis, os EUA entregarão muitos dos seus enfeites democráticos e sucumbirão aos seus impulsos totalitários. Se John Kerry vencer, segundo a maior parte dos eleitores democratas, o único mandato que terá é que ele não é Bush.
Nunca tantas mãos liberais foram tão forçadas sobre um candidato cujas únicas declarações memoráveis é de que aspira ser outro Bush. Veja-se o Irão. Uma das conselheiras de segurança nacional de Kerry, Susan Rice, acusou Bush de 'permanecer de lado enquanto o programa nuclear do Irão avançava'. Não há nem um fragmento de evidência de que o Irão esteja a desenvolver armas nucleares, mas Kerry está a juntar-se ao mesmo frenesim orquestrado que conduziu à invasão do Iraque. Tendo principiado a sua campanha a prometer mais 40 mil soldados para o Iraque, diz-se que ele tem um 'plano secreto para acabar a guerra' o qual prevê uma retirada em quatro anos. Isto é um eco de Richard Nixon, que na campanha presidencial de 1968 prometeu um 'plano secreto' para acabar com a guerra no Vietnam.
Uma vez no gabinete, ele acelerou a carnificina e a guerra arrastou-se por mais seis anos e meio. Para Kerry, tal como para Nixon, a mensagem é que não é um fraco. Nada na sua campanha ou na sua carreira sugere que ele não continuará, e mesmo intensificará, a 'guerra ao terror', a qual é agora santificada como uma cruzada de americanismo tal como aquela contra o comunismo. Nenhum presidente democrata esquivou-se a tal tarefa: John Kennedy na guerra fria, Lyndon Johnson no Vietnam.
Isto representa um grande perigo para todos nós, mas não se permite que nada disto interfira na campanha ou na 'cobertura' dos media. Numa sociedade supostamente livre e aberta, o grau de censura por omissão é estarrecedor. O New York Times, o porta-bandeira liberal do país, tendo-se recuperado de um suave ataque de contrição pela sua falha abjecta em desafiar as mentiras de Bush sobre o Iraque, tem estado a publicar polegadas de coluna sobre o-que-houve-de-errado na 'libertação' daquele país.
Ele culpa erros: equívocos tácticos, falhas de inteligência. Mas nem uma palavra sugere que a invasão foi uma conquista colonial, deliberada como qualquer outra, e que sessenta anos de direito internacional fazem disto 'o supremo crime de guerra', para citar os juizes de Nuremberg. Nem uma palavra sugere que a carnificina americana da população do Iraque foi e é uma atrocidade sistemática, na qual a tortura de prisioneiros em Abu Ghraib foi um simples reflexo.
A atrocidade em curso na cidade de Faluja, na qual tropas britânicas, contra a opinião do povo britânico, vão ser acessórias, é um bom exemplo. Para os políticos e jornalistas americanos -- há umas poucas excepções honrosas -- os US marines estão a preparar-se para mais uma das suas "batalhas". O seu últimos ataque contra Faluja, em Abril, proporcionou uma visão prévia. Tanques de quarenta toneladas e helicópteros armados foram utilizados contra bairros de casebres. Aviões despejaram bombas de 500 libras (226,5 kg), atiradores de elite (snipers) mataram pessoas idosas, mulheres e crianças, ambulâncias foram alvejadas. Os marines fecharam o único hospital numa cidade de 300 mil habitantes durante mais de duas semanas, de modo a que pudessem utilizá-lo como posição militar.
Quando se estimou que eles tivessem abatido 600 pessoas, não houve qualquer desmentido. Isto foi mais do que todas as vítimas das bombas suicidas no ano anterior. Nem tão pouco eles negaram que a sua barbaridade era uma vingança pela morte de quatro mercenários americanos na cidade; conduzidos por cowboys confessos, eles são especialistas em vingança. John Kerry nada disse; os media relataram a atrocidade como 'uma operação militar', contra 'militantes estrangeiros' e 'insurrectos', nunca contra civis e iraquianos a defenderem os seus lares e a sua pátria.
Além disso, o povo americano está quase totalmente inconsciente de que os marines foram expulsos de Faluja através de combate de rua heróicos. Os americanos permanecem inconscientes, também, da pirataria que decorre da aventura assassina do seu governo. Quem na vida pública pergunta o paradeiro dos 18,46 mil milhões de dólares que o Congresso americano aprovou para a reconstrução e a ajuda humanitária ao Iraque?
Como relata a Unicef, a maior parte dos hospitais estão privados até mesmo de analgésicos, e a desnutrição aguda entre crianças duplicou desde a 'libertação'. De facto, menos de 29 milhões de dólares foram atribuídos, a maior parte disto a firmas de segurança britânicas, com os seus criminosos ex-SAS e veteranos do apartheid da África do Sul. Onde está o resto deste dinheiro que deveria estar ajudando a salvar vidas? O não-fraco Kerry não ousa perguntar.
"O MUNDO PERDEU O PETRÓLEO IRAQUIANO"
Nem tão pouco ele ou qualquer pessoa com um perfil público perguntam porque o povo do Iraque foi forçado a pagar, desde a queda de Saddam, quase 80 milhões de dólares aos EUA e à Grã-Bretanha como 'reparações'. Mesmo Israel recebeu uma fortuna incontável em dinheiro do petróleo iraquiano como compensação pelas suas 'perdas de turismo' nas Colinas de Golan -- parte da Síria que ocupa ilegalmente. Quanto ao petróleo, tal palavra é imencionável na competição pelo mais poderoso emprego do mundo. A resistência, na sua campanha de sabotagem económica, tem tido tanto êxito que o oleoduto vital que transporta petróleo para o Mediterrâneo turco foi explodido 37 vezes. Os terminais no sul estão sob ataque constante, fechando efectivamente todas as exportações de petróleo bruto e ameaçando economias nacionais. O facto de que o mundo perdeu o petróleo iraquiano é envolto no mesmo silêncio que assegura aos americanos uma escassa ideia da natureza e da escala da permissividade para derramar sangue dada em seu nome.
O silêncio mais duradouro é o que protege o sistema produtor destes eventos catastróficos. Isto é americanismo, apesar de não ousar dizer o seu nome, o que é estranho pois o seu oposto, o anti-americanismo, tem há muito sido exibido com êxito como uma expressão pejorativa, uma resposta que dá para tudo em análises críticas do sistema imperial e dos seus mitos. O americanismo, a ideologia, tem significado democracia interna, para alguns, e uma guerra à democracia no exterior.
Da Guatemala ao Irão, do Chile à Nicarágua, à luta pela liberdade na África do Sul, nos dias presentes na Venezuela, o terrorismo de Estado americano, licenciado tanto pelas administrações republicanas como democratas, combateu democratas e patrocinou totalitários. A maior parte das sociedades atacadas ou subvertidas de outra forma pelo poder americano são fracas e sem defesa, e há uma lógica nisto. Se um pequeno país tivesse êxito em tornar-se livre e estabelecer o seu próprio caminho de desenvolvimento, então o seu bom exemplo para os outros tornar-se-ia uma ameaça para Washington.
E as graves intenções por trás disto? Madeleine Albright, a secretária de Estado de Bill Clinton, disse certa vez nas Nações Unidas que os EUA tinham direito ao 'uso unilateral do poder' para assegurar 'acesso não inibido a mercados chave, abastecimento de energia e recursos estratégicos'. Ou como Colin Powell, o risível Bushita promovido pelos media a liberal, colocou há mais de uma década: "Quero ser o valentão (bully) do bairro". Os imperialistas da Grã-Bretanha acreditavam exactamente nisso, e ainda acreditam, só que a linguagem é discreta.
É por isso que os povos de todo o mundo, cuja consciência sobre estes assuntos tem-se elevado agudamente nos últimos poucos anos, são 'anti-americanos'. Isto nada tem a ver com as pessoas comuns dos Estados Unidos, que agora observam um capitalismo darwinianos consumir as suas liberdades reais e lendárias e reduzir o 'mercado livre' a uma liquidação em saldos de activos públicos. É notável, se não inspirador, que tantos rejeitem a lavagem cerebral baseada na classe e na raça, principiada na infância, pois sistema baseado numa classe e raça é chamado 'o sonho americano'.
O que acontecerá se o pesadelo no Iraque prosseguir? Talvez aqueles milhões de americanos preocupados, que actualmente estão paralisados pelo desejo de se livrarem de Bush a qualquer preço, se desvencilhem da sua ambivalência, sem se importar com quem vence em 2 de Novembro. Será, então, que despertará um gigante, tal como aconteceu durante a campanha dos direitos civis e a guerra do Vietnam e o grande movimento pelo congelamento de armas nucleares? Devemos confiar em que sim; a alternativa é uma guerra ao mundo.
Publicado por agineotonico às 07:48 AM | Comentários (1)
outubro 28, 2004
ONU aprova resolução exigindo fim do embargo dos EUA a Cuba
Assembleia Geral da ONU adoptou esta quinta-feira uma resolução exigindo aos Estados Unidos que cessem imediatamente o embargo económico, comercial e financeiro imposto de forma unilateral a Cuba em 1960.
A resolução foi aprovada com 179 votos favoráveis, os votos contra de EUA, Israel, Ilhas Marshall e Palau e a abstenção da Micronésia.
A proposta de resolução foi apresentada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Felipe Pérez Roque, que apelou aos países para pressionarem os EUA a acabarem com sua política contra Cuba.
«Hoje, daremos um voto contra a aplicação extraterritorial das leis, um voto contra a arrogância e o desprezo aos direitos dos demais», referiu.
Este é o terceiro ano consecutivo em que a Assembleia Geral das Nações Unidas adopta uma resolução contra o embargo a Cuba.
(Diário Digital)
Publicado por agineotonico às 09:37 PM
Coerência na política internacional
O Tratado de Não-Proliferação Nuclear está baseado na distinção entre as cinco potências nucleares, que fabricaram ou accionaram uma arma nuclear antes de 1º de janeiro de 1967, e os países não-dotados de armas nucleares. Nos termos do tratado, as potências nucleares comprometem-se a não transferir armas nucleares para ninguém, nem ajudar qualquer país a adquiri-las. O tratado contém o compromisso recíproco dos Estados não possuidores de armas nucleares de não desenvolver ou comprar estas armas, e, em compensação, garante-lhes o acesso ao uso pacífico da energia atómica, condicionando isso ao controle da AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica), com sede em Viena.
O Irão resiste a pressões e mantém programa nuclear
Na 2ª feira, 18 de outubro de 2004, três dias depois do encontro do chamado Grupo dos Oito (G-8) em Washington, que ratificou a ‘recomendação’ para que o Irão cesse de imediato as actividades de enriquecimento de urânio, em entrevista a agência de notícias oficial Irna, o secretário-geral do Conselho Nacional Supremo de Segurança do Irão, Hassan Rohani, informou que, embora esteja disposto a negociar com a Comunidade Europeia o processo de enriquecimento de urânio, não renunciará ao uso da energia nuclear com fins pacíficos. Sem papas na língua, Hassan Rohani avisou aos governos do Reino Unido, França e Alemanha – países que vêm funcionando como intermediários dos EUA – que, "se o tema for a renúncia do Irão a seus direitos, nossos representantes não têm permissão para manter conversações com ninguém". Os argumentos do iraniano são fortes. "Não aceitamos que ninguém diga que é correcto países da UE e os EUA gozarem da energia nuclear e petroquímica, mas o Irão não possa fazer o mesmo", afirmou Hassan Rohani.
Congress, with only a limited debate, has given the Bush administration a green light for the biggest revitalization of the country's nuclear weapons program since the end of the Cold War, leaving many Democrats and even some hawkish Republicans seething.
"This has been a good year," said Linton Brooks, the administrator of the National Nuclear Security Administration, which develops and manages the country's nuclear weapons arsenal. "I'm pretty happy we essentially got what we wanted."
Reversing a decade of restraint in nuclear weapons policy, Congress agreed to provide more than $6 billion for research, expansion and upgrades in the country's nuclear capabilities. While Congress approved large sums to maintain the existing nuclear arsenal even during the Clinton years, this year's increases will finance multiyear programs to design a new generation of warheads as well as more sophisticated missiles, bombers and re-entry vehicles to deliver them. "This is a fairly radical new way of thinking about things," Brooks said, adding that it amounted to "a more fundamental shift in the way we look at this than many people realize."
Os Estados Unidos pediram hoje que a Coreia do Norte pare de ostentar a sua capacidade nuclear e retorne à mesa de negociações, a fim de resolver a crise nuclear na península coreana.
A declaração de Choe é de uma explicitação sem precedentes. Pyongyang havia usado anteriormente termos vagos como "dissuasão nuclear" para se referir a sua capacidade nuclear. Em reacção, o porta-voz do Departamento de Estado Richard Boucher disse hoje que o facto "reforça a necessidade de se eliminar programas de armas nucleares na península coreana" através de negociações.
Os Estados Unidos estão envolvidos numa negociação com cinco países (Coreia do Norte, Japão, Coreia do Sul, Rússia e China) para pôr fim as investidas nucleares de Pyongyang. Depois de três encontros, a Coreia do Norte nega-se a comparecer ao quarto, que aconteceria este mês, devido à política "hostil" e às experiências nucleares secretas na Coreia do Sul.
A Coreia do Norte – ao reabrir o reactor de Yongbyon e ao não cumprir com suas promessas passadas – faz com que os Estados Unidos hesitem em voltar à mesa de negociações. Se a Coreia do Norte não cumpriu sua parte do acordo no passado, por que as coisas seriam diferentes dessa vez? O governo Bush fez uma série de ameaças, mas o ditador Kim Jong Il ignorou-as, sucessivamente.
EUA querem vender reactores nucleares para a China.
Na 4ª feira, 20 de outubro de 2004, ao tempo que, em Resende, o técnico norte-americano infiltrado na missão da AIEA procurava desvendar os mistérios da tecnologia revolucionária que o Brasil vai usar na produção de combustível nuclear, em Pequim, a agência oficial Xinhua noticiava que os EUA estão tentando vender reactores nucleares de terceira geração para as centrais de energia atómica da China. Em entrevista, o presidente da Comissão Nuclear Reguladora dos EUA, Nils Diaz, declarou que, nos próximos meses, a empresa norte-americana Westinghouse Electric, que em fevereiro pediu autorização para construir reactores de 1.100 megawatts nas províncias de Zhejiang, no leste, e de Cantão, no sul da China, vender um reactor AP-1000 de terceira geração à China. Para autorizar o negócio, o governo dos EUA está tentando obter garantias de que a China não venderá tecnologia de terceira geração a países como Irão e Coreia do Norte. Nos próximos 15 anos, a China vai construir mais 28 reactores nucleares, ampliando sua geração de energia atómica para 36.000 megawatts, cobrindo 4% de suas necessidades energéticas.
EUA quer ampliar cooperação nuclear com a Índia.
Na 5ª feira, 21 de outubro de 2004, dentro de uma ‘iniciativa para ampliar a cooperação bilateral nos campos das actividades nucleares civis, programas espaciais civis, comércio de alta tecnologia e diálogo sobre a defesa de mísseis’, a secretária-adjunta dos EUA para a Ásia, Christina Rocca esteve em Nova Dehli, onde manteve reuniões com altos funcionários do ministério das Relações Exteriores da Índia, inclusive com S. Jaishankar. Além da omnipresente ‘guerra contra o terror’, a norte-americana tratou sobre cooperação no campo nuclear e de tecnologia de ponta entre os dois países. Pelo que a embaixada dos EUA divulgou, nos próximos meses, um especialista em tecnologia norte-americano vai à Índia para coordenar o intercâmbio de tecnologia de ponta, inclusive a nuclear, tendo em suas atribuições o controle se a tecnologia exportada para a Índia será usada de acordo com a licença original.
Publicado por agineotonico às 08:16 PM
Unicef denuncia que EUA bombardearam 700 escolas no Iraque
Na 6ª feira, 15 de outubro de 2004, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) distribuiu um relatório apontando que, nos últimos anos, os EUA bombardearam cerca de 700 escolas no Iraque e que 2.700 colégios precisam de passar por um processo de reabilitação. O relatório informa que 1/3 das escolas bombardeadas está em Bagdad. Este é o sentido que as 4,3 milhões de crianças iraquianas dão às palavras ‘democracia’ e ‘liberdade’.
Publicado por agineotonico às 04:04 PM
Tony Blair cede Reino Unido para palco do projecto "guerra nas estrelas" dos EUA
No sábado, 16 de outubro de 2004, meio na surdina, como se fosse possível esconder a enormidade do crime que cometera, veio a público que, em maio, em reunião de autoridades do alto escalão da embaixada britânica com o departamento de Estado, governo do primeiro-ministro Tony Blair autorizou os EUA a instalarem mísseis do sistema escudo antimísseis já chamado ‘Filho da Guerra nas Estrelas’ (em referência ao programa ‘guerra nas estrelas’ lançado em 1983 por Ronald Reagan) em solo britânico. Segundo o jornal The Independent, o governo de Tony Blair cedeu ao ‘pedido’ dos EUA para instalar foguetes de interceptação em um centro de radar existente na base aérea de Fylingdales, em Yorkshire, no norte da Inglaterra. No dia seguinte, o ministério da Defesa da Grã-Bretanha negou que o governo tivesse autorizado a instalação de mísseis interceptadores norte-americanos em território britânico. Mesmo diante da negativa, ninguém duvida que Tony Blair tenha dado a autorização ‘pedida’ pelo EUA.
(in O SOL)
Publicado por agineotonico às 03:47 PM
outubro 27, 2004
Medidas anticubanas causam protestos em Miami
Centenas de pessoas protestarão , na cidade estadunidense de Miami, em frente à sede do Escritório do Tesouro, contra as medidas adotadas recentemente pelo governo dos Estados Unidos contra Cuba “dirigidas a destruir sua Revolução”, segundo informou a Associação de Mulheres Cristãs em Defesa da Família Cubana, responsável pela convocatória.
O grupo faz alusão a uma iniciativa de Washington que impõe maiores restrições aos cubano-estadunidenses que desejam viajar a seu país de origem que, agora, somente poderão fazê-lo uma vez a cada três anos.
Outra das medidas, postas em vigor em 30 de junho último, estabelece travas mais severas ao envio de remessas de dinheiro dos residentes nos Estados Unidos a seus familiares na Ilha, ao estabelecer, entre outras limitações, que somente têm direito a recebê-las pessoas com primeiro laço de consangüinidade.
Além disso, destina 77 milhões de dólares para subverter a ordem em Cuba, através de grupos contra-revolucionários e transmissões ilegais de rádio e televisão anticubanas desde os Estados Unidos. Miami já foi cenário de cinco protestos desde a entrada em vigor dessas leis.
Publicado por agineotonico às 08:04 AM
outubro 25, 2004
Carta do povo de Faluja a Kofi Annan
Sua Excelência Kofi Annan
Secretário-geral das Nações Unidas
Nova York
Faluja, 14 de Outubro de 2004
Excelência:
É mais que evidente que as forças estadunidenses estão a cometer diariamente crimes de genocídio no Iraque. Neste momento, enquanto lhe escrevemos, as forças estadunidenses estão a perpetrar esses crimes na cidade de Faluja. Os aviões de guerra dos EUA estão a lançar as mais potentes bombas contra a população civil da cidade, assassinando e ferindo centenas de pessoas inocentes. Ao mesmo tempo, os seus tanques atacam a cidade com artilharia pesada. Não foram desenvolvidas acções por parte da Resistência de Faluja nas últimas semanas porque as negociações entre os representantes da cidade e o governo [interino de Ilyad Allawi] avançavam. Nesse clima, os novos bombardeamentos por parte dos EUA verificaram-se enquanto o povo de Faluja se dispunha a preparar-se para o jejum do Ramadão. Agora muitos deles estão presos entre as ruínas das suas casas destruídas e ninguém os pode ajudar enquanto os combates continuam.
Na noite de 13 de Outubro um só bombardeamento estadunidense destruiu 50 casas com os seus residentes dentro. Será isto um crime de genocídio ou uma lição sobre a democracia estadunidense? É óbvio que os estadunidenses estão a executar actos de terror contra o povo de Faluja por uma só razão: a sua recusa em aceitar a ocupação.
Sua Excelência e o mundo inteiro sabem muito bem que os estadunidenses e seus aliados devastaram o nosso país sob o pretexto da ameaça de armas de destruição maciça. Agora, após toda a destruição e os assassinatos de milhares de civis, admitiram que as armas não foram encontradas. Mas nada disseram sobre os crimes que cometeram. Vão os EUA pagar alguma compensação como se obrigou o Iraque a fazer após a Guerra do Golfo de 1991?
Al-Zarqawi: um pretexto inventado pelos EUA
Sabemos que vivemos num mundo de critérios duplos. Em Faluja [os estadunidenses} criaram um novo e vago objectivo: "al-Zarqawi". Al-Zarqawi não é senão um novo pretexto para justificar os seus crimes, matando e bombardeando civis todos os dias. Passou-se quase um ano desde que criaram este novo pretexto e cada vez que destruem casas, mesquitas, restaurantes e matam crianças e mulheres dizem "lançámos uma operação com êxito contra al-Zarqawi". Nunca dirão que o mataram porque tal pessoa não existe. E isso significa que o assassínio de civis e o genocídio quotidiano prosseguirá.
O povo de Faluja assegura a V. Exa. que essa pessoa, se existir, não está em Faluja nem provavelmente em nenhum outro lugar do Iraque. O povo de Faluja pediu muitas vezes que qualquer pessoa que veja al-Zarqawi lhe dê a morte. Agora todo o mundo percebeu que este homem não senão um herói hipotético criado pelos estadunidenses. Ao mesmo tempo, o representante de Faluja, nosso dirigente tribal, denunciou em repetidas ocasiões as acções de sequestro e o assassínio de civis, nós não temos nenhuma relação com qualquer grupo que se comporte de maneira tão desumana.
Excelência: Apelamos a si e a todos os dirigentes do mundo para que exerçam a pressão mais forte possível junto à administração Bush para que ponha fim aos seus crimes em Faluja e para que retire o seu exército da cidade. Faluja gozava de tranquilidade e paz quando saíram. Não fomos testemunhos de nenhuma desordem na cidade. A administração civil funcionava bem apesar dos seus limitados recursos. Simplesmente não demos as boas vindas às forças de ocupação. Esse é o nosso direito de acordo com a carta das Nações Unidas, com o Direito Internacional e com as normas da humanidade. Se os estadunidenses acreditam ao contrário, deveriam abandonar antes as Nações Unidas e todas as suas agências antes de actuar de modo contrário à Carta que subscreveram.
É muito urgente que V. Exa., juntamente com os dirigentes mundiais, intervenha de maneira imediata para prevenir um novo massacre.
Tentámos contactar os vossos representantes no Iraque a fim de pedir-lhes que sejam mais activos a este respeito mas, como sabe V. Exa., estão a viver na "Zona Verde" [de máxima segurança em Bagdad], onde não podemos aceder. Queremos que as Nações Unidas tomem partido sobre a situação de Faluja bem como da de muitas partes do nosso país.
Com os nossos melhores cumprimentos,
Kassim Abdullsattar al-Jumaily
Presidente do Centro de Estudos dos Direitos Humanos e da Democracia
Em nome do povo de Faluja e do:
Conselho da Shura de Al-Faluya
Associação de Sindicatos
Sindicato dos Professores
Conselho dos Dirigentes tribais
Casa da Fatwa e da Educação Religiosa
Publicado por agineotonico às 03:35 PM
Carta de Mia Couto
Senhor Presidente:
Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito. Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir ? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria.
Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do apartheid - violava de forma flagrante os direitos humanos. Durante décadas fomos vítimas da agressão desse regime. Mas o apartheid mereceu da vossa parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". O ANC esteve também na lista negra como uma "organização terrorista!". Estranho critério que levaria a que, anos mais tarde, os taliban e o próprio Bin Laden fossem chamadas de "freedom fighters" por estrategas norte-americanos.
Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os americanos. Pois sonhei que eu era não um homem mas um país. Sim, um país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis factos. E esse temor fez com que proclamasse uma exigência. Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento de destruição massiva. Por razão desses terríveis perigos eu exigia mais: que inspectores das Nações Unidas fossem enviados para o vosso país. Que terríveis perigos me alertavam? Que receios o vosso país me inspirava ? Não eram produtos de sonho, infelizmente. Eram factos que alimentavam a minha desconfiança. A lista é tão grande que escolherei apenas alguns:
- Os Estados Unidos foram a única nação do mundo que lançou bombas atómicas sobre outras nações
- O seu país foi a única nação a ser condenada por "uso ilegítimo da força" pelo Tribunal Internacional de Justiça
- Forças americanas treinaram e armaram fundamentalistas islâmicos mais extremistas (incluindo o terrorista Bin Laden) a pretexto de derrubarem os invasores russos no Afeganistão.
- O regime de Saddam Hussein foi apoiado pelos EUA enquanto praticava as piores atrocidades contra os iraquianos (incluindo o gaseamento dos curdos em 1988)
- Como tantos outros dirigentes legítimos, o africano Patrice Lumumba foi assassinado com ajuda da CIA. Depois de preso e torturado e baleado na cabeça o seu corpo foi dissolvido em ácido clorídico.
- Como tantos outros fantoches, Mobutu Sese Seko foi por vossos agentes conduzido ao poder e concedeu facilidades especiais à espionagem americana: o quartel-general da CIA no Zaire tornou-se o maior em África. A ditadura brutal deste zairense não mereceu nenhum reparo dos EUA até que ele deixou de ser conveniente, em 1992
- A invasão de Timor Leste pelos militares indonésios mereceu o apoio dos EUA. Quando as atrocidades foram conhecidas, a resposta da Administração Clinton foi "o assunto é da responsabilidade do governo indonésio e não queremos retirar-lhe essa responsabilidade".
- O vosso país albergou criminosos como Emmanuel Constant um dos líderes mais sanguinários do Taiti cujas forças para-militares massacraram milhares de inocentes. Constant foi julgado à revelia e as novas autoridades solicitaram a sua extradição. O governo americano recusou o pedido.
- Em Agosto de 1998, a força aérea dos EUA bombardeou no Sudão uma fábrica de medicamentos, designada Al-Shifa. Um engano? Não, tratava-se de uma retaliação dos atentados bombistas de Nairobi e Dar-es-Saalam.
- Em Dezembro de 1987, os Estados Unidos foi o único país (junto com Israel) a votar contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional. Mesmo assim a moção foi aprovada pelo voto de cento e cinquenta e três países.
- Em 1953, a CIA ajudou a preparar o golpe de Estado contra o Irão na sequência do qual milhares de comunistas do Tudeh foram massacrados. A lista de golpes preparados pela CIA é bem longa.
- Desde a Segunda Guerra Mundial os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (1958), Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietname (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão (1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait (1991), a Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (1998), o Afeganistão (1998), a Jugoslávia (1999)
- Acções de terrorismo biológico e químico foram postas em pratica pelos EUA: o agente laranja e os desfolhantes no Vietname, o vírus da peste contra Cuba que durante anos devastou a produção suína naquele país.
- O Wall Street Journal publicou um relatório que anunciava que 500 000 crianças vietnamitas nasceram deformadas em consequência da guerra química das forças norte-americanas
Acordei do pesadelo do sono para o pesadelo da realidade. A guerra que o Senhor Presidente teimou em iniciar poderá libertar-nos de um ditador. Mas ficaremos todos mais pobres. Enfrentaremos maiores dificuldades nas nossas já precárias economias e teremos menos esperança num futuro governado pela razão e pela moral. Teremos menos fé na força reguladora das Nações Unidas e das convenções do direito internacional. Estaremos, enfim, mais sós e mais desamparados.
Senhor Presidente:
O Iraque não é Saddam. São 22 milhões de mães e filhos, e de homens que trabalham e sonham como fazem os comuns norte-americanos. Preocupamo-nos com os males do regime de Saddam Hussein que são reais. Mas esquece-se os horrores da primeira guerra do Golfo em que perderam a vida mais de 150 000 homens.
O que está destruindo massivamente os iraquianos não são armas de Saddam. São as sanções que conduziram a uma situação humanitária tão grave que dois coordenadores para ajuda das Nações Unidas (Dennis Halliday e Hans von Sponeck) pediram a demissão em protesto contra essas mesmas sanções. Explicando a razão da sua renúncia, Halliday escreveu: "Estamos destruindo toda uma sociedade. É tão simples e terrível como isso. E isso é ilegal e imoral". Esse sistema de sanções já levou à morte meio milhão de crianças iraquianas.
Mas a guerra contra o Iraque não está para começar. Já começou há muito tempo. Nas zonas de restrição áreea a Norte e Sul do Iraque acontecem continuamente bombardeamentos desde há 12 anos. Acredita-se que 500 iraquianos foram mortos desde 1999. O bombardeamento incluiu o uso massivo de urânio empobrecido (300 toneladas, ou seja 30 vezes mais do que o usado no Kosovo)
Livrar-nos-emos de Saddam. Mas continuaremos prisioneiros da lógica da guerra e da arrogância. Não quero que os meus filhos (nem os seus) vivam dominados pelo fantasma do medo. E que pensem que, para viverem tranquilos, precisam de construir uma fortaleza. E que só estarão seguros quando se tiver que gastar fortunas em armas. Como o seu país que despende 270 000 000 000 000 dólares (duzentos e setenta biliões de dólares). por ano para manter o arsenal de guerra. O senhor bem sabe o que essa soma poderia ajudar a mudar o destino miserável de milhões de seres.
O bispo americano Monsenhor Robert Bowan escreveu-lhe no final do ano passado uma carta intitulada "Porque é que o mundo odeia os EUA ?" O bispo da Igreja católica da Florida é um ex-combatente na guerra do Vietname. Ele sabe o que é a guerra e escreveu: "O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram lideres popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações norte-americanas multinacionais ? E o bispo conclui: O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia. Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas ? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas ao povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."
Senhor Presidente:
Sua Excelência parece não necessitar que uma instituição internacional legitime o seu direito de intervenção militar. Ao menos que possamos nós encontrar moral e verdade na sua argumentação. Eu e mais milhões de cidadãos não ficamos convencidos quando o vimos justificar a guerra. Nós preferíamos vê-lo assinar a Convenção de Kyoto para conter o efeito de estufa. Preferíamos tê-lo visto em Durban na Conferência Internacional contra o Racismo.
Não se preocupe, senhor Presidente. A nós, nações pequenas deste mundo, não nos passa pela cabeça exigir a vossa demissão por causa desse apoio que as vossas sucessivas administrações concederam apoio a não menos sucessivos ditadores. A maior ameaça que pesa sobre a América não são armamentos de outros. É o universo de mentira que se criou em redor dos vossos cidadãos. O maior perigo não é o regime de Saddam., nem nenhum outro regime. Mas o sentimento de superioridade que parece animar o seu governo. O seu inimigo principal não está fora. Está dentro dos EUA. Essa guerra só pode ser vencida pelos próprios americanos.
Eu gostaria de poder festejar o derrube de Saddam Hussein. E festejar com todos os americanos. Mas sem hipocrisia, sem argumentação para consumo de diminuídos mentais. Porque nós, caro Presidente Bush, nós, os povos dos países pequenos, temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar.
Publicado por agineotonico às 07:29 AM
outubro 20, 2004
Refém sequestrado no Iraque é 'salvo' pelo Google
"Um jornalista australiano capturado por militantes rebeldes no Iraque foi libertado depois que seus seqüestradores confirmaram sua identidade no site de busca Google".
Publicado por agineotonico às 09:40 PM
outubro 07, 2004
Onde Estão os Terroristas, Afinal?
Um soldado israelita disparou sobre uma criança palestiniana que ia a caminho da escola, no sul de Gaza, atingindo-a 20 vezes na cabeça e no peito.
Testemunhas confirmaram que a criança de 12 anos, bem como outras duas que a acompanhavam, vestiam uniformes escolares quando as tropas israelitas abriram fogo sobre elas.
Um porta-voz do exército israelita afirmou que as crianças haviam entrado numa área de acesso proibido e, por isso, tinham de ser abatidas.
(in o uno e o múltiplo)
Publicado por agineotonico às 07:06 AM
outubro 06, 2004
Penitências
Da minha educação católica ficou-me a ideia que penitência era algo que teria de fazer para que me fossem perdoados os pecados, que é como quem diz, as ofensas a deus.
Hoje, sem perfilhar qualquer confissão religiosa, acredito na importãncia de assumir os erros, de pedir desculpa e, se for caso, de pagar prejuízos causados.
"A operação israelita mais sangrenta desde o início da Intifada (Setembro de 2000), denominada «Dias de Penitência», que decorre pelo sétimo dia consecutivo, já causou a morte de 83 palestinianos, entre os quais 24 crianças, segundo a agência da ONU que administra campos de refugiados na Cisjordânia e na Faixa de Gaza (UNRWA)."
"Os EUA impediram esta quarta-feira, pela 29ª vez, a adopção de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que pretendia travar a ofensiva militar de Israel em Gaza."
Publicado por agineotonico às 03:35 PM | Comentários (2)
Coerências

