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junho 03, 2004
Bushinho Fernandes
Fala-nos aqui das implicações da dependência do petróleo nas nossas vidas.
Do seu ponto de vista o mundo não está a querer enfrentar esta questão mas tem que o fazer por razões de ordem ambiental, económicas e políticas.
Quanto às razões ambientais, não vale a pena falar muito disso, nem o acordo de Quioto tem qualquer importância porque as necessidades de desenvolvimento da China e da India transformá-las-ão nas maiores potências poluidoras do mundo nos próximos anos e elas estão de fora desse acordo (talvez por esquecimento, Bushinho Fernandes não tenha referido os EUA que tb estão de fora e são um dos maiores poluidores actuais).
Privilegiar as energias alternativas é optar por um mal menor porque também elas são poluidoras embora em menor grau. Por isso, parem de criticar e deixem fazer-se barragens, parques eólicos ou grandes centrais de energia solar onde nos der na veneta e sem estudos de impacto ambiental porque isso é o menos.
A crise do petróleo é a grande responsável pelo aumento do custo de vida, pelas privatizações dos bens do Estado, nomeadamente da água, pelo desemprego, pelo congelamento dos salários e desemprego de alguns, pelos ordenados escandalosos de outros nomeados para a FP, pela quantidade de carros topo de gama dos serviços públicos, pelo mau estado da justiça, pela inércia no combate à fuga fiscal e à corrupção de colarinho branco, pelos insultos da Ministra das Finanças aos deputados da oposição, pela degradação da nossa economia ... enfim, é culpada e basta.
Além do mais, é preciso que pelo menos 80% da população portuguesa passe a viver no limiar, ou abaixo do limiar, da pobreza para aprenderem a “sentir necessidade” de mudar de hábitos ... estamos pois no caminho certo.
Mas há ainda outro problema que tem que ser resolvido. O petróleo não pode estar nas mãos de países governados por fundamentalistas satânicos que se organizam no “eixo do mal”, que alimentam o terrorismo porque “haveria por certo maior capacidade de gerar mudanças reformistas nesses países se eles não detivessem a arma do petróleo”.
“Isto não nos é indiferente” e regimes como o da Arábia Saudita e o Irão terão que ser, certamente, “domados” pelo “eixo do Bem” como acontece no Iraque que está a ser abrilhantado com um governo novinho em folha com custos mínimos, porque “cerca de dois terços das reservas mundiais conhecidas de petróleo situam-se na região do Golfo Pérsico” ...
Publicado por agineotonico às junho 3, 2004 10:16 PM