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novembro 22, 2004
Como nos tornamos coniventes
Por que Washington e os mass media recorrem descaradamente à mentira sistemática e aos eufemismos? Basicamente para reforçar o apoio de massas interno ao assassínio em massa no Iraque. Os mass media fabricam uma teia de mentiras para assegurar um verniz de legitimidade para métodos totalitários a fim de que as forças armadas americanas continuem a destruir cidades com impunidade. A técnica aperfeiçoada por Goebbels na Alemanha e praticada nos EUA é repetir mentiras e eufemismos até que se tornem 'verdades' aceites, e incorporadas na linguagem diária. Os mass media ao efectivamente tornarem rotina uma linguagem comum envolvem a sua audiência. As preocupações tácticas dos generais, dos comandantes a dirigirem a carnificina (pacificação) e dos soldados a assassinarem civis são explicadas (e consumidas pelos milhões que os ouvem e assistem) por autoridades sem contestação através de jornalistas submissos e dos famosos "âncoras" do noticiário. A unidade de objectivo entre os agentes da matança em massa e os público americano de todos os dias é estabelecida através de "relatos de notícias". Os soldados 'pintam os nomes' das suas esposas e namoradas sobre os tanques e veículos blindados os quais destroem famílias iraquianas e transformam Faluja em ruínas. Soldados que retornam do Iraque são "entrevistados" perguntando-se-lhes se querem retornar para 'estar com o seu pelotão' e 'exterminar os terroristas'. Nas forças de combate americanas nem todos experimentam as alegrias de disparar sobre civis. Estudos médicos relatam que um em cada cinco soldados que retorna sofre de severo trauma psicológico, sem dúvida por testemunhar ou participar no assassínio em massa de civis. A família de um soldado regressado, que recentemente cometeu o suicídio, relatou que ele referia-se constantemente às mortes de crianças desarmadas nas ruas do Iraque de que fora responsável — chamando-se a si próprio de "assassino". Além destas notáveis excepções, a propaganda dos mass media pratica várias técnicas, as quais aliviam a 'consciência' dos soldados americanos e dos civis. Uma técnica é a 'reversão de papéis' ao atribuir os crimes da força invasora às vítimas. Não são os soldados que causam destruição de cidades e matam, mas as famílias iraquianas que 'protegem os terroristas' e "trazem sobre si próprias o bombardeamento selvagem". A segunda técnica é relatar apenas baixas americanas provocadas pelas 'bombas terroristas' — omitir qualquer menção aos milhares de civis iraquianos mortos pelas bombas e artilharia americana. Tanto a propaganda nazi como a americana glorificam os 'heroísmo', o 'êxito' das suas forças de elite (as SS e os Marines) na matança de 'terroristas' ou 'insurrectos' — todo civil morto é contado como um 'suspeito de simpatizante do terrorismo.
(James Petras in resistir)
Publicado por agineotonico às novembro 22, 2004 07:23 AM
Comentários
Não consigo entender a causa. Estou aaqui a comentar sem qualquer dificuldade, no entanto nem sequer consigo aceder aos comentadores de vários outros amigos. Quanto ao post, eu pessoalmente não culpo qualquer soldado americano ou doutro País que constitua as forças de coligação no terreno porque aquela guerra imposta aos iraquianos é razão suficiente para que eles cometam actos de irracionalidade muitas
vezes até por razões de cobardia.
Publicado por: congeminações às novembro 22, 2004 07:21 PM