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janeiro 20, 2005
Quando a anormalidade tem voz activa
João César das Neves disse na TSF: "Crise? Portugal tem é de começar a trabalhar e deixar-se de tretas."
Confesso que estou farta que me mandem trabalhar mais. A ideia repetida à exaustão de que a culpa do país estar neste estado deplorável é dos trabalhadores portugueses que são todos uns madraços já é excessiva e apenas serve para esconder a realidade.
O que faz uma empresa competitiva, ou um serviço público eficaz é a forma como são geridos. Queremos, pois, começar a ouvir que a culpa da falta de competitividade das empresas portuguesas tem a ver, na maioria dos casos, com as suas más escolhas de gestores, e que o estado da administração pública tem a ver com as más escolhas das suas chefias.
Parece evidente, que estas más escolhas se reflecte na qualidade da prestação de trabalho dos trabalhadores e, consequentemente, na capacidade de o nosso país se renovar e se tornar competitivo.
"Em 2002, 16,5% dos quadros superiores, 26% dos quadros médios, 73% do encarregados e contramestres, 43% dos Profissionais Altamente Qualificados, e 76,7% dos Profissionais Qualificados das empresas portuguesas tinham apenas o ensino básico ou menos". (...) "Os baixos níveis de qualificação profissional associados a baixos níveis de escolaridade quer de trabalhadores quer de patrões em Portugal, constitui um obstáculo à transformação de uma economia baseada principalmente em trabalho pouco qualificado e salários baixos, como é ainda a nossa, numa economia desenvolvida assente em trabalho qualificado e salários elevados. A persistência desta situação constitui também uma das causas estruturais (não a única, evidentemente) da grave crise que o país enfrenta neste momento. Ignorá-la, como tem sido feito, é prolongar essa crise, e tornar as suas consequências sociais ainda mais graves".
(Portugal: Qualificação do patronato também é baixa)
Publicado por agineotonico às janeiro 20, 2005 07:48 AM
Comentários
Estou farto de ouvir esse César das Neves!
É um palerma como qualquer outro que também vive à conta do Estado e que tem ideias milagrosas para tudo. Se as ideias desse tretas são tão boas, porque será que ninguém até hoje ousou passá-las à prática?
Ele está certo e todos os outros errados?
Publicado por: canzoada às janeiro 23, 2005 12:15 PM
Não dão emprego aos recém licenciados...os astutos empresários portugueses preferm investir em mercedes, e depois o problema é que não somos produtivos. A questão do investimento privado em Portugal é que o capital não circula na sociedade ficando no poder dos mesmos que à vinte anos atrás. Logo quem tem poder para investir não são aqueles que vão dar mais utilidade ao uso do capital. Conclusão os empresários portugueses são burros, incompetentes e pouco dinâmicos.
Publicado por: M.G. às janeiro 21, 2005 08:42 AM
Concordo. Estou farto de ouvir que temos uma produtividade baixa e que trabalhamos menos que outros paízes mais desnvolvidos. Já não pega.
Publicado por: Marco às janeiro 20, 2005 10:55 PM