No primeiro dia de libertade, em vez de agradecerem ao primeiro-ministro Silvio Berlusconi pela liberade, Simona Pari e Simona Torretta pediram ao governo que tirasse as tropas do país do Iraque ...
Desde o início, elas disseram que pretendiam continuar fazendo o trabalho de ajuda humanitária que faziam antes, e agradeceram aos países árabes, rebeldes que lutam pela liberdade do Iraque e ao mundo muçulmano por terem trabalhado pela sua liberdade ...
"A guerrilha é legítima, mas sou contra o sequestro de civis", disse ao jornal italiana Corriere della Sera Simona Torretta, que fala árabe e já estava vivendo no Iraque antes da queda de Saddam Hussein.
"É preciso diferenciar o terrorismo e a resistência. Eu disse isso antes e repito agora", disse ela, que descreveu o primeiro-ministro Iyada Allawi como "um fantoche nas mãos dos americanos" ...
Mas depois das críticas ao governo depois da libertação, as "florzinhas da paz" como haviam sido apelidadas pela imprensa italiana se tornaram objeto de duras críticas dos políticos e de parte da imprensa.
Elas passaram a ser descritas como frias, condescendentes e ingratas com o governo, e foram criticadas por não mencionarem outros sequestrados."
Publicado por agineotonico às 07:55 AM
setembro 22, 2004
Bush e Annan fazem análises opostas sobre a situação no Iraque
O secretário-geral da ONU e o Presidente norte-americano subiram hoje à tribuna das Nações Unidas para apresentarem análises divergentes sobre a situação no Iraque: o primeiro destacou as consequências da guerra unilateral desencadeada pelos EUA e o segundo defendeu a intervenção liderada pela sua Administração.
Publicado por agineotonico às 07:43 AM
setembro 16, 2004
Armas de destruição maciça
Armas de destruição maciça foram descobertas no Iraque. Foram utilizadas pelos americanos na invasão militar do país contra os iraquianos e matou tropas dos Estados Unidos.
O urânio empobrecido utilizado em revestimento dos tanques e em bombas/mísseis, foram usadas na Jugoslávia, Afganistão e nas duas guerras do Golfo. Continuam a ser utilizadas em Falluga e Bagdad.
As partículas de DU têm um tempo de vida de 4,5 bilhões de anos.
O Dr Ali de Jenan, um médico iraquiano da Faculdade do hospital de Basra que tem estudado os efeitos da exposição ao urânio empobrecido, diz que se deu um aumento de 242% de aumento de leucemia e outras doenças em crianças da região, na década depois da primeira guerra de Golfo.
No Afeganistão e no Iraque um número assustador de crianças tem nascido com grandes malformações causadas pela utilização do urânio empobrecido.
Publicado por agineotonico às 08:16 AM
Kofi Annan
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse em uma entrevista à BBC que ele considera que a invasão do Iraque, liderada pelos Estados Unidos no ano passado, foi ilegal.
“Eu sou um daqueles que acredita que deveria ter havido uma segunda resolução, porque o Conselho de Segurança indicou que, se o Iraque não colaborasse, haveria consequências”, explicou.
Publicado por agineotonico às 07:47 AM
setembro 15, 2004
Faz o que eu digo, não faças o que eu faço
A Administração norte-americana diz estar preocupada com o reforço do poder central na Rússia, anunciado ontem pelo Presidente Vladimir Putin, como condição para intensificar a luta contra o terrorismo.
"Estas medidas suscitam algumas inquietações", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, garantindo que a diplomacia americana está já em contactos com Moscovo para discutir as iniciativas russas ... os EUA esperam que a Rússia encontre o "justo equilíbrio entre a luta contra o terrorismo e a necessidade de ir mais longe nas reformas democráticas".
Os Estados Unidos invadem militarmente outros países para depor os governos, e agora estão preocupados com Putin porque este "propõe que os responsáveis das entidades federadas (regiões ou repúblicas) deixem de ser eleitos por sufrágio universal, passando as candidaturas a ser propostas pelo Presidente e posteriormente ratificadas pelas assembleias regionais".
Publicado por agineotonico às 08:07 AM
setembro 14, 2004
Criação de um novo partido em Israel
Foi criado um novo partido em israel que, dizem os seus fundadores, tem como objectivo expulsar de Israel e dos territórios ocupados, um milhão de Muçulmanos e cristãos. Muitos destes elementos são líderes do Kach, milícia violenta composta de activistas Judeus que rejeitam a democracia e advogam a expulsão ou, se for necessário, aniquilação de árabes do que chamam Yisrael de Eretz (Terra de Israel), sendo que nesta se inclui a Palestina, Jordânia, Síria, Líbano, Chipre, e partes de Arábia Saudita, Iraque e Turquia.
Os terroristas do Kach dedicam-se ao assassínio de civis árabes, gabam-se disso e contam com a conivência das autoridades.
Publicado por agineotonico às 11:39 PM
setembro 08, 2004
Entrámos na 4ª guerra mundial
Falamos sempre da 1ª e da 2ª Guerra Mundial, mas esquecemos que houve uma 3ª Guerra Mundial, a Guerra Fria. Agora, há uma 4ª que envolve também o mundo inteiro, porque não sabemos se nos vai acontecer alguma coisa quando estamos a sair de um hotel ou a andar de autocarro. A guerra está instalada ao lado de todos nós ...
Sublinhando que o Papa João Paulo II já afirmou várias vezes que o uso da força não é suficiente para erradicar o terrorismo, o cardeal acrescentou: "É preciso encontrar as motivações. A comunidade internacional deve pensar em soluções e nas situações que provocaram esta explosão".
Na mesma entrevista, publicada também no diário de esquerda "La Repubblica", o prelado insiste no papel que as Nações Unidas podem desempenhar. "
Publicado por agineotonico às 06:44 AM | Comentários (3)
setembro 05, 2004
Carnificina em Breslan (2)
É fácil acusar a esquerda trauliteira de transformar um acto bárbaro numa condenação ao governo de Aznar, assim como o é dizer que ela desvaloriza os actos bárbaros dos terroristas quando atribui a Putin a sua quota parte de responsabilidade pelos ataques terroristas que têm vitimado o povo russo e a forma como de corre o processo de tentativa de salvar o máximo de reféns de um acto terrorista.
Quem faz estas acusações são aqueles que pretendem fazer crer que os terroristas são fruto de uma qualquer malformação genética, são aqueles que desculpam ou tentam esconder a barbárie que lhes dá origem. Estas acusações têm sido a mensagem de Bush, de Putin, de Sharon e de outros terroristas semelhantes. Escolhem um alvo que se põe a jeito para esconder a realidade.
Há uma relação entre a agressão russa à Tcechenia, bem como entre o conflito que opõe a Geórgia à Rússia sobre a Ossétia do Sul e o atentado terrorista à escola de Beslan. Não se pode tentar circunscrever este bárbaro e inqualificável sequestro a uma maluqueira que passou pela cabeça de uns quaisquer doentes que gostam de fazer maldades porque nasceram mauzinhos.
Mais ainda neste caso, em que se tornou clara a internacionalização dos terroristas. Parece que se tornou óbvio que se não pode desligar a barbárie de Beslan da política russa na região e da política encabeçada pelos Estados Unidos no Médio Oriente.
Sendo assim, a questão parece centrar-se na relação entre povos: na ocupação do Iraque, na situação da Palestina, das Repúblicas resultantes da desagregação da URSS, de África, da América Latina, etc.
É que, sabe-se bem, mesmo que utilizando argumentos bacocos, a realidade por detrás da política internacional são as questões económicas e de estratégia militar.
Esta é a questão central, acho eu. Depois temos as outras questões igualmente importantes. Mas na verdade umas são causas e outras são consequências. E o terrorismo é uma consequência por muito que queiram apresentá-lo como causa para se continuar a subjugar outros povos e é necessário saber lidar com ele aceitando os pressupostos de que ele é, na realidade, uma consequência.
O sequestro de Beslan foi levado a cabo por um grupo terrorista equivalente aos bomba-suicídas. As reivindicações que fazem são tão impossíveis de ser satisfeitas que eles sabem que a possibilidade de sobrevivência é nula, o que torna qualquer negociação muito complexa. No caso concreto daquela zona, os ataques caracterizam-se pela escolha de alvos civis em grande número como no teatro, no hospital etc.. A barbárie destes actos atinge um nível inqualificável na escolha de uma escola como alvo e no disparar sobre crianças em fuga.
Sabia-se desde logo que a situação ia acabar com um elevado número de vítimas pelas razões que referi. Mas isto não impede que se critique a origem do problema e a forma abandalhada como decorreu a intervenção. Sabe-se que a intervenção teria de se dar para tentar salvar o maior número de reféns, mas ficam as perguntas que são necessárias: a desorganização, o caos, a impreparação das forças de intervenção não elevou o número de vítimas?
É fácil brincar aos culpados. É fácil atribuir culpas a uns e desculpar outros. É fácil esconder a cabeça na areia e fazer de conta.
(Comentário colocado por mim no Barnabé)
Publicado por agineotonico às 10:35 PM
setembro 03, 2004
O sequestro de Beslan

