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novembro 26, 2004

Clonagem: grande divisão na ONU

A Assembleia Geral das Nações Unidas votou, em 2003, a autorização para investigar células estaminais, depois deste assunto ter sido aprovado por uma curta margem no mês anterior - 80 votos a favor, 79 contra e 15 abstenções.
O Governo norte-americano fez pressão para que o assunto fosse de novo votado, na esperança de que a ONU impedisse a investigação a nível global. Enquanto a comunidade internacional está de acordo sobre a interdição da clonagem humana reprodutiva, a divisão em relação à clonagem terapêutica é muito acentuada.
Os Estados Unidos quiseram angariar apoio de cerca de uma centena de países para proibir as duas práticas, mas o que acabou por ficar decido foi que tinha de se chegar a um consenso para que a votação da ONU pudesse ser aplicada.

De novo este ano, no dia 19 de Novembro foi, felizmente, chumbada a proposta da Costa Rica que visava proibir toda e qualquer técnica de clonagem. Esta proposta foi subscrita por Portugal, Estados Unidos e vários países subdesenvolvidos. O Conselho dos Laboratórios Associados fez sair um comunicado chamando a atenção para a obrigatoriedade de consulta aos especialistas nacionais e a organismos internacionais independentes ... o que não aconteceu no nosso país.

Publicado por agineotonico às novembro 26, 2004 03:44 PM

Comentários

... Felizmente a clonagem de bactérias não está sujeita a tantas questões de ética, nem divisões de opinião... Seja como for, parece-me que a utilização vigiada de clonagem de orgãos com fins terapêuticos poderá ser benéfica. Clonagem de um ser humano completo, seja porque motivo for? Acho uma aberração.

Publicado por: lima às novembro 28, 2004 12:32 AM