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outubro 28, 2004
Coerência na política internacional
O Tratado de Não-Proliferação Nuclear está baseado na distinção entre as cinco potências nucleares, que fabricaram ou accionaram uma arma nuclear antes de 1º de janeiro de 1967, e os países não-dotados de armas nucleares. Nos termos do tratado, as potências nucleares comprometem-se a não transferir armas nucleares para ninguém, nem ajudar qualquer país a adquiri-las. O tratado contém o compromisso recíproco dos Estados não possuidores de armas nucleares de não desenvolver ou comprar estas armas, e, em compensação, garante-lhes o acesso ao uso pacífico da energia atómica, condicionando isso ao controle da AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica), com sede em Viena.
O Irão resiste a pressões e mantém programa nuclear
Na 2ª feira, 18 de outubro de 2004, três dias depois do encontro do chamado Grupo dos Oito (G-8) em Washington, que ratificou a ‘recomendação’ para que o Irão cesse de imediato as actividades de enriquecimento de urânio, em entrevista a agência de notícias oficial Irna, o secretário-geral do Conselho Nacional Supremo de Segurança do Irão, Hassan Rohani, informou que, embora esteja disposto a negociar com a Comunidade Europeia o processo de enriquecimento de urânio, não renunciará ao uso da energia nuclear com fins pacíficos. Sem papas na língua, Hassan Rohani avisou aos governos do Reino Unido, França e Alemanha – países que vêm funcionando como intermediários dos EUA – que, "se o tema for a renúncia do Irão a seus direitos, nossos representantes não têm permissão para manter conversações com ninguém". Os argumentos do iraniano são fortes. "Não aceitamos que ninguém diga que é correcto países da UE e os EUA gozarem da energia nuclear e petroquímica, mas o Irão não possa fazer o mesmo", afirmou Hassan Rohani.
Congress, with only a limited debate, has given the Bush administration a green light for the biggest revitalization of the country's nuclear weapons program since the end of the Cold War, leaving many Democrats and even some hawkish Republicans seething.
"This has been a good year," said Linton Brooks, the administrator of the National Nuclear Security Administration, which develops and manages the country's nuclear weapons arsenal. "I'm pretty happy we essentially got what we wanted."
Reversing a decade of restraint in nuclear weapons policy, Congress agreed to provide more than $6 billion for research, expansion and upgrades in the country's nuclear capabilities. While Congress approved large sums to maintain the existing nuclear arsenal even during the Clinton years, this year's increases will finance multiyear programs to design a new generation of warheads as well as more sophisticated missiles, bombers and re-entry vehicles to deliver them. "This is a fairly radical new way of thinking about things," Brooks said, adding that it amounted to "a more fundamental shift in the way we look at this than many people realize."
Os Estados Unidos pediram hoje que a Coreia do Norte pare de ostentar a sua capacidade nuclear e retorne à mesa de negociações, a fim de resolver a crise nuclear na península coreana.
A declaração de Choe é de uma explicitação sem precedentes. Pyongyang havia usado anteriormente termos vagos como "dissuasão nuclear" para se referir a sua capacidade nuclear. Em reacção, o porta-voz do Departamento de Estado Richard Boucher disse hoje que o facto "reforça a necessidade de se eliminar programas de armas nucleares na península coreana" através de negociações.
Os Estados Unidos estão envolvidos numa negociação com cinco países (Coreia do Norte, Japão, Coreia do Sul, Rússia e China) para pôr fim as investidas nucleares de Pyongyang. Depois de três encontros, a Coreia do Norte nega-se a comparecer ao quarto, que aconteceria este mês, devido à política "hostil" e às experiências nucleares secretas na Coreia do Sul.
A Coreia do Norte – ao reabrir o reactor de Yongbyon e ao não cumprir com suas promessas passadas – faz com que os Estados Unidos hesitem em voltar à mesa de negociações. Se a Coreia do Norte não cumpriu sua parte do acordo no passado, por que as coisas seriam diferentes dessa vez? O governo Bush fez uma série de ameaças, mas o ditador Kim Jong Il ignorou-as, sucessivamente.
EUA querem vender reactores nucleares para a China.
Na 4ª feira, 20 de outubro de 2004, ao tempo que, em Resende, o técnico norte-americano infiltrado na missão da AIEA procurava desvendar os mistérios da tecnologia revolucionária que o Brasil vai usar na produção de combustível nuclear, em Pequim, a agência oficial Xinhua noticiava que os EUA estão tentando vender reactores nucleares de terceira geração para as centrais de energia atómica da China. Em entrevista, o presidente da Comissão Nuclear Reguladora dos EUA, Nils Diaz, declarou que, nos próximos meses, a empresa norte-americana Westinghouse Electric, que em fevereiro pediu autorização para construir reactores de 1.100 megawatts nas províncias de Zhejiang, no leste, e de Cantão, no sul da China, vender um reactor AP-1000 de terceira geração à China. Para autorizar o negócio, o governo dos EUA está tentando obter garantias de que a China não venderá tecnologia de terceira geração a países como Irão e Coreia do Norte. Nos próximos 15 anos, a China vai construir mais 28 reactores nucleares, ampliando sua geração de energia atómica para 36.000 megawatts, cobrindo 4% de suas necessidades energéticas.
EUA quer ampliar cooperação nuclear com a Índia.
Na 5ª feira, 21 de outubro de 2004, dentro de uma ‘iniciativa para ampliar a cooperação bilateral nos campos das actividades nucleares civis, programas espaciais civis, comércio de alta tecnologia e diálogo sobre a defesa de mísseis’, a secretária-adjunta dos EUA para a Ásia, Christina Rocca esteve em Nova Dehli, onde manteve reuniões com altos funcionários do ministério das Relações Exteriores da Índia, inclusive com S. Jaishankar. Além da omnipresente ‘guerra contra o terror’, a norte-americana tratou sobre cooperação no campo nuclear e de tecnologia de ponta entre os dois países. Pelo que a embaixada dos EUA divulgou, nos próximos meses, um especialista em tecnologia norte-americano vai à Índia para coordenar o intercâmbio de tecnologia de ponta, inclusive a nuclear, tendo em suas atribuições o controle se a tecnologia exportada para a Índia será usada de acordo com a licença original.
Publicado por agineotonico às outubro 28, 2004 08:16 PM