Tal como aconteceu no teatro em Moscovo, este tipo de acção caracteriza-se por ser um acto equivalente aos "bomba-suicidas" mas com um muito maior número de vítimas.
Que este tipo de terrorismo não se circunscreve a alvos específicos e se tem dirigido indiscriminadamente a alvos tanto civis como militares tem sido uma constante.
Estes rebeldes sabem que não têm qualquer probabilidade de saír vivos desta acção, pelo que torna a situação dramática para os sequestrados, para as suas famílas e para todos nós. Escolher crianças como alvo directo é absolutamente indefensável.
Por outro lado, o número de sequestrados apresentados oficialmente (cerca de 400) leva a temer o pior. O resultado da acção no Teatro de Moscovo, que resultou num elevado número de mortos, não nos deixa tranquilos quanto às decisões que poderão ser tomadas neste caso.
Publicado por agineotonico às 08:39 AM
agosto 03, 2004
Eleições: vale tudo, inclusivé tirar olhos
Reportagens de dois dos principais jornais dos Estados Unidos, o "Washington Post" e o "The New York Times", afirmam que algumas das informações de inteligência que levaram à elevação do nível de alerta no país têm no mínimo três anos.
O governo de George W. Bush disse que grande parte das informações que levaram ao alerta foram obtidas a partir de interrogatórios com um alto figurão da rede Al Qaeda [de Osama bin Laden], que teria sido preso na semana passada no Paquistão.
Publicado por agineotonico às 04:14 PM | Comentários (1)
julho 28, 2004
Nuns casos "pede-se" às autoridades, noutros invade-se o país ...
As consequências da trágica guerra no Sudão
Enquanto os olhos do mundo estão voltados para a guerra do Iraque e para as suas consequências traduzidas em actos terroristas, imagem dos Estados Unidos e homens-bomba em Bagdad, outra guerra sangrenta provoca a morte de milhares de inocentes no continente africano sem a ajuda da comunidade internacional para conter a carnificina.
...
diversos povoados e aldeias foram bombardeados por aviões e helicópteros de combate e ainda assim, soldados chegaram em carros, cavalos ou camelos, mataram homens, mulheres e crianças, estupraram várias adolescentes, roubaram e saquearam casas e lojas. Os poucos sobreviventes não têm direito a atendimento psicológico e têm de viver assolados pelo medo e pelos traumas. Além disso ainda sofrem com a falta de alimentos, água, assistência médica e a maioria das crianças está mal nutrida. O pior é que grupos não param de chegar e ainda são expulsos pela polícia com o pretexto de que estão se instalando ilegalmente em uma zona provada. O pessoal das Nações Unidas tenta impedir que as autoridades expulsem os desabrigados, mas o trabalho nem sempre apresenta os resultados esperados."
Publicado por agineotonico às 03:32 PM
julho 20, 2004
Massacres a civis pós-Holocausto
Sabia que haveria muitos mas não sabia que eram tantos.
Este blog faz uma listagem de mortos civis em alguns dos conflitos recentes.
Bolívia 1955-67 Conflito com a Guerrilha 200,000 mortos civis
Chile 1974 Execuções da Junta Militar 20,000 mortos civis
Colômbia 1949-62 Liberais vs. Conservadores 200,000 mortos civis
Colômbia 1970s-90s Governo vs. Guerrilha Comunista 120,000 mortos civis
Guatemala 1966-89 Governo vs. URNG 100,000 mortos civis
Nicarágua 1978-79 Guerra Civil 40,000 mortos civis
Peru 1981-89 Sendero Luminoso 20,000 mortos civis
Peru 19?? Comissão da Paz e Reconciliação 60,000 mortos civis
Egipto/Israel 1967-70 Guerra dos Seis Dias e pós-guerra 50,000 mortos civis
Síria 1981 Massacre pelo Governo da Irmandade islâmica de Hamah 10,000 mortos civis
Turquia 1984-89 Governo vs. Partido Trabalhista Curdo 10,000 mortos civis
Bangladesh 1971 Guerra civil, intervenção Indiana 1,000,000 mortos civis
Iraque 1960s-1980s Massacre dos Curdos 100,000 mortos civis
Iraque 1991 Guerra com EUA 100,000 mortos civis(?)
Iraque 2003/4 Guerra com EUA 10,000 mortos civis
Guerra Irão/Iraque 1980s 1,000,000 mortos civis
Índia 1946-48 Processo de Partição 800,000 mortos civis
Índia 1965 Índia vs. Paquistão 13,000 mortos civis
Afeganistão 1980s,90s Guerras continuas 1,000,000 mortos civis
Tadjiquistão 1992 Guerra Civil 60,000 mortos civis
Tchechénia 1990s Conflito com Rússia 30,000 mortos civis
Camboja 1975-78 Governo de Pol Pot 2,000,000 mortos civis
Camboja 1978-90 Invasão Vietname e guerra civil 20,000 mortos civis
China 1946-50 Guerra civil 5,000,000 mortos civis
China 1949-54 Reforma Agrária 4,500,000 mortos civis
China 1949-54 Supressão da contra-revolução 3,000,000 mortos civis
China 1965-75 Revolução Cultural 1,613,000 mortos civis
Indonésia 1965-66 Massacres relacionados com golpe de estado 500,000 mortos civis
Indonésia 1975-89 Anexação de Timor Leste 90,000 mortos civis
Sri Lanka 19??-hoje Conflito governo - Tigres Tamil 50,000 mortos civis
Coreias 1950-53 Guerra da Coreia 3,000,000 mortos civis
Laos 1960-73 Guerra Civil, conflito com Indónesia 12,000 mortos civis
Laos 1975-87 Governo vs Frente Libertação Nacional 30,000 mortos civis
Filipinas 1972-87 Governo vs. Movimento Muçulmano (MNLF, MILF) 20,000 mortos civis
Vietname 1945-54 Guerra da Independência com França 300,000 mortos civis
Vietname 1960-75 Guerra com EUA 1,200,000 mortos civis
Angola 1961-75 Guerra da Independência com Portugal 300,000 mortos civis
Angola 1980-88 Guerra civil 500,000 mortos civis
Algéria 1992-2002 Governo vs. FIS e GIA 100,000 mortos civis
Burundi 1972 Hutus vs. Governo 80,000 mortos civis
Burundi 1988 Hutus vs. Governo 200,000 mortos civis
Nigéria 1967-70 Guerra Civil 1,000,000 mortos civis
Ruanda 1956-65 Tutsis vs. Governo 102,000 mortos civis
Ruanda 1995 Hutu vs Tutsi 1,050,000 mortos civis
Somália 1990-93 Guerra civil 250,000 mortos civis
Sudão 1955-hoje Guerra Civil 1,900,000 mortos civis
Uganda 1971-78 Massacres Idi Amin 300,000 mortos civis
Uganda 1981-85 Massacres Governo Obote 300,000 mortos civis
Uganda 1981-89 Resistência Nacional vs. Governo 100,000 mortos civis
Congo 1960-64 Conflito de Independência(?) 100,000 mortos civis
Congo 1998-hoje Guerra civil 3,000,000 mortos civis
Jugoslávia 1990s Guerra civil 300,000 mortos civis
Publicado por agineotonico às 10:03 PM | Comentários (2)
Não faz mal
os objectivos é que interessam. Os danos colaterais são necessários. Além disso são iraquianos ...
"Pelo menos onze pessoas, entre as quais várias mulheres e crianças, morreram este domingo em Falluja, na sequência de um bombardeamento norte-americano a diversas posições rebeldes iraquianas, disse o comando exército dos EUA em Bagdad."
(17/7/2004)
Publicado por agineotonico às 07:32 AM | Comentários (1)
julho 08, 2004
Cada macaco no seu galho (2)
"Se o presidente Bush realmente disse o que li, não só falou de mais, como invadiu território alheio. É como se eu comentasse de que modo os EUA devem agir nas suas relações com o México."
(Chirac)
Publicado por agineotonico às 11:49 PM
julho 06, 2004
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és

"Doze pessoas morreram hoje num raide da aviação norte-americana contra uma casa em Falluja que era, segundo o primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, um esconderijo do grupo de Abu Mussab al-Zarqawi, o alegado líder da Al-Qaeda no Iraque.
"Temos doze corpos, três dos quais mutilados, e cinco feridos", afirmou um médico do hospital de Falluja ... Segundo a mesma fonte, as vítimas do ataque foram já todas retiradas dos escombros da casa, situada no bairro de Shuhada, totalmente destruída pelo bombardeamento da aviação americana ... Após contactos entre o Governo iraquiano e a força multinacional, na sequência de informações claras e inequívocas, foi lançado esta noite um ataque contra um esconderijo de Zarqawi, no sudeste de Falluja", lê-se num comunicado emitido pelo primeiro-ministro. Contudo, um habitante que participava nas operações de resgate dos feridos, disse que entre as vítimas se contam uma mulher e duas crianças."
Os Estados Unidos arranjaram novo porta-voz para os seus bombardeamentos e chamam a isso legitimidade ...
Publicado por agineotonico às 07:13 AM
junho 29, 2004
Manif nos países árabes

A custódia de Saddam passa para o novíssimo governo iraquiano mas apenas o nome. Saddam, esse, continua preso aos cuidados dos americanos ...
Publicado por agineotonico às 06:32 PM
junho 15, 2004
O cinismo da política internacional

Os dois países europeus que mais se têm afirmado como campeões da soluções pacíficas para resolver os problemas do mundo por oposição ao belicismo norte-americano, preparam-se para assinar um acordo com Israel sobre venda de material militar. Se pensarmos que esses dois países – a França e a Alemanha – são os que mais têm criticado a forma como o governo de Sharon tem lidado com a questão palestiniana e a carta branca dada por Bush ao primeiro-ministro israelita em questões como os raides mortíferos contra líderes do Hamas, o intercâmbio militar torna-se verdadeiramente surpreendente.
Publicado por agineotonico às 11:02 PM
junho 01, 2004
Roubos no Iraque
O Pentágono está a investigar denúncias de roubos e assaltos alegadamente cometidos por tropas norte-americanas no Iraque. Segundo fontes do Departamento de Defesa, citadas esta terça-feira pelo New York Times, as denúncias estão relacionadas com alegados roubos e episódios de violência física que ocorreram durante rusgas a casas de civis iraquianos e nos postos de controlo de estrada.
Acho bem que sejam investigados e condenados os soldados que se dedicavam as estas práticas.
Mas temo que esta preocupação, que agora parece produzir tanta agitação, se deva apenas a uma tentativa de fazer crer que as torturas nas prisões iraquianas foram também actos isolados de soldados americanos, tentando assim esconder que elas são uma política comum e superiormente incentivada no tratamento dos prisioneiros.
Mais de desconfiar é este processo vir agora a lume quando se sabe que desde a invasão de Bagdad que foi denunciado, e com provas, que o saque aos museus foi perpectuado também pelas tropas de ocupação e outros estrangeiros presentes no contexto da guerra.
Porque razão só um ano depois se retoma este processo?
Publicado por agineotonico às 11:19 PM
maio 30, 2004
Politicizing the War
Many people (mostly Republicans) say (mostly to Democrats) that it's wrong to "politicize" the war in Iraq. But politicizing the war is exactly what should now occur. To be precise, those who oppose the war should politicize it as much as the Bush administration has already done.
The beginning of realism is to acknowledge that the next step in the President's policy -- his promise of "full sovereignty" to Iraq -- is a cosmetic operation. The story of the war has been one of official claims or predictions dissolving upon contact with fact. Let's see how quickly I can run through the over-familiar list: Weapons of mass destruction in Saddam's Iraq? Not there. Iraqi ties with Al Qaeda before the war? Missing. Democracy in Iraq? Drowned in blood at Abu Ghraib. Transformation of the whole Middle East? For the worse.
(By Jonathan Schell )
Publicado por agineotonico às 11:10 AM
maio 25, 2004
Al Qaeda de boa saúde e fortemente organizada
Segundo o Instituto internacional de Estudos Estratégicos sediado Londres, a Al Qaeda tem espalhados pelo mundo 18 mil operacionais bem organizados e preparados para intervir em qualquer ponto do globo. Diz o estudo apresentado que depois de ter ficado praticamente sem as estruturas de base com o conflito no Afeganistão, a invasão do Iraque fez com que se disseminasse pelo mundo inteiro e estão a ser treinados. Refere ainda que a Al Qaeda tem procurado a todo o custo obter armas de destruição maciça e que se prevêm novos ataques na Europa e Estados Unidos.
Publicado por agineotonico às 03:52 PM
maio 24, 2004
A verborreia de Helena Matos
no artigo Demasiado Chocante não traz nada de novo ao que se já leu no Abrupto. Os argumentos são os mesmos, os exemplos são os mesmos (eu sei que tb é difícil encontrar muitos) e os fins são os mesmos.
Este arremessar de argumentos e de contra argumentos para o que é indefensável, já é uma conversa bem conhecida por todos os que estiveram contra a invasão e ocupação militar do Iraque, para todos os que se habituaram a ver esta sua discordância ser utilizada para “dar corda” às maiores desonestidades intelectuais (para utilizar as palavras de JPP).
É duro ver escarrapachas, na comunicação social, as fotografias e os vídeos do que se passou nas prisões do Iraque.
Para mim, foi duro ver seres humanos serem tratados de forma a que apenas achamos ser possível psicopatas tratarem alguém, mas para Helena Matos (e para JPP) o que foi duro foi mostrarem as imagens. Argumenta que não nos fizeram ver as fotos dos corpos das vítimas do 11 de Setembro, nem as do 11 de Março (é falso porque foram mostradas), nem a decapitação dos americanos, nem da execução do italiano, nem a da mãe e filhas israelitas e por aí fora ...
De nada vale argumentar que a violação dos direitos humanos é igualmente condenável em todos os que as cometem porque a desonestidade intelectual de HM, de JPP e de outros com posições semelhantes não está sequer preocupada com isso.
Eu assumo-me como tendenciosa e não procuro atribuir a outros coisas que eles não dizem. Considero que as imagens falam por mil palavras e que foi importante que tivessem vindo a público para contestar as diferenças entre as práticas e os discursos.
Saddam nunca disse que o Iraque era um país democrático, que defendia os direitos humanos, que invadiu o Kwait para democratizar o país. Assim, sabíamos que havia atentados aos direitos humanos, que a invasão do Kwait não tinha qualquer legitimidade e que Saddam era um ditador.
Os EUA apresentam-se como o exército democrático de libertação mundial, acusam de violação dos direitos humanos todos os países do “eixo do mal” e outros que lhes convenha e na prática apoiam a invasão dos territórios palestinos por parte de Israel, invadem países independentes, cometem atrocidades/crimes de guerra e violam os mais elementares direitos humanos nas cadeias do Iraque (e não só, porque fazem o mesmo no seu próprio país e em outros).
Por isso o problema de HM e de outros seus iguais não é a violação dos direitos humanos, é a chatice da liberdade de imprensa que mostra o que não gostam que seja visto. Os americanos, ingleses e outras forças de ocupação sabiam há muito o que se passava nas cadeias iraquianas e isso não os fez mexer nem um dedo para pôr fim aquela barbaridade. O que os fez mexer foi a publicitação das fotografias e, por isso, elas foram tão importantes. Não é que dê prazer ver aquelas fotos porque acusam a actual administração americana e os seus lacaios, é que foi a única forma de tentar pôr cobro ao sofrimento dos presos iraquianos.
HM insurge-se com a publicitação das fotos e apoia certamente a recente medida de Rumsfield que proíbe a utilização de tlm que tiram fotos por parte de quem entra nas prisões sob o jugo americano. Esta medida é, no mínimo, sinistra porque mostra que o que ali se passou vai continuar a passar-se e que apenas foram tomadas medidas para que não torne a ser possível aparecerem fotografias.
Publicado por agineotonico às 08:31 PM
maio 19, 2004
The Endgame is Near

