« Constatação | Entrada | Pena de Morte »
setembro 27, 2004
A caminho da igualdade
Mais de dois milhões de portugueses viviam, em 2000, com menos de 280 euros por mês e não dispunham de casa de banho, água quente ou aquecimento em casa, segundo um estudo do Instituto Nacional de Estatística, divulgado hoje".
"Mais de um quinto da população portuguesa (estimada em cerca de dez milhões de pessoas) não tinha capacidade de comer uma refeição de carne ou peixe de dois em dois dias, não dispunha de banheira, chuveiro ou retrete em casa, nem possuía bens de consumo como um automóvel, televisão ou telefone.
Estes números coincidem com os do relatório da agência Habitat da ONU, divulgado no passado dia 14, segundo o qual 22 por cento da população portuguesa "está em risco de pobreza ou vive com um salário que equivale a menos de 60 por cento da média nacional de rendimentos".
"Apesar de a dimensão da pobreza em Portugal ser alarmante, a investigadora Catarina Silva, autora do estudo, afirma ter-se registado uma diminuição "significativa" do problema na segunda metade da década de noventa, sobretudo devido a um aumento das chamadas transferências sociais, como as pensões e os subsídios. "A partir de 1998 há uma diminuição significativa da taxa de pobreza em cerca de dois por cento e verifica-se que foi esse o ano de implementação do Rendimento Mínimo Garantido", afirmou a investigadora durante a apresentação do estudo, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa."
O congelamento dos salários, o alarmante aumento do desemprego, a destruição do SNS e o seu encarecimento, os previsíveis aumentos sucessivos dos transportes públicos, o descongelamento das rendas são alguns exemplos da promoção da igualdade levada a cabo pelos governos da maioria:
Em breve, 9 milhões de portugueses viverão no limiar da pobreza.
Publicado por agineotonico às setembro 27, 2004 10:59 PM