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novembro 25, 2004

Défice


Bagão Félix como bom pai de família, trata o orçamento de Estado como se trata um filho - "encaminhando-o".
"Temos tudo encaminhado para ter um défice de 2,9%», disse Bagão Félix, presente em Lisboa num debate promovido pela Associação Cristã de Empresários e Gestores".

Encaminhando-o através do reforço "positivo", sem penalizações e com compreensão para quem não paga os seus impostos: "A receita fiscal para 2005 foi estimada com muita prudência. Era fácil diminuir as receitas extraordinárias, empolando artificialmente a cobrança de impostos (...) Se houver mais cobrança fiscal do que a prevista no orçamento não será usada para financiar mais despesas", sossega Bagão Félix.

Bagão Félix acrescenta ainda que dos 4 critérios inicialmente previstos para aceder às contas bancárias, apenas dois serão levados a Parlamento para apreciação: "a existência e índices de pratica de crimes em matéria tributária e a existência de factos completamente identificados e indicadores da falta de veracidade do declarado". Os outros dois, acesso "às contas bancárias dos contribuintes com dívidas ao fisco e nos casos em que se revelasse impossível comprovar e quantificar a matéria tributável", serão excluídos como motivos.

Publicado por agineotonico às novembro 25, 2004 07:18 AM

Comentários

Mas parece que a forma como dirige o encaminhamento do défice não ser o mais adequado, pelo que uma certeza podemos ter os Fundos de Pensões da CDG, ANA e Casa da Moeda, vão ficar descapitalizados e quem vier a seguir que se vire os reponha. Como tal tarefa não será fácil ficam comprometidas em termos futuros as pensões a pagar aos respectivos beneficiários. Ou seja este cristão encaminha o filho "orçamento" apenas neste momento depois deixa-o à sua sorte.

Publicado por: congeminações às novembro 25, 2004 10:28 PM