President George W. Bush has announced that, at June 30 midnight, America will return Iraqi sovereignty to a legal government. Colin Powell in Amman, Jordan, and Condoleeza Rice in Berlin reinforced this date. If the President follows in the footsteps of five of his predecessors, including his father, he will launch a massive terror attack in Iraq before June 30.
Publicado por agineotonico às 11:54 PM
maio 16, 2004
EUA chefiarão tropas iraquianas
Colin Powell, numa entrevista ao programa de TV norte-americano Fox News Sunday, disse esperar que o Ministério da Defesa do Iraque ponha as suas tropas sob o chefia de um comandante militar norte-americano que será quem estará à frente de uma força multinacional após o estabelecimento de um governo interino no país em 1º de julho - "Mas também esperamos que, para ter certeza de que não haja confusão sobre o que estamos a fazer em relação à segurança, eles ponham essas tropas sob a chefia de um comandante de uma força multilateral, que será um americano".
Publicado por agineotonico às 10:44 PM
maio 15, 2004
As temíveis “balas de prata

Apesar do conhecimento sobre as consequências da utilização do urânio empobrecido, os Estados Unidos continuam a utilizá-lo. Novamente o Iraque foi bombardeado com este material. Segundo especialistas, a permanência do urânio empobrecido nos solos iraquianos apenas se díluirá no século 25.
"Além de suas formidáveis capacidades bélicas, o urânio empobrecido é responsabilizado por temíveis efeitos ambientais. Os iraquianos culpam esse metal pela infertilidade de suas terras e pelo aumento do índice de câncer, leucemia infantil, abortos e má-formações entre a população, enquanto os veteranos de guerra norte-americanos o consideram a causa da chamada Síndrome do Golfo, misteriosa série de enfermidades crônicas. Segundo o Pentágono, as forças norte-americanas dispararam, durante a operação Tempestade do Deserto, 320 toneladas de explosivos de seus aviões A-10, cerca de 50 toneladas a partir dos tanques M1-Abrams e 11 toneladas de tanques e aviões AV-8, o mesmo tipo de armamento presente desta vez no Iraque, só que com muito maior poder de fogo.
...
Quando o metal arde, depois de penetrar seu alvo, são produzidos óxidos e urânio, pouco solúveis em água ou fluidos corporais, acrescentou Fetter. Estes podem permanecer no ar em altas concentrações e ser inalados pelas pessoas no local do ataque. Também se mantém no solo, podendo contaminar através da ingestão (em caso de crianças brincado com terra ou areia, por exemplo). O urânio empobrecido foi usado nos Bálcãs, na década passada. Um relatório do Parlamento Europeu estima que foram disparadas cerca de três toneladas de urânio empobrecido na Bósnia e dez toneladas em Kosovo em ataques ar-terra.
...
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) investigou a presença de urânio em Kosovo, em 2000, na Sérvia-Montenegro, em 2001, e na Bósnia-Herzegovina, no ano passado. As duas primeiras missões “identificaram restos de urânio empobrecido e presença do metal em bioindicadores, como musgo e líquen, e no ar, mas em níveis tão baixos que podemos considerar de nenhum risco significativo para a população”, disse ao Terramérica Pekka Haavisto, diretor do Programa de Avaliação de Urânio Empobrecido do Pnuma ... Haavisto alertou que “ainda há muita incerteza científica em torno da possível contaminação de fontes de água”. Nem todos os restos do metal foram removidos da região, explicou, acrescentando que muitos permanecem vários metros solo abaixo, com risco de contaminar os lençóis freáticos e a água da superfície que passa por ali. O Pnuma pediu medidas preventivas e que se intensifique a limpeza das regiões afetadas pela guerra.
...
Publicado por agineotonico às 09:28 AM | Comentários (2)
maio 14, 2004
Sharon e a paz

Publicado por agineotonico às 07:40 AM
maio 11, 2004
Guerra Suja (3)
No meu post "Guerra Suja (2)", dizia: Durante a guerra da Bósnia (1992-1995) "empregados da Dyn Corp mantiveram uma rede de venda ilegal de armas e comércio de pornografia ... Na mesma altura, o responsável pelo grupo Bósnio da empresa deixou-se filmar enquanto violava duas crianças. Até hoje ninguém foi punido".
10 anos passados sobre a denúncia daqueles acontecimentos, surgem novas denúncias que mostram que nada foi feito. A impunidade dá nestas coisas :
"A presença das forças de manutenção da paz no Kosovo está a incrementar a exploração sexual das mulheres e a encorajar o tráfico, no qual por vezes se envolvem directamente, indica esta quinta-feira um relatório da Amnistia Internacional ... os militares da NATO e da ONU na região estão a usar sexualmente mulheres e raparigas traficadas, alguns dos quais envolvendo-se eles próprios no tráfico. O relatório inclui testemunhos de rapto, privação de liberdade e de movimentos, tortura, maus tratos, ameaças psicológicas, espancamentos e violações. A AI afirma que inclusivamente raparigas de 11 anos provenientes de países de leste são vendidas como escravas sexuais. Oficialmente, tanto a NATO como a ONU escusaram-se a comentar o relatório."
GIN
Publicado por agineotonico às 04:06 PM | Comentários (1)
maio 07, 2004
WHAT DO THE FOLLOWING FLAGS HAVE IN COMMON?

WHO DESIGNED THIS FREAKING THING?
Publicado por agineotonico às 04:08 PM
maio 06, 2004
Líbia é exemplo para o resto do mundo, diz Khadafi

"O líder líbio Muamar Khadafi afirmou que, ao se desfazer dos programas de armas de destruição em massa, a Líbia se tornou um “exemplo a ser seguido pelo resto do mundo, dos Estados Unidos à China”.
A declaração foi feita durante sua visita oficial a Bruxelas – a primeira em 15 anos, mostrando que a Líbia retornou à comunidade internacional após anos de exclusão."
Pois ... desde que não tenha armas de destruição em massa e se vergue (mesmo que aparentemente) pode condenar à morte quem lhe apetecer ... o que importa é que, neste momento, dê apoio ao Estados Unidos e à coligação para mostrar ao mundo a importância da intervenção no Iraque.
GIN
Publicado por agineotonico às 06:23 PM
maio 05, 2004
Agora é que os iraquianos estão tramados
«Não ficará pedra por remover até assegurarmos que se vai fazer justiça, até assegurarmos que não volta a acontecer nada parecido», assegurou o chefe da diplomacia dos EUA, declarando que as imagens transmitidas pela televisão «deixaram os norte-americanos atónitos» e que estão «totalmente desenquadradas» dos militares daquele país.

Se para encontrarem as armas de destruição maciça que não havia, foi o que foi, destruiram meio Iraque ... agora com esta de não ficar pedra sobre pedra é que acabam de destruir o que resta, para nada encontrar a não ser 6 tristes bodes expiatórios ...
GIN
Publicado por agineotonico às 12:21 AM
maio 02, 2004
Guerra suja (3) ... à laia de conclusão
Falamos das sociedades “anti-democráticas” que não permitem a liberdade de imprensa, fecham jornais, prendem e matam jornalistas ... e vivemos em sociedades “democráticas” onde os órgãos de comunicação estão nas mãos de grandes grupos económicos que esvaziam os jornais do seu verdadeiro conteúdo informativo, que empregam jornalistas acríticos, que despedem ou não empregam jornalistas que se opõem à “visão democrática do poder” e, quando necessário, os matam mas chamam-lhe acidente de guerra.
Criticamos os actos da resistência iraquiana ou dos palestinos pela monstruosidade das imagens que nos “metem pela casa dentro” e por não andarem fardados de militares, mas não estranhamos a utilização de mercenários, que mais não são que uma forma de fazer guerra suja à margem de qualquer lei, que são assassinos especiais em saldo que fazem guerra por dinheiro e não por qualquer motivação ideológica e contratados por empresas para quem a guerra é mais um negócio e um meio de enriquecimento fácil.
Criticamos horrorizados os massacres de 11 de Setembro e de 11 de Março e esquecemos as gerações e gerações consecutivas de populações de alguns países que nasceram, cresceram e vivem desde sempre debaixo de fogo, sendo essa a única referência de mundo que têm ...
Democracias? Treta ....
GIN
Publicado por agineotonico às 04:08 PM
Guerra suja (2)
“Os mercenários são um negócio florescente”
“Oferecemos a soldados desempregados, com mais de 20 anos de experiência em unidades especiais, uma alternativa a serem caixas de supermercado”
Este é um discurso de uma empresa que recruta mercenários. Não é difícil tirar algumas ilações deste discurso: 1) a situação de vida destes soldados não deve ser famosa depois de servirem o exército durante 20 anos em operações especiais e 2) o negócio da guerra floresce e o negócio de mercenários ganhou novo ímpeto, isto é, faz-se cada vez mais dinheiro à custa da devastação da vida humana.
As “vantagens” (artigo na FOCUS 237) é que estes combatentes não integram as estatísticas oficiais, “são referidos como civis – e a sua acção desenrola-se longe do olhar crítico da opinião pública”. Quer isto dizer que estão para lá da justiça. E não concordo com esta afirmação porque é diferente saber que se tratam de mercenários pagos para fazer trabalho sujo, ou que são trabalhadores ocidentais a prestar serviço no Iraque.
Mas há mais “vantagens”. É que “são muito mais baratos do que os militares, uma vez que, apesar de receberem ordenados chorudos, são trabalhadores a prazo”. O Paulo Portas e a Ferreira Leite que aprendam como é ... atribuam a uns amigos uma empreitada e poupam no exército. Este discurso é revoltante ...
“As empresas de segurança têm outro ponto forte: conseguem mobilizar brigadas inteiras de combatentes em tempo recorde” – diz a empresa britânica SandLine que acrescenta “os mercenários são os soldados mais bem preparados do mundo”. A integração dos militares na vida activa e na sociedade dos seus países não é só necessária em África, como se vê.
“Os responsáveis da Hamilton (antigos patrões do vice-presidente americano, Dick Cheney) dizem que, até ao momento, morreram no Iraque apenas 30 dos seus trabalhadores «civis»” ... “o grosso do negócio das empresas de segurança vem das encomendas governamentais”. Falam de vidas humanas como quem fala de hamburgers.
"Depois do fim do Apartheid, em 1994, muitos dos membros dos esquadrões da morte sul-africanos passaram a trabalhar para a empresa Executive Outcomes e, desde então, têm estado presentes em vários conflitos africanos".
"os russos da Sukhoi tiveram uma acção decisiva, no conflito entre a Etiópia e a Eritreia, quando forneceram à Etiópia um esquadrão de caças-bombardeiros e respectivos pilotos".
As próprias Nações Unidas, até aqui relutantes em usar mercenários, são obrigadas a reconhecer-lhes vantagens. Em 1994, quando rebentou a guerra no Ruanda, a Executive Outcomes propôs à ONU, por uma diária de 506 mil euros, o envio, em apenas quatro dias, de um contingente de 500 mil homens. A ONU recusou e mandou avançar os capacetes azuis, que custaram à organização mais de 2,5 milhões de euros diários".
"as cem maiores empresas de segurança facturam mais de 84 milhões de euros por ano, um valor que deve duplicar até 2010 ... operam num imenso vazio legal e os mercenários obedecem unicamente às leis do mercado ... "
Durante a guerra da Bósnia (1992-1995) "empregados da Dyn Corp mantiveram uma rede de venda ilegal de armas e comércio de pornografia ... Na mesma altura, o responsável pelo grupo Bósnio da empresa deixou-se filmar enquanto violava duas crianças. Até hoje ninguém foi punido" .
Publicado por agineotonico às 03:35 PM
Guerra suja
Desde o início da guerra do Iraque que somos bombardeados com a ideia que de que a resistência iraquiana é obscena e contra o espírito militar porque é feita sem fardas, isto é, é feita por resistentes, muitos deles militares que actuariam sem fardas. Tentaram fazer-nos acreditar que as guerras se fazem assumindo as fardas porque isso poupa a população civil e é um código de honra.
Entretanto, vamos sendo bombardeados com imagens chocantes, que correram o mundo, de 4 homens a serem chacinados por iraquianos e que serviram de argumento para as tropas da coligação cercarem e bombardearem Falluja. A notícia da execução de um prisioneiro italiano correu também o mundo levantando uma onda de protestos, mas deu visibilidade a mais um lado sujo e obscuro das “novas” guerras que muitos de nós desconhecíamos.
Vem-se agora a saber que existe um “exército escondido” que apoia a coligação, um exército de mercenários constituído por 20 mil homens, ou seja, 1 mercenário por cada 9 soldados da coligação. O italiano executado ganhava 10 mil euros por mês e era membro de uma “empresa de segurança”, nome dado a estes mercenários.
Condeno as execuções sumárias seja de quem for. Continuo a defender que todas as pessoas têm direito a um julgamento justo, mesmo sendo um mercenário.
Vemos também fotografias de prisioneiros a ser torturados pelos soldados da coligação, declarações dos presidentes e ministros desses países a dizerem-se horrorizados com essas notícias, como se Guantamano fosse uma história de novela, e avisos e ameaças aos resistentes iraquianos sobre a forma de tratamento aos prisioneiros de guerra. Já vimos quem vai parar ao Tribunal Internacional e quem não vai ... também podemos ver, se quisermos, porque os nossos órgãos de informação só dizem o que lhes mandam, que há resistentes iraquianos que tem o seu código de honra.
Dois dos japoneses que foram libertados pela resistência iraquiana mostraram alguma simpatia pelos seus captores. Noriaki de 18 anos, voluntário de uma organização humanitária e Soichiro Koriyama jornalista fotográfico de 32 anos, dizem ter sido relativamente bem tratados e que lhes foi pedido para mostrarem medo e chorarem durante a gravação do vídeo, que chegou até nós, mas que lhes deram garantias de que não lhes fariam mal. Dizem que "When they realized we weren't spies, their attitude toward us changed," he said. "A man who called himself 'General' said he was sorry many times."
GIN
Publicado por agineotonico às 02:41 PM
abril 30, 2004
Os líderes dos EUA consideram-se sacerdotes de uma missão divina para livrar o mundo dos seus demónios
Pela centésima vez, desde que os EUA invadiram o Iraque, os prognósticos feitos por aqueles que têm acesso à inteligência, revelaram-se menos do que confiáveis do que os prognósticos feitos por aqueles sem acesso a ela. E, pela centésima vez, a inexactidão das previsões oficiais tem sido atribuída a "falhas na inteligência".
A explicação está a ficar cada vez mais desgastada. Será que esperam que acreditemos que os membros dos serviços de segurança dos EUA são as únicas pessoas que não podem ver que muitos iraquianos querem ver-se livres do exército dos EUA, com o mesmo fervor com que queriam livrar-se de Saddam Hussein? O que está faltando ao Pentágono e à Casa Branca não é inteligência (ou, pelo menos, do tipo de inteligência que estamos considerando aqui), mas receptividade. Não há falha de informação, mas falha de ideologia.
Para entendermos porque a falha persiste, precisamos antes compreender a realidade, a qual tem sido raramente discutida na imprensa. Os EUA não são mais apenas uma nação. Agora, são uma religião. Os seus soldados foram para o Iraque para libertar o povo não somente do seu ditador, do seu petróleo e da sua soberania, mas também para libertá-los das trevas. Como George Bush disse às suas tropas no dia em que anunciou a vitória: "Onde quer que vocês se dirijam, vocês levam uma mensagem de esperança - uma mensagem que é antiga e sempre nova. Nas palavras do profeta Isaías, "Para os cativos, ‘que saiam’, e para aqueles na escuridão, "que sejam livres".
De forma que os soldados americanos não são apenas combatentes terrestres; eles tornaram-se missionários. Não estão simplesmente a matar os inimigos; estão expulsando os demónios. As pessoas que reconstruíram os rostos de Uday e Qusay Hussein, descuidadamente esqueceram-se de restaurar um par de pequenos chavelhos em cada sobrancelha, mas a ideia de que esses eram oponentes que pertenciam a outro tipo de reino foi transmitida. Como todos os que enviam missionários ao exterior, os altos sacerdotes da América não podem conceber que os infiéis possam resistir por meio do seu próprio livre arbítrio; quando se recusam a converter-se, é obra do demónio, no seu disfarce actual de ex-ditador do Iraque.
Como Clifford Longley demonstra no seu fascinante livro ‘Chosen People’ (Povo Escolhido), publicado no ano passado, os pais fundadores dos EUA, embora às vezes professassem de outra forma, sentiam que estavam sendo guiados por um propósito divino. Thomas Jefferson argumentava que o Grande Selo dos Estados Unidos deveria representar os israelitas, "conduzidos por uma nuvem de dia e por um pilar de fogo à noite". George Washington proclamava, no seu discurso de inauguração, que cada passo em direcção à independência era "caracterizado por alguma marca da providência". Longley argumenta que a formação da identidade americana foi parte de um processo de "supersessão" ("supersession"). A igreja Católica Romana reivindicava que tinha suplantado os judeus como povo eleito, visto que os judeus tinham sido repudiados por Deus. Os protestantes ingleses acusaram os católicos de traírem a fé, e sustentavam que se tinham tornado os bem amados do Senhor. Os revolucionários americanos acreditavam que os ingleses, por sua vez, tinham quebrado o pacto: os americanos, agora, tinham-se tornado o povo escolhido, tendo o dever divino de entregar o mundo ao domínio de Deus. Há seis semanas, como para demonstrar que essa crença persiste, George Bush lembrou-se de um comentário de Woodrow Wilson. "A América", citou ele, "tem em si uma energia espiritual em relação à qual nenhuma outra nação pode contribuir, para a liberação da humanidade".
Gradualmente, esta noção de eleição divina foi misturada com uma outra ideia, ainda mais perigosa. Não só os americanos são o povo escolhido de Deus; a América em si mesma é agora percebida como um projecto divino. No seu discurso presidencial de despedida, Ronald Reagan falou do seu país como a "cidade que brilha no topo da colina", uma referência ao Sermão da Montanha. Mas o que Jesus estava a descrever não era a Jerusalém temporal, mas o reinado dos céus. No relato de Reagan, não somente o reino de Deus podia ser encontrado nos Estados Unidos da América, como também a esfera do inferno podia agora ser localizada na esfera terrestre: o "império do mal" da União Soviética, contra o qual os seus santos guerreiros deveriam ser lançados.
Desde os ataques a Nova York, essa noção da ‘América, A Divina’ tem sido estendida e refinada. Em dezembro de 2001, Rudy Giuliani, o prefeito da cidade, fez o seu principal discurso na St Paul's Chapel, perto do local das torres destruídas. Proclamou: "Tudo o que importa é que vocês abracem a América e compreendam os seus ideais e tudo aquilo de que se trata. Abraham Lincoln costumava dizer que o teste do americanismo de um indivíduo era … o quanto ele acreditava na América. Porque somos como uma religião, na realidade. Uma religião secular". A capela na qual ele fez o seu discurso tinha sido consagrada não só por Deus, como também pelo facto de que George Washington tinha, um dia, rezado lá. Agora, disse ele, "era uma terra consagrada para que as pessoas pudessem sentir o que era a América". Os Estados Unidos da América não precisam mais clamar por Deus; são Deus, e aqueles que forem ao exterior difundir a luz, fazem-no em nome de um domínio divino. A bandeira tornou-se tão sagrada quanto a Bíblia; o nome da nação tão sagrado quanto o nome de Deus. A presidência está a tornar-se um sacerdócio.
Portanto, aqueles que questionam a política externa de George Bush não são apenas meros críticos; são blasfemadores, ou "anti-americanos". Os estados estrangeiros que procuram mudar essa política estão a perder o próprio tempo: pode-se negociar com políticos; não se pode negociar com sacerdotes. Os EUA têm uma missão divina, como sugeriu Bush em janeiro: "defender ... as esperanças de toda a humanidade", e expurgar todos os que anseiam por algo que não seja o American way of life.
Os perigos da divindade nacional não precisam de maiores explicações. O Japão foi à guerra nos anos 30 convencido, como George Bush, de que detinha a missão enviada pelos céus de "libertar" a Ásia e estender o domínio do seu império divino. Seria, como tinha previsto o teórico fascista Kita Ikki: "levar a luz às trevas do mundo todo". Aqueles que procuram arrastar os céus para a terra estão destinados somente a engendrar um inferno.
(George Monbiot in The Guardian. 29 de julho de 2003)
GIN
Publicado por agineotonico às 04:58 PM
abril 29, 2004
Luta contra o terrorismo, Iraque e a pacificação mundial de Bush
Estudo: 2003 teve o maior número de ataques terroristas desde 1991
Quase 7.500 pessoas morreram em consequência dos 3.213 ataques terroristas ou incidentes envolvendo guerrilhas que ocorreram durante 2003, segundo um estudo da Agência de Investigação da Segurança Pública japonesa, publicado esta quinta-feira.
GIN
Publicado por agineotonico às 08:19 PM
Bush e Annan divergem sobre ação em Falluja

