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outubro 07, 2004

Jack Stroke

Depois do relatório sobre a armas de destruição em massa concluir que o Iraque não tinha nem estava em vias de ter essas armas, Jack Straw afirma: "Saddam era pior do que se imaginava".

Perante estes resultados da Comissão, gostaria de saber se não seria possível um grupo de cidadãos levar ao Tribunal Internacional uma queixa contra os responsáveis dos países da coligação que procederam à invasão de um país soberano.
Seria um acto de cidadania maior do que assinar petições sobre "a libertação da Lúcia" e o "Luís Delgado para o Iraque já", que, tendo graça, não constituiu um exercício sério da mesma, não nos coloca numa posição de inegável desacordo com a política internacional da actual administração americana, nem faz de nós defensores sérios dos direitos humanos. O mesmo em relação ao conflito Israel/Palestino, que já não tem os contornos de conflito mas de genocídio puro.
A ineficácia dos nossos "discursos" (muitos deles medrosos) sobre a nova política expansionista e belicista da economia neoliberal não se traduz em nenhuma "acção" concreta. De certa forma é como estarmos calados e "quem cala consente".
Não sei como fazê-lo, porque os meus conhecimentos não mo permitem. Mas seria uma iniciativa que, não só considero necessária para dar visibilidade às vozes que se mantêm discordantes com as novas políticas hegemónicas, como mostraria que ainda sabemos ser cidadãos de voz activa.

Publicado por agineotonico às outubro 7, 2004 07:47 AM

Comentários

Há uma iniciativa internacional em curso, o TMI, Tribunal Mundial para o Iraque, tipo Tribunal Russell para a Paz, já com três núcleos a funcionar em Portugal (Lisboa, Porto e Almada) e que tem como subscritores mais mediáticos José Mário Branco, Fausto.... O núcleo de Almada criou há poucos dias um blogue http://tmiapalmada.blogs.sapo.pt

Publicado por: o uno e o múltiplo às outubro 7, 2004 03:55 PM

A minha adesão a este espaço, incluía o desejo de dissolver o sentimento de impotência, de desorganização, de desmotivação e falta de iniciativa que pelos motivos óbvios, grassa na sociedade potuguesa e um pouco por toda a parte.
Largamos muitas postas, a partir do conforto das nossas casas e depois vamos dormir o sono dos «justos»; a inércia deve-se em parte ao atavismo cultural, aguardamos a vinda de um salvador que resolverá todos os problemas.
O número de cidadãos preocupados e conscientes da crise civilizacional que a humanidade está a atravessar provavelmente não para de aumentar, e são esses cidadãos que terão de encontrar alternativas, unir-se, e ter capacidade para ultrapassar divergências e resistir ao avanço da barbárie. Afinal só existe uma Terra, e uma Humanidade.

Um abraço
Rodrigo Ribeiro

Publicado por: Rodrigo Ribeiro às outubro 7, 2004 08:13 AM