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junho 12, 2004
Por este andar ...
O Ministério da Educação continua a mostrar a sua incompetência colocando-nos bem ao nível dos países mais atrasados.
A incapacidade para organizar a colocação dos professores tem sido de tal ordem que me começo a perguntar se isto não tem outras intenções.
Por este andar pode ser que o ano lectivo comece lá para Dezembro sem os professores todos colocados e sem que todos os alunos tenham aulas.
Publicado por agineotonico às junho 12, 2004 11:59 PM
Comentários
ABSTENCIONISTAS livres num país de POLÍTICOS CORRUPTOS: hoje vamos ter mais uma esmagadora maioria absoluta! E só precisamos de 31,5%
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Há mais de 20 anos que ganhamos todas as eleições por maioria relativa. Ultimamente temo-las ganho por maioria absoluta porquanto 35% de abstenção implica que apenas 65% dos votos sejam considerados válidos.
Numa base de 10 milhões - para um cálculo facilitado - 35% equivale a 3 milhões e meio.
Do restante 65% - 6.5 milhões - se vai retirar ainda uma percentagem para brancos e nulos - cerca de 2% - pelo que restam 63%.
Se um dos grandes partidos ganhasse as legislativas com maioria absoluta que, pelo método de Hondt, se consegue com meros 42 ou 43% dos votos válidos entrados nas urnas, isso quer dizer que basta que os votantes no partido maioritário cheguem a 2.7 milhões.
Mesmo que considerássemos apenas o número absoluto de votos (e não o método que nos dá a sua representatividade), 50% corresponde a 3,15 milhões de eleitores ou seja: muito menos do que a abstenção que, como vimos, seria de 3,5 milhões de eleitores.
Tecnicamente basta que a abstenção chegue aos 31.5% para ser o PARTIDO MAIORITÁRIO em Portugal.
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Agora atenção: a demissão do voto, ao contrário do que andam para aí a dizer os chonés da politiquice, é uma opção legítima e democrática, já que a democracia não pode ser confundida com eleições, apenas.
A democracia é um regime político que comporta, entre muitas outras coisas, a liberdade de intervenção que pode ser praticada todos os dias nas nossas terras e no nosso país: analisando, criticando, propondo.
Se, na hora de votar, nenhum candidato merece a nossa confiança é da mais elementar justiça e inteligência que NÃO SE VOTE.
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Votar por carneirismo é fazer o que eles querem sem podermos depois moralmente criticar as suas actuações porque afinal nós até votámos neste regime de candidaturas podres.
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Vamos escolher entre um conjunto de ladrões e um conjunto de corruptos?
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Quando existirem políticos desinteressados que coloquem a causa pública à frente das suas causas pessoais, aí valerá novamente a pena votar.
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Até lá, deixemos que a Europa pergunte a estes corruptos porque razão a esmagadora maioria do seu povo lhes vira as costas, recusando-se a legitimá-los no poder.
Eles que respondam!
Publicado por: João Tilly às junho 13, 2004 09:48 AM