Bush disse que os militares americanos vão tomar quaisquer medidas que acharem necessárias para restaurar a ordem em Falluja, onde cerca de 2 mil insurgentes estão sofrendo um cerco de fuzileiros dos Estados Unidos há cerca de três semanas.
Por sua vez, Annan declarou que as ações americanas em Falluja podem fazer com que a situação piore muito no restante do Iraque.
“(Uma) ação militar violenta por parte de uma força de ocupação contra os habitantes de um país ocupado apenas vai fazer as coisas piores”, afirmou o secretário-geral da ONU. “Agora é certamente o momento para aqueles que preferem (...) diálogo se fazerem ouvir.”
GIN
Publicado por agineotonico às 11:39 AM
abril 28, 2004
Manifestações de protesto

(Manifestantes em Budapeste)
Milhares de pessoas participaram de manifestações de protesto em várias partes do mundo neste sábado, no primeiro aniversário do início da ofensiva militar no Iraque.
GIN
Publicado por agineotonico às 09:56 PM | Comentários (2)
CBS transmite imagens de militares dos EUA a torturar iraquianos
Imagens de soldados norte-americanos a torturar prisioneiros iraquianos, que «horrorizaram» os responsáveis pelas operações militares no Iraque, vão ser transmitidas na noite desta quarta-feira no programa 60 Minutes da estação de televisão CBS.
GIN
Publicado por agineotonico às 09:31 PM
Estratégia face ao Iraque continua correcta
diz Tony Blair em reacção às fortes críticas de que foi alvo.

Por seu lado, o enviado especial das Nações Unidas ao Iraque - Brahimi - diz que, referindo-se aos recentes bombardeamentos contra a cidade de Fallujah e à situação em Najaf, o caminho escolhido pela coligação para a resolução dos conflitos não é o caminho certo.
Parece assim ser claro que se mantêm as divergências na comunidade internacional entre aqueles que integraram a coligação que ocupou militarmente o Iraque e os que se opunham a essa intervenção.
Se a coligação, com uma mão, pede a intervenção da ONU tentando recuperar o apoio da opinião pública nos seus próprios países, com a outra, continua a fazer o que sempre pretendeu - garantir a ocupação militar, garantir a submissão dos Iraquianos a um governo fantoche, garantir que os recursos naturais do Iraque sejam escoados para fora do país por empresas americanas e, também, servir-se do território como base militar para o domínio militar do Médio Oriente. Este domínio do Médio Oriente integra também como estratégia, o reforço de Israel na sua meta de aniquilação do povo Palestiniano e de ocupação dos seus territórios, sendo nesta perspectiva que devem ser encaradas as recentes posições de Bush face a Israel.
Bush conhece a experiência do seu próprio país ... tal como os índios foram metidos numa reservas para turista ver, assim israel meterá meia dúzia de famílias palestinianas emparedadas nos seus muros.
GIN
Publicado por agineotonico às 03:24 PM
abril 27, 2004
Fallujah bombardeada pela coligação
"A cidade de Fallujah, a cerca de 50 km de Bagdad, está a ser alvo de intensos bombardeamentos por parte das forças da coligação anglo-americana.
Fallujah é um dos redutos da resistência iraquiana e tem sido palco de violentos confrontos entre milícias sunitas e as forças norte-americanas.
A cidade encontra-se cercada pelas forças dos Estados Unidos há três semanas."
GIN
Publicado por agineotonico às 07:56 PM
abril 24, 2004
Tropas dos EUA no Iraque estão a disparar sobre hospitais, ambulâncias e civis
Iraqi doctors, health minister confirm US war crimes [en]
[en] Iraqi doctors confirmed that US occupation troops are hampering medical relief work and indiscriminately killing non-combatants. Moreover, the Iraqi minister of health acknowledged that US troops intentionally shoot at ambulances, not only in Fallujah but also in other places.
GIN
Publicado por agineotonico às 01:39 AM
EUA levantam embargo económico contra a Líbia

"Esta decisão do Executivo de George W. Bush vai permitir ao regime de Kadhafi retomar a maioria das sua actividades comerciais, transacções financeiras e investimentos, e também que as empresas norte-americanas «possam comprar ou investir em produtos e petróleo líbio».
Segundo o comunicado da Casa Branca, esta decisão foi tomada porque «a Líbia tomou medidas significativas com vista à eliminação de armas de destruição massiva e mísseis de longo alcance, e reiterou a sua posição de apoio na luta contra o terrorismo».
GIN
Publicado por agineotonico às 01:10 AM
abril 23, 2004
Estudos estatísticos da cultura dos americanos
57% dos norte-americanos acredita que o Iraque apoiava a organização terrorista de Osama bin Laden;
20% dos cidadãos dos EUA acreditam que o governo de Saddam Hussein estava mesmo directamente implicado nos atentados de 11 de Setembro;
38% dos inquiridos acredita que o Iraque tinha armas de destruição massiva antes do início da invasão;
22% pensam que Bagdad teria um programa para desenvolver este tipo de armamento;
86% dos americanos acredita em milagres;
89% acreditam no paraíso;
73% acreditam no diabo e no inferno.
É caso para perguntar que raio de comunicação social têm os americanos no seu próprio país ...
GIN
Publicado por agineotonico às 06:14 PM
abril 21, 2004
Quem é John Negroponte

Bush nomeia John Negroponte novo embaixador do Iraque
Negroponte, de 64 anos, irá substituir Paul Bremer e deverá assumir o seu mandato após a transferência de poder no Iraque, que está prevista para 30 de Junho. A decisão de Bush ainda tem de ser aprovada pelo Senado norte-americano.
"Negroponte was ambassador to Honduras from 1981 to 1985. During that time, the Reagan administration gave covert aid to right-wing Contra rebels trying to overthrow the Sandinista government of Nicaragua. At the same time, Honduran death squads began operating with impunity. Murders and disappearances are well-documented; at least one victim was a U.S. citizen. The notorious Battalion 3-16 was trained by the CIA. And yet, in congressional testimony, Negroponte maintained plausible deniability -- hadn't seen, didn't know. If he had said the Honduran dictatorship was responsible for atrocities, the country could not have continued as our partner."
"According to The New York Times, Negroponte was responsible for "carrying out the covert strategy of the Reagan administration to crush the Sandinistas government in Nicaragua." Critics say that during his ambassadorship, human rights violations in Honduras became systematic. Negroponte supervised the creation of the El Aguacate air base, where the US trained Nicaraguan Contras and which critics say was used as a secret detention and torture center during the 1980s. In August 2001, excavations at the base discovered 185 corpses, including two Americans, who are thought to have been killed and buried at the site. Records also show that a special intelligence unit of the Honduran armed forces, Battalion 3-16, trained by the CIA and Argentine military, kidnapped, tortured and killed hundreds of people, including US missionaries. Critics charge that Negroponte knew about these human rights violations and yet continued to collaborate with the Honduran military while lying to Congress
...
When John Negroponte was ambassador he looked the other way when serious atrocities were committed. One would have to wonder what kind of message the Bush administration is sending about human rights by this appointment."
GIN
Publicado por agineotonico às 11:54 PM | Comentários (2)
Nem que tenhamos que os matar a todos

The words of Paul Bremer, Washington's overlord in Iraq, need no "sexing up". "We are going to fight them and impose our will on them and we will capture or... kill them until we have imposed law and order on this country," he declared at the weekend. "We dominate the scene and we will continue to impose our will on this country."
GIN
Publicado por agineotonico às 11:11 PM | Comentários (1)
Afinal eram mercenários
American 'civilians' killed, mutilated in Falluja were mercenaries
"The four dead people worked for Blackwater Security Consulting, a firm based in North Carolina, USA that 'has its roots in the Special Operations Community'. Blackwater will deploy "with little notice in support of US national security objectives, private or foreign interests". So what were privatised American Special Forces doing in Falluja? Officially, they were "providing convoy security for food deliveries in the Falluja area". This obviously begs the question 'who is dependant on food deliveries and why?', but even if we assume the absolute truth of the official explanation, mercenaries in Iraq are known to be carrying out far less benign deeds. In February the Ecologist reported that 'private security consultants' in Iraq were testing special bullets that penetrate steel but 'explode' on contact with human flesh causing horrific injuries. They were testing them on real life Iraqis. Moscow Times Journalist Chris Floyd comments "these mercenaries are not always bound by the laws, regulations and codes of honour that govern regular military forces, so they're free to do any dirty work the [US] administration wants kept off the books"
GIN
Publicado por agineotonico às 10:23 PM
Contradições

Bem ao nível dos países do 3º Mundo, onde grassa a falta de cultura, Bush ainda consegue ir com 5 pontos de avanço sobre o candidato da oposição.
O mais grave é que, pelas recentes declarações de Bush, se ganhar as eleições vai levar o mundo na continuação da escalada de violência e de crimes "legalizados" pelos discursos e práticas xenófobas que têm vindo a provocar.
Os seus acordos com o terrorista Sharon, que o levam a considerar que Israel tem direito a manter como seus os territórios anexados ao povo palestiniano, a proibir que os refugiados palestinianos regressem às suas terras, que israel pode e deve continuar com as execuções sumárias de dirigentes e com o extermínio do povo palestiniano, mostram claramente onde nos levará a vitória eleitoral de Bush.
Também as recentes declarações de Blair, que levou o seu país a fazer parte da coligação de "libertação militar" do Iraque, já fez saber que o seu exército de libertação permanecerá pelo menos 10 anos no terreno a libertar os iraquianos (talvez dos seus recursos naturais, já que do resto está a ver-se como tem sido).
GIN
Publicado por agineotonico às 07:22 AM | Comentários (1)
abril 19, 2004
A maioria dos israelitas está cansada da ocupação
"ninguém pode dizer que a verdade é anti-semita. Está ou não Israel a fazer o que o livro descreve? As acusações de anti-semitismo são geralmente feitas pelos que querem silenciar a oposição. Se nos opomos aos actos do governo e do exército israelitas, dizem-nos que somos opositores dos judeus. Mas, pelo contrário, quando não se aceitam as críticas está-se a fazer automaticamente uma identificação entre o governo israelita e os judeus em todo o mundo
...
Eu creio que a maioria dos israelitas está cansada da ocupação e quer livrar-se dos territórios. Isto é o que as sondagens mostram repetidamente. Sessenta por cento dos israelitas aceitam o desmantelamento da maior parte dos colonatos e uma retirada quase total dos territórios. Ao mesmo tempo, porém, isso não tem influência sobre a política israelita. A liderança israelita habilmente transforma esta maioria numa minoria radical. É assim que se controlam consciências
...
Creio que pessoas com princípios morais também se sentiriam revoltadas, sobretudo os judeus. Porque os judeus foram perseguidos, não só durante o século XX mas ao longo de toda a História, deveriam mais do que ninguém ser sensíveis ao sofrimento que é infligido a outros pelo seu próprio povo. A nossa primeira responsabilidade, como judeus, é tomar consciência de que estamos a matar, a deixar morrer à fome, a expropriar terras de camponeses pobres."
GIN
Publicado por agineotonico às 10:51 PM | Comentários (3)
Zapatero anuncia retirada imediata das tropas espanholas do Iraque
"O novo primeiro-ministro espanhol, que ontem prestou juramento, vai mesmo retirar as tropas espanholas do Iraque. A confirmação foi feita hoje, pelo próprio, num inesperado encontro com jornalistas em Moncloa: os soldados vão abandonar o Iraque "no menor tempo e com a maior segurança possíveis".
José Luis Rodríguez Zapatero fez da retirada das tropas espanholas que se encontram no Iraque — na sequência do apoio dado pelo seu sucessor, José María Aznar, à ofensiva militar liderada pelos EUA contra o defunto regime de Saddam Hussein — uma das suas grandes bandeiras durante a campanha eleitoral. Mais do que isso, comprometeu-se a realizá-la se vencesse as legislativas de dia 14 do mês passado. "
GIN
Publicado por agineotonico às 07:22 AM
abril 18, 2004
KOSOVO - tiros entre polícias norte-americanos e jordanos

O incidente, entre polícias norte-americanos e jordanos, terá começado, segundo fonte citada pela Reuters, por uma discussão em torno da guerra do Iraque. De repente, os polícias começaram um intenso tiroteio entre eles, que durou cerca de dez minutos e provocou a morte de três polícias da ONU (duas mulheres norte-americanas e um jordano) e onze feridos, seis dos quais foram internados em estado grave no hospital local.
Os seis polícias internados foram submetidos a intervenções cirúrgicas de emergência, tendo quatro deles ficado nos cuidados intensivos do hospital de Mitrovica.
Um porta-voz da Polícia da ONU em Pristina, Neeraj Singh, confirmou o incidente, descrevendo-o como "um incidente armado entre membros da Polícia internacional".
GIN
Publicado por agineotonico às 02:36 PM
abril 17, 2004
Líder máximo dos xiitas faz sinal de stop aos EUA
A mais alta autoridade xiita do Iraque, o ayatollah Ali Sistani, avisou a coligação que não irá tolerar um ataque contra as cidades santas de Kerbala e Najaf, onde está refugiado o líder dos rebeldes daquela comunidade, Moqtada al-Sadr.
Os comandantes norte- -americanos garantem que, santa ou não, Najaf será atacada e Moqtada al-Sadr morto ou capturado. Às portas da cidade, milhares de soldados aguardam apenas uma decisão política para vingar a morte das dezenas de camaradas caídos em combate em virtude das acções do Exército de Mehdi, as milícias às ordens do líder rebelde.
...
O representante de Sistani, o xeque Mehdi Karbalai, avisa os americanos: "A Marjaiya (suprema autoridade xiita) não pode impedir as forças de ocupação de violar a santidade de Kerbala e Najaf. Há linhas vermelhas que a coligação não pode passar. Se issosuceder, as consequências serão incalculáveis".
Karbalai foi mesmo mais longe: "Se a Marjaiya entender que a única via são as armas e o derramamento de sangue não hesitará em recorrer a meios mais eficazes para atingir os seus objectivos".
GIN
Publicado por agineotonico às 05:06 PM
abril 16, 2004
Ou se ajoelham todos ou ...
mandamos o nosso exército ... ou são Bushistas ou terroristas de pacotilha, das duas uma.
"Também não é difícil antever, se Bush ganhar as eleições, que países como o Irão e a Síria estarão na lista de prioridades políticas e militares da Casa Branca. Ou mudam como a Líbia, ou alguém os muda."
(Luís Delgado)
GIN
Publicado por agineotonico às 10:47 PM
"Temos de assegurar que vamos dar aos iraquianos a oportunidade que eles procuram", declarou Blair.
"O chefe de Estado Maior das Forças Armadas norte-americanas, general Richard Myers, anunciou esta quinta-feira em Bagdade que os EUA vão enviar mais tropas para o Iraque. A situação de instabilidade que se vive no território levou também ao prolongamento da estadia de um contingente de cerca de 20 mil soldados por um período de três meses."
GIN
Publicado por agineotonico às 10:26 PM
Bem dizia eu que eles não queriam testemunhas
Ataque norte-americano a Falluja mata 15 iraquianos
Pelo menos 15 iraquianos morreram e mais de 20 ficaram feridos na sequência de bombardeamentos da aviação e da artilharia norte-americanas contra a zona oeste da cidade de Falluja.
A Associação de Clérigos sunita, que medeia o conflito, acusou os Estados Unidos de deitarem por terra o cessar-fogo na cidade.
Este bombardeamento é a violação mais grave do cessar-fogo acordado no início da semana, após vários dias de intensos combates que causaram centenas de vítimas mortais civis.
Várias áreas da cidade sofreram nas últimas horas os bombardeamentos lançados por aviões de combate e helicópteros que causaram graves danos materiais em Falluja, onde vivem cerca de 250 mil pessoas.
Desde sexta-feira que o Exército americano anunciara a suspensão da ofensiva, inicialmente para permitir que fosse prestada ajuda às vítimas. Entretanto tem reunido reforços em redor da cidade e exige que os guerrilheiros se entreguem e que os líderes da cidade detenham e lhes entreguem os responsáveis pelo assassínio de quatro americanos, mortos dia 31 de Março.
Por seu lado, as guerrilhas que têm combatido os americanos na cidade de Falluja exigem que os marines ponham fim ao cerco e que a segurança na cidade seja entregue às forças de segurança iraquianas.
Na quarta-feira tudo parecia bem encaminhado para uma resolução quando o líder xiita Moqtada Sadr renunciou às condições que tinha imposto para negociar e prometeu transformar a sua milícia num movimento político e submeter-se à Marjaya, a mais alta autoridade religiosa xiita. Com as mortes de hoje, porém, tudo parece ter regressado à estaca zero.
GIN
Publicado por agineotonico às 01:31 PM
abril 15, 2004
Palestina: 35% dos jovens querem ser kamikazes
Palestina: 35% dos jovens querem ser kamikazes
Mais de um terço dos jovens palestinianos com idades entre os 12 e os 13 anos, 35%, querem converter-se num mártir e morrer pela causa palestiana, revela um estudo do Centro de Saúde Mental de Gaza, que será publicado na próxima sexta-feira pelo semanário italiano Vita.
Segundo o estudo, 35% dos jovens que vivem naquele território querem ser kamikazes e sentem admiração pelos suicidas palestinianos, enquanto 66,9% já viram alguém morrer em consequência de um conflito armado.
O mesmo estudo revela que 83,2% das crianças já assistiram a tiroteios e homicídios e 32,7% sofre de traumas relacionados com a observação de actos violentos.
GIN
Publicado por agineotonico às 11:52 PM | Comentários (1)
Mandem o Luís Carvalho para o Iraque também
O mundo dito “ocidental” e “civilizado” anda indignado com o fundamentalismo islâmico, com o terrorismo islamita, com a violência popular nas cidades iraquianas que vitimam militares e civis em actos de extrema violência ...
Continua acusando de incivilizados: Os marroquinos, os sauditas, os iraquianos, os somalis, os palestinianos, hooligans ingleses do Heysel Park, irlandeses que espancaram até à morte polícias britânicos, kosovares que tentam eliminar a minoria sérvia e vice-versa, Os terroristas da Al-Qaeda, do Hamas, da Fatah, do Hezbolla, são iguais aos terroristas das Brigadas Vermelhas, do IRA, da ETA, da FNLC.
Cá na minha faltam aqui muitos nomes que Luís Carvalho considera de "civilizados" ... os "ocidentais" ...
GIN
Publicado por agineotonico às 11:45 PM | Comentários (2)
abril 14, 2004
Acordos entre Sharon e Bush
Futuro do Iraque e Médio Oriente «estão estreitamente ligados» diz Bush
A sério????? Não é que ainda não tínhamos estabelecido esta relação!!!!!!
E para provar que assim é, desenha-se mais uma solução para o médio Oriente.
"Sharon revela seus planos de colonização antes da reunião com Bush
09h15 - Jerusalém - O primeiro-ministro Ariel Sharon prometeu reforçar os blocos de colonização judeus na Cisjordânia ocupada antes de apresentar, nesta quarta-feira ao presidente americano George W. Bush, o seu plano de retirada da Faixa de Gaza. Sharon, que chega nesta terça-feira a Washington, quer obter dos Estados Unidos o mais claro apoio possível para manter essas colónias em território ocupado, destacando que é indispensável para que o seu partido, o Likud, aceite a retirada de Gaza.
A Autoridade Palestina denunciou imediatamente as declarações de Sharon, qualificando-as de "receita para destruir o processo de paz". "O que Sharon diz é extremamente grave e o mundo tem de saber o que pretende conseguir como recompensa por manter a ocupação e a colonização", declarou à AFP o ministro palestino encarregado das Negociações, Saeb Erakat.
Na segunda-feira à noite, Sharon se comprometeu a "manter sob controle de Israel" seis blocos de colonização na Cisjordânia, a leste de Jerusalém, no sector anexado e ocupado. As colónias que se manteriam sob controle e protecção de israel no interior do território palestino são Maalé Adumin, Kiryat Arba, perto de Hebron (sul), a colónia judia no interior da cidade palestina de Hebron, o bloco de Gush Etzion (sul), a colónia de Ariel e outros blocos em torno da colónia de Givat Zeev, ao norte de Jerusalém. É a primeira vez que Sharon especifica os blocos de colónias que Israel espera manter na Cisjordânia. Nelas vive a grande maioria dos 220.000 colonos judeus instalados em território da Cisjordânia, sem contar os 200.000 habitantes israelitas de Jerusalém leste, anexado depois da conquista em junho de 1967.
Por outro lado, Sharon também anunciou que o controverso muro da vergonha, em construção na Cisjordânia, rodearia Maalé Adumin, a maior colónia israelita, a uma dezena de quilómetros do centro de Jerusalém.
Os Estados Unidos apresentam uma solução difusa, segundo a qual qualquer acordo permanente sobre o conflito israel-palestino deveria "levar em conta realidades demográficas" no terreno, mas sem se comprometer claramente, como deseja Sharon, na manutenção dos grupos de colónias.
Entretanto, autoridades israelitas minimizaram a importância dos desentendimentos, estimando que Sharon e Bush vão superá-los durante seu encontro. O número dois do Governo, Ehud Olmert, disse que Sharon pedirá aos Estados Unidos a garantia de que Israel "manterá a sua liberdade para lutar contra o terrorismo" depois de uma retirada da Faixa de Gaza."
(Da France Presse)
GIN
Publicado por agineotonico às 01:46 PM
Os Estados Unidos estão orgulhosos
por conduzirem "os exércitos da libertação" no Iraque e no Afeganistão, diz o Presidente norte-americano.
Que aconteceria se fossem um exército de ocupação???
LIBERTAÇÃO DO IRAQUE
"Os marines norte-americanos bombardearam hoje uma mesquita em Fallujah, a oeste de Bagdad, onde estavam entrincheirados pelo menos 40 combatentes da resistência sunita contra a presença norte-americana no Iraque, anunciou um responsável americano."
"A Liga Árabe condena as "agressões" que fizeram "mais de 500 vítimas entre os civis" no Iraque ... O responsável qualificou os combates no Iraque como "inaceitáveis e extremamente graves", salientando que a situação poderá ter "repercussões negativas" ... estes responsáveis apelaram ao fim imediato dos combates e ao levantamento do cerco imposto pelas forças americanas na cidade de Falluja".
"Em Kirkuk, oito iraquianos morreram em confrontos entre soldados americanos e manifestantes que protestavam contra a intervenção militar em Fallujah"
"O comité internacional da cruz vermelha (CICV) manifestou- se extremamente alarmado com a escalada da violência em todo o território iraquiano e apelou aos beligerantes para que respeitem a população civil e os estabelecimentos hospitalares. O CICV receia que a situação humanitária, já precária, se deteriore no pais, sublinha a organização num comunicado divulgado hoje, em Genebra. O CICV afirma estar particularmente preocupado com o numero crescente de vitimas e com as dificuldades encontradas para lhes fornecer serviços essenciais, nomeadamente cuidados médicos"
"Uma reportagem no diário Washington Post afirma que a unidade com 620 homens recusou um chamado para ir a Falluja após ter sido alvo de tiros num bairro xiita de Bagdad."
LIBERTAÇÃO DO AFEGANISTÃO
"Cabul - Num grave incidente que ameaça o processo de pacificação do Afeganistão, a milícia do senhor da guerra usbeque, Abdul Rashid Dostum, ocupou hoje a cidade de Maimane, capital da província nortista de Faryab, informou o ministro do Interior afegão, Ali Ahmad Jalali. Em outro incidente não menos sério, sete pessoas morreram em confrontos no sul do país, entre os quais quatro soldados do Exército afegão"
"Segundo o ministro do Interior, cerca de 2 mil homens controlam a província, forçando a retirada do governador, Anauatula Anayat, e de chefes militares leais ao governo central de Cabul. "A ocupação é uma flagrante violação da Constituição afegã", disse o ministro. O ministro do Interior não se referiu a baixas nos combates ocorridos durante a ocupação, mas a imprensa local menciona grande número de mortos e feridos."
“Um relatório da organização para os direitos humanos, Human Rights Watch, que foi lançado na ultima segunda-feira, não poupa os Estados Unidos de duras críticas no que diz respeito a sua actuação no Afeganistão. O órgão afirma que as tropas norte-americanas que actuam no Afeganistão, desde a invasão neste país em retaliação aos atentados de 11 de setembro, fazem uso de extrema violência, custando a vida de civis sem nenhuma justificativa. As tropas americanas se utilizariam de tácticas militares , incluindo acções mortais sem terem sido provocados para tal. O documento de 59 páginas, é fruto de investigações feitas pela organização entre 2003 e o início deste ano, em solo afegão e no Paquistão. Também os meios adotados pelos norte-americanos para chegar a estes suspeitos teriam atingido graus extremos. O Human Rights Watch escreve no documento que a atuação dos Estados Unidos custou a vida de 300 civis, que poderiam ter sido poupados."
"A New Yorker desta semana publicou uma reportagem do Sy Hersh mostrando as mentiras da campanha do Afeganistão e como os erros na estratégia militar comandada pelo Rummy levaram a mais um atoleiro que o exército mais poderoso do mundo também não deve conseguir sair tão cedo.
Meanwhile, the United States continued to pay off and work closely with local warlords, many of whom were involved in heroin and opium trafficking. Their loyalty was not for sale but for rent. Warlords like Hazrat Ali in eastern Afghanistan, near the Pakistan border, and Mohammed Fahim had been essential to America’s initial military success, and, at first, they had promised to accept Karzai. Hazrat Ali would be one of several commanders later accused of double-crossing American troops in an early, unsuccessful sweep for Al Qaeda, in 2002. Fahim, now the defense minister, is deeply involved in a number of illicit enterprises.
Combatentes leais a Zaher Naib Zada, um chefe de guerra da região de Herat, no oeste do Afeganistão, mataram ontem o ministro da Aviação do país, Mirwais Sadiq, desencadeando uma onda de violência com armas pesadas e com tanques na qual cerca de cem pessoas morreram, segundo disse Zada à agência de notícias Associated Press. ... A morte de Sadiq, filho do poderoso governador de Herat, Ismail Khan, que era um dos líderes da Aliança do Norte (grupo liderado por chefes de guerra que contribuiu ativamente para a deposição do regime do Taleban), tende a deixar ainda mais instável a situação na região. Sadiq foi a terceira autoridade assassinada nos últimos tempos ... Trabalhadores internacionais que lidam com ajuda humanitária disseram, também por telefone, ter ouvido muitos tiros e explosões. Funcionários da ONU tiveram de ficar escondidos no prédio da organização na região."
RESPOSTA DO EXÉRCITO DE LIBERTAÇÃO
"Diante de todas as críticas, um porta-voz do exército americano no Afeganistão se manifestou, negando todas as acusações. Ele afirma que a organização não levou em conta a instabilidade em que o Afeganistão se encontra. A Casa Branca também se manifestou na questão contestando o conteúdo do relatório"
GIN
Publicado por agineotonico às 12:04 AM
abril 12, 2004
British commanders condemn US military tactics
Senior British commanders have condemned American military tactics in Iraq as heavy-handed and disproportionate.
One senior officer said that America's aggressive methods were causing friction among allied commanders and that there was a growing sense of "unease and frustration" among the British high command.
The officer, speaking on condition of anonymity, said part of the problem was that American troops viewed Iraqis as untermenschen - the Nazi expression for "sub-humans".
Speaking from his base in southern Iraq, the officer said: "My view and the view of the British chain of command is that the Americans' use of violence is not proportionate and is over-responsive to the threat they are facing. They don't see the Iraqi people the way we see them. They view them as untermenschen. They are not concerned about the Iraqi loss of life in the way the British are."
The phrase untermenschen - literally "under-people" - was brought to prominence by Adolf Hitler in his book Mein Kampf, published in 1925. He used the term to describe those he regarded as racially inferior: Jews, Slavs and gypsies.
Although no formal complaints have as yet been made to their American counterparts, the officer said the British Government was aware of its commanders' "concerns and fears".
The officer explained that, under British military rules of war, British troops would never be given clearance to carry out attacks similar to those being conducted by the US military, in which helicopter gunships have been used on targets in urban areas.
British rules of engagement only allow troops to open fire when attacked, using the minimum force necessary and only at identified targets. The American approach was markedly different, the officer said.
"When US troops are attacked with mortars in Baghdad, they use mortar-locating radar to find the firing point and then attack the general area with artillery, even though the area they are attacking may be in the middle of a densely populated residential area.
"They may well kill the terrorists in the barrage, but they will also kill and maim innocent civilians. That has been their response on a number of occasions. It is trite, but American troops do shoot first and ask questions later."
The officer believed America had now lost the military initiative in Iraq, and it could only be regained with carefully planned, precision attacks against the insurgents.
"The US will have to abandon the sledgehammer-to-crack-a-nut approach - it has failed," he said.
"They need to stop viewing every Iraqi, every Arab as the enemy and attempt to win the hearts and minds of the people."
(By Sean Rayment - London - April 12, 2004)
GIN
Publicado por agineotonico às 01:18 AM
abril 10, 2004
A arrogância esquizóide de Bush
A arrogância esquizóide de Bush e da sua administração, bem como dos países que a eles se aliaram na guerra do Iraque, está a provocar uma escalada generalizada da violência.
O Iraque transformou-se num inferno para toda a população iraquiana, para as tropas que estão no terreno, para as organizações humanitárias e para os representantes dos órgãos de comunicação internacional. A violência alastrou muito para além das fronteiras iraquianas.
Se a decisão de invadir militarmente o Iraque já era muitíssimo contestável, mesmo antes da evidência das mentiras com que foi justificada, então os estúpidos erros estratégicos, fruto do chauvinismo americano, de fechar um jornal xiita, aliada à prisão de dirigentes religiosos, ao bombardeamento de uma mesquita e, finalmente, a uma operação em larga escala de violência dos marines sobre a cidade de falluja parece levar irremediavelmente o Iraque para o caos.
A frágil unidade conseguida entre as diferentes forças representativas do povo iraquiano para a constituição de um governo de transição, podem correr o risco de se desmoronar perante mais esta demonstração de incapacidade das forças que compõem actualmente a coligação.
A par destes acontecimentos, coloca-se a questão dos reféns. A posição de não negociar a sua libertação é um erro grosseiro e mostra a inépcia de quem tem na mão o poder de tomar decisões. Não parece haver qualquer dúvida que a situação criada passa necessariamente pela negociação com os líderes religiosos no sentido de pôr fim à escalada de violência e, esta obrigatória negociação, inclui a libertação dos reféns.
Por outro lado, as vozes histéricas (dos que não estão no terreno) que defendem que a retirada dos EUA da direcção deste processo seria uma vitória para os opositores iraquianos e uma demonstração de fraqueza da super potência americana, mais não fazem do que acompanhar esta esquizofrenia sem sentido.
A verdade é que a única saída que parece ser possível, para se tentar uma situação de equilíbrio mínima que permita devolver o Iraque aos iraquianos, é a entrega da condução do processo nas mãos das Nações Unidas que, com o apoio de outros países da região, ajudem a criar os consensos necessários.
GIN
Publicado por agineotonico às 12:56 AM | Comentários (1)
abril 02, 2004
EUA e ISRAEL decidem destino da Palestina
Bush respondeu na quarta-feira dando algumas garantias a Sharon, declarando que após um acordo de paz Israel não será forçado a recuar completamente para a Linha Verde (fronteira internacional de 1967). Em termos práticos, isto quer dizer que os grandes colonatos, próximos da fronteira, deverão ser integrados em Israel. Mas, provavelmente, em troca da cessão de outras terras aos palestinianos
GIN
Publicado por agineotonico às 09:41 PM | Comentários (2)
março 07, 2004
MURO DA VERGONHA (2)
O muro de separação com os territórios ocupados da Cisjordânia que está a ser construído por Israel anexa terras férteis e corta meios de subsistência aos palestinianos. Um repórter do EI País percorreu o seu traçado
FERRAN SALES
Todas as manhãs, Noar acorda angustiada do outro lado do muro. Ainda não nasceu o dia, mas sabe que tem o tempo à justa para fazer a comida, dar uma limpeza na casa, tomar um café e estar junto do portão do muro antes que os soldados o fechem. Só assim poderá chegar a horas à escola. Se tivesse parado um instante, talvez tivesse ouvido os suspiros dos seis filhos e os roncos do marido, ainda na cama. Mas não pode parar. O muro alterou-lhe a vida quando acabava de fazer 38 anos.
Noar caminha depressa, meio a correr, pelas ruas desertas de Kalkilia, enquanto ajusta na cabeça o véu branco do jiyab. Mete-se com um suspiro no velho táxi amarelo que, com o motor a trabalhar, está já à espera na esquina. Foi a última a chegar. Vai viajar em silêncio com as suas cinco companheiras, todas professoras na escola oficial da vizinha aldeia de Habla, onde desde há oito anos ensina Inglês.
O carro deixou para trás as últimas casas de Kalkilia e avança já por um caminho de terra, entre laranjais. O motorista começou a abrandar, para finalmente pisar com raiva o pedal do travão e parar a meio do caminho. Não pode continuar. Uma dupla cerca de arame, coroada por espigões, holofotes e câmaras de vigilância, anuncia que o trajecto acabou. Por entre as malhas da cerca avista uma estrada alcatroada por onde só podem circular os blindados israelitas. O caminho de terra que liga Kalkilia a Habla continua do outro lado de uma cancela fechada Junto do portão, há um cartaz em árabe, hebreu e inglês a proibir a passagem. A cerca está electrificada. Já é dia. Este é o muro.
Noar e as outras professoras esperam pacientemente diante do portão n.o 30, denominado nos mapas militares por Porta do Sul de Kalkilia. Oficialmente, os portões são abertos três vezes ao dia por um período máximo de uma hora. Hoje os soldados voltaram a atrasar-se. Quando finalmente aparecem, rindo, armados e de camuflado, dizem que o encarregado das chaves não as encontrava. A desculpa não é nova. Ontem repetiram o mesmo sórdido embuste na porta, onde 20 alunos esperavam há três horas. Na verdade, as cancelas são abertas e fechadas de forma arbitrária, caprichosa. As normas que regulam a abertura, ditadas pelo comando militar, mudam de dia para dia.
«Hoje podemos passar. Mas vamos chegar à escola demasiado tarde para cumprir os horários», exclama Noar quando cruza por fim as cancelas e se dirige para a porta da escola. Q caminho de casa para a escola, que há meses fazia em 15 minutos, implica agora uma Viagem de três a quatro horas. As regras militares impostas para hoje proíbem a passagem pelo portão aos menores de 28 anos, o que deixará em casa a maioria dos alunos.
O assalto à Palestina
Kalkilia (85 mil habitantes) ficou para trás fechada no interior de uma grande bolsa de ferro e cimento a que se acede por uma única entrada, Vigiada pelos soldados. Os engenheiros desenharam uma muralha longa e sinuosa para separar a cidade dos colonatos judaicos das redondezas. A cerca rodeia a zona urbana e separa-a dos seus campos. Os 6 300 agricultores que davam Vida a região não podem aceder às suas terras. As hortas ficaram do outro lado do muro. Neste ponto, a construção da cerca serviu de desculpa aos israelitas para se apropriarem de um terço dos recursos hídricos da cidade e confiscarem 35% das terras aráveis. Kalkilia já perdeu mais de 4 mil habitantes, 600 lojas fecharam e a taxa de desemprego ronda os 70 por cento. Se a pressão se mantiver, Israel conseguirá fazer emigrar o resto da população e apropriar-se das terras todas.
«Ficar em Kalkilia transformou-se num acto de resistência. A actividade comercial paralisou. A agricultura, um dos sectores-chave da nossa economia, é agora impossível. Uma grande parte da população vive graças à ajuda das organizações humanitárias como a ONU e a Cruz Vermelha. A nossa cidade está morta. E como se nos tivessem posto uma corda ao pescoço. Querem que saiamos da nossa terra. Mas não vão conseguir. Este é o nosso país», garante o presidente da Câmara, Maarouf Zahran, 47 anos, pai de cinco filhos, licenciado em Literatura pela Universidade do Cairo e professor. Grande parte da população optou também por ficar.
Kalkilia não é um fenómeno isolado. O Governo israelita fez do município um laboratório onde ensaia fórmulas de clausura que depois aplica noutras localidades paletinianas. Os 150 mil habitantes de TuIkarem são os segundos enclausurados.
Esta povoação aristocrática, onde se encontram os lagares de azeite mais importantes da Palestina, sente já os efeitos da clausura. Para poderem construir o muro, os soldados arrancaram pela raiz mais de 50 mil oliveiras, na maioria centenárias. As indústrias de materiais de construção e as pedreiras encerram a pouco e pouco e despedem trabalhadores. O desemprego atinge mais de 5% da população.
«Estão a destruir tudo. Muitas povoações da zona só com grandes dificuldades conseguem água para beber. A espoliação é permanente, imparável», queixa-se o presidente da Câmara de Tulkarem, Mahmud Jallad, 55 anos, pai de quatro filhos e engenheiro industrial. Sentado à sua secretária, junto de uma foto de Arafat, esboça um panorama desolador. Afirma que a construção do muro tem por objectivo anular a pujante economia de uma das cidades palestinianas mais próximas do território Israelita, a pouco mais de 17 quiilómetros, em linha recta, do mar. Do alto das suas colinas avista-se Telavive.
O muro resolve de um ápice as ambições do Governo israelita, quase tomando realidade o sonho do «Grande Israel» do Mediterrâneo ao Jordão. O muro prolonga-se de norte para sul, mas também se interna para leste, em território palestiniano, violando a «linha verde» que separa Israel dos territórios ocupados em 1967, futura fronteira dos dois Estados. Quando a construção estiver concluída, 200 mil Palestinianos ficarão emparedados, concentrados em nove enclaves que, no conjunto, terão cerca de 1 000 km2. No mapa, fica a sensação de que estas povoações ficaram em terra de ninguém, mas na realidade pertencem à Palestina.
As crianças na 'frigideira'
O exército israelita declarou estes enclaves «zonas fechadas» e começou a arrogar-se o controlo da população, usurpando muitas das funções que, segundo os Acordos de Oslo, eram asseguradas pela Autoridade Palestiniana. Os militares ditaram em tempo recorde quatro decretos marciais organizando a vida dos habitantes. A partir de agora, estes precisam de autorizações de residência para continuarem a viver nas suas casas e de salvo-condutos para entrarem e saírem por certos portões. Existem 12 autorizações diferentes. Há passes para médicos, professores, estudantes, agricultores, jovens, reformados, donas de casa, políticos, criminosos...
Jubara, cerca e cinco quilómetros a sul de Tulkarem, tem 500 habitantes. Acaba de ser transformada numa ilha. Por um lado, o muro impede os seus habitantes de chegarem a Tulkarem, ao mercado e à zona de serviços; por outro, os soldados impedem-lhes o acesso a Israel. A sua sobrevivência depende da arbitrariedade dos soldados. Precisam da autorização deles para ir comprar, vender, trabalhar. consultar o médico, assistir a enterros ou reunir-se com amigos e familiares. A sua vida ficou reduzida a poucas dezenas de quilómetros quadrados. O único consolo é a mesquita; a única diversão é a televisão. «Vivemos isolados do mundo. Estão a tornar-nos a vida impossível para nos obrigarem a partir. Mas decidimos ficar. Esta é a nossa terra», afirma Ahmed Massud, 52 anos, pai de sete filhos, antigo professor e agora agricultor desempregado. Os seus campos ficaram. com os de todos do outro lado do muro. Este ano ninguém irá colher as azeitonas nem as laranjas.
Esta manhã, um grupo de crianças da aldeia atravessou a brincar as linhas israelitas e acabou aprisionado pelos soldados. Enfiaram três delas numa minúscula caixa de cimento Junto da estrada, perto do posto de controlo. Permanecem de cócoras, com os corpos apertados. Têm os calções molhados de urina; os olhos vermelhos de chorar. De vez em quando, lançam gritos a pedir para voltarem para casa. Então, a bota do soldado balança-se por cima dos seus corpos. A ameaça fazê-los calar. Quando chegar a noite, deixam-nos ir em liberdade. Até os mais pequenos, em Jubara, estão a aprender a viver enclausurados.
Enjaulados em sua casa
O muro também destruiu Bartha (7500 habitantes), a meio caminhoo entre Tulkarem e Jenin. A povoação está dividida desde 1948, quando foi proclamado o Estado de Israel. Uma parte dos habitantes adquiriu a nacionalidade israelita e a outra ficou palestiniana. Hoje, cerca de 4 mil pessoas vivem em Bartha-Leste, onde ondula a bandeira palestiniana; os outros 3 500 vivem em Bartha-Oeste sob a bandeira de Israel. Durante anos, nada nem ninguém parecia separar as duas partes. Não havia fronteira visível. Todos falavam a mesma língua - o árabe.
O muro fez ir pelos ares o equilíbrio de Bartha. A cerca não coincide com a «linha verde», que passava pelo meio da cidade. O muro foi construído a três quilómetros do núcleo urbano e fechou à comunidade palestiniana o caminho para Jenin, o seu principal centro comercial e assistência. Os habitantes de Bartha-Leste ficaram sem saídas: o muro impede-os de irem à Palestina e os soldados de irem a Israel.
«Bartha-Leste é hoje um gueto. Vivemos numa prisão. Há semanas que o caminho para Jenin está encerrado. Não posso chegar ao meu posto de trabalho na delegação do Ministério dos Transportes da Autoridade Palestiniana», afirma Ghassan Qabha, 39 anos, engenheiro industrial, pai de quatro filhos e presidente da Câmara desta zona da cidade.
Suleiman Zewahra, 48 anos, pai de seis filhos, lutou um ano nos tribunais de Jerusalém para salvar a sua casa. Os juizes ordenaram aos militares que a poupassem. Mas não puderam impedir que o muro, ali transformado em vedação, invada o jardim e rodeie a casa. A família Zewahra está hoje metida numa jaula.
«Vieram os soldados e disseram: É melhor que te vás embora: Respondi que esta era a minha casa. Construí-a há quatro anos. Gastei nela as poupanças de toda a vida. Fechei-lhes a porta e fui buscar um advogado. Consegui salvá-la, mas perdi tudo o resto; quer dizer, a maior parte do jardim. Deixaram-me o imprescindível. Mas até tentaram arrancar-me à força o pouco que me restava», explica Suleiman Zewahra. Com o dedo indicador aponta as fendas que as trepidações das escavadoras abriram nas paredes da casa.
Embora afectada, a casa de Suleiman Zewahra permanecerá no alto da colina de AI Diek, no bairro cristão de Beit Sahur, perto de Belém. Do seu terraço, pode observar-se o traçado de um muro que avança demolidor, com o objectivo de circunscrever toda a cidade. As escavadoras ameaçam isolar toda a povoação (154 mil habitantes) e cortar o fluxo de turistas e peregrinos. A construção da cerca pode mesmo implicar a demolição de um grupo de sete edifícios, num total de 49 apartamentos, onde vivem 25 famílias cristãs."
«Esta urbanização é um projecto ambicioso com o qual se procura proteger as comunidades cristãs na Terra Santa, impedindo a sua emigração. É o mais importante da Palestina. Procura dar alojamento a todos os cristãos por igual, embora esteja construí do em terrenos que o Patriarca Ortodoxo Grego nos alugou por 99 anos. Agora, dá abrigo a 25 famílias. Se o conseguíssemos terminar, viveriam aqui 135 ou mais», afirma o seu promotor, o médico Jader Kokaly, de 40 anos.
O Dr. Kokaly começou uma batalha desigual contra o exército israelita. O seu objectivo é desviar o traçado do muro e salvar o complexo da demolição. A última proposta do comando militar prevê deixar as suas casas isoladas, entre o muro e a fronteira, nessa aparente terra de ninguém, mas dotando os habitantes de uma porta de acesso. As chaves ficariam no bolso dos soldados. Os habitantes não aceitam e não acreditam que possa ser alcançada uma solução razoável. Volta a desenhar-se no horizonte o fantasma da emigração e do exílio. Por agora, a decisão é clara: ficar.
«Bulldozers » na Cidade Santa
Em Jerusalém Oriental ,três comunidades religiosas cristãs conseguiram deter a construção do muro, que deve envolver os 31 bairros árabes da Cidade Santa para isolar mais de 200 mil cidadãos. Essa acção conjunta, apoiada pelo Patriarca Latino e pelos consulados da França e da Itália, conseguiu congelar as obras no momento em que as escavadoras, provenientes do monte das Oliveiras, se preparavam para o assalto e dispunham a descer sobre o bairro muçulmano de Abu Dis.
“As escavadoras pararam por agora, mas lá se apropriaram de uma parte considerável da nossa herdade, onde se encontra a nossa casa-mãe e o orfanato onde vivem mais de 40 crianças palestiniana», diz a madre superiora das Irmãs da Caridade, a irmã Josefina, de 80 anos, natural de Turim (Itália), apontando uma faixa limpa e desmatada com mais de cem metros de largura que desce da montanha, invade o seu território e parece querer atropelar outros conventos próximos.
Abu Dis (10 mil habitantes), sede da Universidade Al-Quods e do futuro Parlamento da Autoridade Palestiniana, transformou-se em símbolo da resistência. Neste interminável compasso de espera, a população pergunta angustiada se o milagre irá ocorrer. Conseguirão as freiras cristãs parar as obras? Acabará o muro por dividir o bairro? Todos os dias, os soldados trazem um novo rumor. Os blocos de betão que fecham a velha estrada que ligava o centro de Abu Dis ao centro de Jerusalém e permitia aos fiéis irem orar na mesquita de Al-Aqsa, recordam-lhes a ameaça.
«Sabe se poderemos salvar a nossa casa?, pergunta Usama Zahaikeh, 40 anos, construtor, pai de três filhos e habitante de outro bairro árabe, o de Sawahre. Sem esperar uma resposta, começou a montar uma tenda num largo. Dali segue a evolução das escavadoras. A sua tenda transformou-se em ponto de informação sobre o muro. As patrulhas do exército levaram-no, com outras 45 famílias. Ameaçaram-no para que abandonasse a casa. Os militares avisam que não querem complicações e reclamam um terreno vazio para Implantarem o muro.
«Não conseguirão expulsar-nos», exclama Zahaikeh. Por detrás dele, permanece atenta uma massa compacta de 30 mil habitantes. Ouve-se a voz do muezzin no alto do minarete da mesquita. Os palestinianos procuram sobreviver.
(in Visão Nº 572)
GIN
Publicado por agineotonico às 07:40 PM | Comentários (1)
MURO DA VERGONHA
Resposta ao comentário deixado no meu post “Muro da vergonha” que, segundo o seu autor, não sendo palavras suas exprimem o seu pensar sobre o assunto
“É evidente que num mundo em que as palavras "muro", "racismo" e "apartheid" têm uma conotação tão dolorosa e simbólica, a escolha destas palavras não é inocente. A sua utilização é um estigma, tenta fazer de Israel um Estado pária, um país que perdeu a sua legitimidade entre as nações. "
De facto não é inocente a escolha destas palavras. Também é verdade que têm uma conotação dolorosa e simbólica.
Mas a sua utilização neste caso concreto do conflito Israel/Palestina torna-se necessária e imperativa para que o seu significado doloroso e simbólico não seja esquecido.
O argumento já desgastado de que denunciar a política belicista e expansionista do actual governo israelita é um ataque a todo o Povo de Israel, é uma desconversa que tenta legitimar a agressão impiedosa e a ocupação que está a ser feita nos territórios palestinos.
Muro do "apartheid", porquê? Por acaso vem a barreira de segurança "separar" ou excluir uma parte da população de Israel, privando-a dos direitos normais da cidadania israelita?
Pode ser verdade que não isole a população israelita, mas sem dúvida separa e exclui o povo palestiniano privando-o dos seus direitos normais de cidadania. Ou para si só têm visibilidade o povo de Israel?
O conceito de apartheid pode ser mais vasto que isso. Porque parte do princípio que nenhum israelita quer ter relações livres com os palestinos? ou quer ter relações com as comunidades cristãs que estão a ser também “emparedadas” e isoladas?
Imagine que aqui na Europa todos os países constróem um muro isolando os seus países dos outros, colocam tropas altamente armadas em alguns portões estrategicamente colocados, não lhe permitem trabalhar no outro lado do muro, nem visitar familiares que lá vivam, lhe exigem um salvo-conduto para se deslocar e apenas na condição de ter um “aspecto e idade regulamentar”. Imagine ainda que constróem os seus respectivos muros anexando território fértil, ou mais ricos em recursos híbridos às populações dos outros países utilizando a força das armas, ou que, nessa anexação indevida, “os soldados arrancaram pela raiz mais de 50 mil oliveiras, na maioria centenárias”.
E já agora, muro racista porquê? Será que o "muro" se destina a delimitar um espaço étnico, separando também os cidadãos árabes israelitas dos seus compatriotas judeus?
Também o conceito de racismo é mais vasto que esse sentido estrito que pretende dar-lhe. Volto a formular a pergunta que fiz em cima .. porque não a relação entre israelitas e árabes não judeus?
Por outro lado, o racismo também se traduz pela política de intolerância e pela forma como tratamos outros povos, ou não?
E a construção do muro (ou chame-lhe o que quiser) resulta apenas de uma política de anexação de território indevida e de uma incapacidade de para se relacionar de uma forma democrática e cooperativa com outros povos. Na realidade, na base da sua construção estão os mesmos princípios da construção do Muro de Berlim, ou seja, fracturar a relação entre as populações sejam elas do mesmo povo ou de povos diferentes. Também corresponde a uma política de apartheid porque visa criar espaços de movimentação às populações sejam elas do mesmo povo ou de povos diferentes.
E é um muro seja ele todo em cimento ou de arame farpado electrificado porque o resultado final é o mesmo.
“É que é necessário esclarecer, de uma vez por todas, que os cidadãos palestinianos que vivem nos territórios ocupados por Israel, numa ocupação que apesar de durar há já demasiado tempo, é provisória”
Fiquei a pensar se na realidade sabe o que se passe por lá, se tem lido alguma coisa sobre esta “ocupação provisória”. Por via das dúvidas vou colocar no próximo post um artigo da Visão sobre isso.
É que o muro de betão está a ocupar território palestino destruindo casas, destruindo, em muitos sítios, a economia local porque separou a população dos solos de cultivo que a sustentavam. Para provisório parece-me um investimento muito estranho ....
GIN
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Publicado por agineotonico às 07:35 PM
dezembro 09, 2003
JIMMY CARTER - MAIS UM NÃO A BUSH
Jimmy Carter, Prémio Nobel da Paz de 2002, Ex-Presidente dos EUA, Engenheiro Nuclear, Agricultor e Activista Humanitário diz, numa entrevista à TIMES Magazine, “vou apoiar quem eu ache que terá mais probabilidades de vencer Bush em Novembro de 2004”.
Jimmy Carter considera que a actual Adminstração prejudicou o processo de paz israelo-árabe porque abandonou o compromisso bipartidário e se aliou, claramente, a Sharon.
Em resposta às críticas que lhe dirigem quanto à sua presidência dos Estados Unidos, diz: “mantivemos a paz, conservámos o nosso país seguro, promovemos os direitos humanos em todo o mundo, normalizámos as relações com a china, estabelecemos acordos nucleares com a URSS, conseguimos levar a paz a Israel e ao Egipto. Sinto-me bem com a minha Administração”.
GIN
Publicado por agineotonico às 09:45 PM | Comentários (1)
dezembro 07, 2003
NO COMMENTS
Raide aéreo mata nove crianças
O major Christopher West, porta-voz do comando militar dos EUA no Afeganistão, disse que o alvo era um terrorista dentro de uma casa em Ghazni. Este foi de facto atingido mortalmente mas nove crianças que se encontravam perto foram também vítimas do ataque.
Em Setembro passado foram acidentalmente mortos oito nómadas durante um raide contra milícias suspeitas.
Em Junho de 2002, as forças norte-americanas mataram 48 civis quando uma bomba atingiu uma zona residencial na província de Uruzgan, sendo que 25 pertenciam a uma família que estava num casamento.
(NO COMMENTS)
GIN
Publicado por agineotonico às 03:51 PM
dezembro 02, 2003
EUA APROVAM PROGRAMA DE ARMAS NUCLEARES
Os EUA tornam-se cada vez mais letais e perigosos, constituindo um entrave para a estabilidade mundial.
"Bush aprova lei para desenvolver armas nucleares
O presidente norte-americano assinou, na passada segunda-feira, uma lei que vai desbloquear milhões de dólares, que vão ser reencaminhados para a pesquisa de uma nova geração de armas nucleares
A notícia foi avançada por Scott McClellan, porta-voz da Casa Branca, que garantiu que a lei vai permitir a canalização dos fundos necessários para os programas nucleares do Departamento de Energia.
Entre as investigações que agora vão decorrer está incluído um estudo de viabilidade do desenvolvimento de bombas nucleares anti-bunker, que são capazes de destruir centros de comando e controlo subterrâneos, bem como depósitos de armas.
Está também previsto um outro estudo sobre armas nucleares utilizáveis em ataques de alta precisão.
A legislação aprovada por George W. Bush (na foto) vai atribuir verbas para acelerar os trabalhos no Centro de Ensaios Nucleares do Nevada, o que o pode tornar apto a efectuar testes com estas armas dentro de dois anos."
É caso para perguntar porque ameaçaram a Coreia.
GIN
Publicado por agineotonico às 07:18 AM | Comentários (3)
dezembro 01, 2003
RESISTÊNCIA IRAQUIANA (2)
Enviados especiais da “Visão” ao Iraque falam com membro da resistência iraquiana em Ramadi, cidade a cerca de 100 km de Bagdad, que tem sofrido uma média de 20 ataques diários.
Falaram com “Pai da Noite” (nome de código) que diz que:
- não são a favor de Bush, nem de Saddam, nem aprovam este Conselho Interno porque é constituído por pessoas que vieram de fora do país para servir os americanos:
- neste momento – há 2 resistências – uma republicana e outra islâmica - e que ambas têm como objectivo libertar o Iraque da ocupação americana. Que o facto de os terem libertado de Saddam, não lhes dá o direito de lhes ocuparem o país;
-o norte pertence aos Curdos, que os seus chefes são pró-americanos, mas que povo também é islâmico e também se irá revoltar;
- os Xiitas do sul estão preparados para resistir, mas ainda não têm ordens dos seus Imãs. Estão surpreendidos com isso, porque estão até disponíveis para aceitar que os Xiitas assumam o governo do país;
- o objectivo da resistência é expulsar os americanos do país inteiro. Bush, Blair e Bremer mentem ao mundo quando dizem que a resistência é feita por seguidores de Saddam e que apenas um quarto dos membros da resistência estão agora no activo;
- o dinheiro que os financia vem da população local e do material deixado pelo exército iraquiano. Havia 20 milhões peças de armamento que está em boas mãos;
- a resistência não tem grande organização, nem líderes, são um somatório de grupos que resistem, que não aceitam esta invasão e que respeitam os princípios islâmicos;
- o perfil do resistente é o de uma pessoa fiel à sua religião, tem bons princípios, tem um emprego e, com o seu salário, compra armas e munições;
- o alvo prioritário da resistência são, em primeiro lugar, os americanos e depois os espiões dos americanos, como os chefes das tribos que com eles colaboram;
- muitos terroristas são kuwaitianos que entraram em abril no Iraque com os americanos e que, para se vingarem da invasão que sofreram, incendiaram edifícios no Iraque e continuam a lançar a confusão;
- a Al Quaeda é, tanto no Afeganistão como no Iraque, uma justificação americana para invadir os dois países, porque o 11 de Setembro e o ataque agora na Turquia nada têm a ver com o Islão, mas sim com a política externa americana que se está a voltar contra eles próprios;
- os americanos são cristãos que é a religião que está mais próxima do Islão. Se tivessem derrubado Saddam e se tivessem ido embora, teriam as portas abertas. Terem ficado a ocupar o solo iraquiano, morrerão todos. Não era preciso ser um intelectual para perceber que não era uma libertação que estava para acontecer, mas sim uma ocupação;
- o Iraque passou, recentemente, por 3 guerras. Todos os iraquianos têm, pelo menos, 8 anos de experiência militar. “O iraquiano é um soldado desde criança, tem organização, tem fé e comporta-se como um caçador.”
GIN
Publicado por agineotonico às 11:25 PM | Comentários (1)
novembro 30, 2003
ESTÃO A ZANGAR-SE AS COMADRES?
Zangaram-se as comadres e agora vem a verdade ao de cima?
Não deveriam os EUA ser condenados pela comunidade Internacional por invasão e ocupação militar de outro país?
"A CIA admitiu que não tinha "informações precisas" sobre a alegada existência de armas de destruição maciça no Iraque quando elaborou um relatório, no ano passado, que serviu para justificar a guerra ...
as lacunas e outras incertezas relativas ao Iraque foram expostas ao Presidente George W. Bush e aos responsáveis políticos, no relatório de Outubro de 2002, documento em que a Administração americana se baseou para assegurar que o Iraque tinha armas de destruição maciça ...
Precisamos de informações precisas sobre muitos aspectos-chave do programa iraquiano de armas de destruição maciça ...
Do relatório concluiu-se, porém, que o Iraque tinha armas de destruição maciça - químicas e biológicas -, bem como mísseis de mais de 150 quilómetros de alcance, o limite máximo imposto pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ..."
GIN
Publicado por agineotonico às 04:46 PM
EUA E O ESFORÇO DE PAZ
"O primeiro-ministro palestiniano pediu hoje aos Estados Unidos que façam um maior esforço pela paz no Médio Oriente e que impeçam Telavive de construir o muro de separação entre Israel e os territórios palestinianos ...
Mas Qorei acrescentou: "Queremos que os Estados Unidos pressionem o governo israelita a pôr um fim às violações que ameaçam o processo de paz, como a barreira de segurança [o muro em construção], a separação racial, os colonatos e o cerco imposto aos palestinianos"."
A ideia de esforço para a paz entre israelitas e palestinos torna-se clara nestas declarações dos responsáveis americanos
"O mesmo responsável (americano) afirmou que a Administração Bush está a realizar esforços para voltar a reanimar as negociações entre israelitas e palestinianos.
Os Estados Unidos têm vindo a pedir insistentemente a Ahmad Qorei que desmantele os grupos radicais palestinianos que levam a cabo os ataques suicidas contra alvos israelitas, um passo que Israel considera fundamental para que as conversações entre as duas partes em conflito possam ser retomadas."
Claro, o problema ali são os palestinos ..
GIN
Publicado por agineotonico às 04:38 PM
novembro 28, 2003
A Resistência Iraquiana
No Iraque a violência tem vindo a aumentar. As chamadas forças aliadas respondem cada vez com maior violência ao crescendo da resistência iraquiana.
Resistentes iraquianos concederam uma entrevista a dois enviados especiais da Visão e revelam a sua determinação em combater as forças invasoras, mesmo que estando agradecidos por terem afastado Saddam do poder.
Este grupo de resistentes de Ramadi, uma cidade problemática a 100 km de Bagdad, tem apenas a uni-los a crença religiosa e a convicção de que não querem estrangeiros a guiar os seus destinos.
Não é uma organização estruturada, nem têm um líder único.
GIN
Publicado por agineotonico às 07:16 AM
novembro 24, 2003
Ao contrário do que diz José Manuel Fernandes
Ao contrário do que diz José Manuel Fernandes, no seu artigo “Quem nos ameaça: a América ou os terroristas?” (Público de 21/11/03), as pessoas que, como eu, consideram que a invasão do Iraque foi motivada por interesses económicos, políticos e estratégico-militares, não têm dificuldade em “dizer, com clareza, se se está ou não de acordo com o programa de promoção da democracia no Médio Oriente”, nem têm “confundidas as nossas prioridades!" E baralhadas as nossas referências”.
Quem tem, eventualmente, as prioridades e as referências baralhadas, são as pessoas acham que com a invasão militar de um país podem instaurar uma democracia.
Ainda mais baralhadas estão as suas referências quando fazem afirmações tipo” E onde está a ameaça? Naqueles que, por fanatismo religioso, por obediência a uma leitura distorcida e falsa do Islão, se atiram com explosivos contra gente pacífica e inocente - como fizeram em Nairobi, no Iémen, em Nova Iorque, em Bali, em Riade, em Bagdad, em Nassiryah, agora em Istambul”.
É que estas afirmações, para além de demonstrarem uma propositada desinformação sobre a origem desses actos, insultam toda a população muçulmana, na medida em que se fazem de forma generalizada.
É com base nesta teoria que os EUA se tornam numa ameaça para todo o mundo e, em particular, para o Médio Oriente.
Basta ler a comunicação social para ter consciência de onde nos levou a política agressiva dos Estados Unidos, secundada pelos países que integraram a chamada “coligação”, quando decidiram invadir o Iraque.
Se o mundo já tinha as suas bolsas de insegurança e instabilidade, agora assiste-se a uma verdadeira escalada de violência generalizada.
É que o apoio à construção de democracias faz-se através de estratégias democráticas, de incentivos ao desenvolvimento económico, social e cultural. Faz-se através da cooperação e do desenvolvimento e não através de intervenções militares que põem em causa a soberania de outros países por muito violentos e agressivos que sejam.
Admito a possibilidade de uma intervenção militar em situação limite, o que não era o caso, como foi provado pelos inspectores da ONU.
Este artigo de José Manuel Fernandes é, não só de uma hipocrisia imensa, como uma outra forma de dizer como Bush “ou estão connosco ou estão contra nós”.
Por mim, digo claramente, estou contra.
Estou contra a política belicista dos EUA, estou contra a tentativa dos EUA de dominarem zonas estratégicas do mundo sob o ponto de vista económico e estratégico-militar, estou contra ocupação militar do Iraque, estou contra as ameaças que estão a ser dirigidas a outros países do Médio Oriente.
Não considero que tenha as referências baralhadas, tenho é referências diferentes das do autor deste artigo e, como estou numa democracia, tenho o direito de as ter sem que me digam que as minhas estão baralhadas.
Quanto à questão de Israel, José Manuel Fernandes, também tem uma resposta pronta, é: - para quê apoiar os palestinos se “o Arafat, hoje por hoje um obstáculo tão grande à paz como Ariel Sharon”?
Esta é ir longe demais, é ignorar o sofrimento do povo palestino, é fazer de conta que não se vê o que Israel está a fazer a este povo dentro do seu próprio território.
Por muito que se não queira, e na mesma perspectiva que defende este autor, a pergunta tem que ser feita: porque não invadir Israel e pôr cobro à destruição do povo palestino e à ocupação dos seus territórios?? Porque não invadir Israel que tem sido a culpada do aumento do terrorismo naquela zona do globo?
GIN
Publicado por agineotonico às 05:31 PM | Comentários (2)
novembro 18, 2003
REPRESENTANTE ITALIANO DEMITE-SE
O representante do governo italiano junto da autoridade provisória no Iraque, Marco Calamai, anunciou hoje a sua demissão, por discordar da política da coligação dirigida pelos Estados Unidos naquele país.
«Estou em profundo desacordo com a política da coligação, tanto no respeitante à reconstrução económica do país, como à transição democrática», explicou Marco Calamai à imprensa italiana, assinalando que «a autoridade provisória não funciona».
«Os projectos postos em prática não funcionam e os iraquianos estão cada vez mais furiosos», insistiu Calamai, na opinião do qual que «aquele mal-estar social só encoraja o terrorismo».
(NO COMMENTS)
GIN
Publicado por agineotonico às 07:32 PM
novembro 17, 2003
DETENÇÕES À AMERICANA
"O exército norte-americano confirmou a série de explosões, domingo à noite, em Bagdad, explicando que, provavelmente, terão ocorrido no âmbito da «Operação Martelo de Ferro», que visa a detenção dos suspeitos dos ataques à coligação na capital iraquiana."
Técnica de detenção ou apenas uma questão de ocultar a realidade do que se passa no Iraque?
GIN
Publicado por agineotonico às 05:54 AM | Comentários (1)
novembro 12, 2003
UM PERIGO CHAMADO ESTADOS UNIDOS
Os EUA continuam na sua política de agressão internacional. Clara que está a sua incapacidade para gerir e resolver de forma adequada o sarilho que arranjaram com a invasão do Iraque, arranjaram um culpado à mão, e já previsível dentro do contexto do patético discurso do "eixo do mal" - a Síria.
Esperemos, sinceramente, que a Europa não vá de novo atrás do choro e dê apoio a mais esta posição que vai no sentido do alargamento do conflito no Médio Oriente.
Governo de Damasco é acusado de apoiar o terrorismo pelos EUACongresso americano aprova sanções contra a Síria
"O regime sírio tem uma escolha difícil a fazer, ou continuar a abrigar e a apoiar grupos terroristas ou a agir de forma a contribuir para o restabelecimento da estabilidade" no Médio Oriente, afirmou o presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado, o republicano Richard Lugar, um dos co-autores do texto, que diz apoiar "o projecto-lei porque é baseado na ideia de que a Síria vai modificar o seu comportamento".
GIN
Publicado por agineotonico às 07:17 AM
novembro 11, 2003
MILIONÁRIOS CONTRA BUSH
George Soros, argentino naturalizado americano, é um empresário e investidor que se dedica a actividades filantrópicas.
Decidiu, juntamente com outros milionários, financiar uma campanha contra a reeleição de Bush.
Na sua opinião "o destino do mundo depende dos EUA e o presidente Bush está a conduzir-nos na direcção errada ... vivi a ocupação alemã e soviética, e aos meus ouvidos soam todas as campainhas de alarme quando ouço o presidente Bush dizer que quem não está connosco, está contra nós".
Num livro que sairá em breve, ele critica duramente a administração Bush de manter "uma política de domínio mundial disfarçada de luta contra o terrorismo" e de utilizar a força e ignorar a cooperação internacinal".
Considera ainda que o argumento "podem ter liberdade desde que façam o que dizemos", soa a retórica da antiga União Soviética.
George Soros criou o Instituto para Uma Sociedade Aberta, que actua em mais de 50 países, principalmente no leste europeu e na ex-URSS.
Tem feito doações para actividades que visam fortalecer a sociedade civil, as reformas que permitam afirmar as economias de mercado, a saúde, a educação e os direitos humanos.
GIN
Publicado por agineotonico às 04:41 PM | Comentários (1)
novembro 10, 2003
FELIZMENTE AUMENTAM VOZES DISCORDANTES
No dia 1 de Novembro, em Telavive, juntaram-se 100 mil pessoas numa homenagem ao líder trabalhista assassinado em 1995, Yitzhak Rabin.
Serviu esta manifestação, também, para protestar contra a política belicista do governo israelita sobre a população palestiniana e a ocupação dos seus territórios ...
GIN
Publicado por agineotonico às 04:37 PM
novembro 07, 2003
O BUSH É UM CÓMICO
George W. Bush, defendeu hoje que o governo iraniano deve responder às aspirações democráticas do seu povo ou perderá toda a legitimidade ... defendeu ainda que os palestinos devem enveredar pela democracia de modo a resolverem o conflito do Médio Oriente ...
Bush não fez qualquer referência a Israel e à sua agressão aos palestinos ...
O exemplo que Bush tem dado a todo o mundo com a sua política belicista e de ocupação militar de países fala por si, retira-lhe toda a autoridade para falar em democracia e mais ainda de dizer a outros países que devem democratizar-se.
O exemplo que os EUA têm dado, ao contrário de mostrar aos povos de outros países as vantagens da democratização, mostra-lhes a necessidade de se armarem até aos dentes para se defenderem de possíveis ameaças dos states.
GIN
Publicado por agineotonico às 07:32 AM | Comentários (1)
novembro 03, 2003
HOJE GOSTO DE SER CIDADÃ0 EUROPEU
Israel e UE «desagradados» com Eurobarómetro
A presidência UE declarou-se «surpreendida e desagradada» com os resultados da sondagem, segundo a qual Israel é maior ameaça à paz mundial para quase 60 por cento dos europeus. Também Israel Israel ficou «decepcionado e indignado»
«O ministro dos Negócios Estrangeiros, Franco Frattini (na foto), em nome da presidência da União Europeia, exprime a sua surpresa e desagrado pelo sinal erróneo dado por uma sondagem de opinião encomendada pela Comissão Europeia», indica um comunicado oficial.
O resultado do Eurobarómetro, frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Franco Frattini, resulta de «uma questão ambígua» e «não reflecte a posição da UE», «repetidamente expressa pelas suas instâncias».
O chefe da diplomacia italiana acrescenta que a UE está «tanto mais contrariada quanto está perfeitamente consciente de que a população israelita é duramente atingida pelo terrorismo».
Israel ficou «decepcionada e indignada»
Israel respondeu, entretanto, por intermédio da sua missão junto da UE, afirmando-se «decepcionado e indignado».
«É com grande tristeza que percebemos que a maioria dos cidadãos europeus considera Israel como a maior ameaça à paz no mundo», afirmou a missão israelita junto da UE, em comunicado hoje divulgado em Bruxelas.
«Estamos, não apenas tristes, mas indignados», acrescenta o comunicado, que lamenta que «os europeus sejam cegos relativamente ao sofrimento e às vítimas israelitas».
Coitados, eles são tão cuidadosos com os palestinianos!!
Até lhes estão a construir um muro para os proteger das intempéries, estão a povoar os seus territórios com pessoas de bem, tem-nos ajudado a fazer a demolição de casas e das suas cidades com os seus tanques ...
que mais querem os europeus???
TÓNICO
Publicado por agineotonico às 10:08 PM
novembro 02, 2003
UM IRAQUE DEMOCRÁTICO
Para Rumsfeld, "o dia de hoje é um dia trágico" para os EUA, que perderam 15 militares, mas garantiu que Washington não tem pretensões de abandonar o Iraque antes da eleição de um governo democrático. "O trabalho é difícil, é duro e vai demorar algum tempo, mas estamos a fazer progressos", sublinhou, para, de seguida acrescentar: "podemos ganhar esta guerra, vamos ganhar esta guerra".
Em que país do mundo onde os EUA intervieram directa ou indirectamente, foi eleito um regime democrático????
GIN
Publicado por agineotonico às 09:37 PM | Comentários (1)
outubro 29, 2003
QUEM VIER ATRÁS QUE FECHE A PORTA
George W. Bush diz-se disposto a dar garantias de segurança (sabe-se lá que quer isto dizer vindo de quem vem) à Coreia do Norte se esta abandonar o seu Programa Nuclear.
Na mesma altura em que faz esta declaração - Fórum de Cooperação Ásia/Pacífico, a decorrer em Banguecoque com a presença dos líderes de 21 países - recusou a proposta Norte-Coreana de assinatura de um tratado de não-agressão.
Bush falou. Quem vier atrás que feche a porta ...
GIN
Publicado por agineotonico às 03:32 PM | Comentários (2)
outubro 28, 2003
MÁXIMA DE GEORGE W. BUSH
"Considerei os seus comentários censuráveis. Disse-lhe que eram divisionistas e desnecessários. Não gritei com ele, apenas lhe disse isso."(G.W.Bush sobre as declarações do 1º Ministro da Malásia acerca dos Judeus)
"Isso prova, uma vez mais, que os judeus se tornaram um poder global, conseguindo influência sobre o país mais poderoso do mundo"
(Mahathir Mohamad, chefe do governo malaio, em resposta a esta declaração)
Publicado por agineotonico às 09:06 PM
outubro 12, 2003
Turistas devem evitar entrar em Espanha

Publicado por agineotonico às 06:07 PM | Comentários (2)
outubro 03, 2003
CONSEQUÊNCIAS da politica agressiva dos EUA
O Ministério da Defesa russo anunciou hoje que poderá rever a sua política militar, nomeadamente no que diz respeito ao armamento nuclear, se a NATO permanecer um bloco militar com uma "doutrina ofensiva".
"Se a NATO se mantiver na qualidade de aliança militar, continuando a actual doutrina ofensiva (que é a sua), será necessário uma transformação profunda da planificação militar russa, incluindo na sua estratégia nuclear"
O exército paquistanês anunciou que «testámos com sucesso o Hatf-III», como disse o general Shaukat Sultan, sem adiantar onde foi realizado o teste.
O general esclareceu que o teste não tinha motivações políticas, mas que foi ao encontro de «necessidades técnicas» inerentes ao programa de desenvolvimento de mísseis no país.
... Mais tarde, um comunicado do exército adiantou que este foi o primeiro teste de uma série de outros semelhantes, que deverão ser levados a cabo nos próximos dias.
Publicado por agineotonico às 07:40 AM
setembro 25, 2003
Até que enfim em Israel
Felizmente que alguém começa a ter juízo em Israel. Mais importante isso é porque a oposição começa a surgir dentro do próprio exército. Pilotos israelitas recusam-se a atacar alvos palestinianos
Publicado por agineotonico às 11:31 PM