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abril 23, 2004

Professores e Médicos

"Professores e médicos com um nível de eficiência próximo do melhor, mas um desperdício elevado ao nível financeiro: este é o panorama encontrado em Portugal por dois economistas do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) quando analisaram os dados disponíveis para trinta países da OCDE.
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em Portugal deveria ter sido possível, com 30% dos gastos efectuados em Educação, obter os mesmos níveis de sucesso escolar. Já na Saúde seria apenas necessário utilizar 63% dos recursos financeiros, para atingir os mesmos resultados em termos de esperança média de vida e taxa de mortalidade infantil.
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afirma António Afonso, um dos autores, acrescentando que “é no entanto necessário rigor na interpretação dos resultados, uma vez que a eficiência de um país é medida contra um óptimo de eficiência que é teórico”
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Considerando as horas de aulas e o número de professores por estudante, o nível de eficiência português (0,88) surge acima da média da UE alargada (0,84) e é ultrapassado apenas pela Finlândia, Suécia e Alemanha. Isto quer dizer que cada hora de aulas e cada professor ao serviço no sistema educativo português produz resultados próximos dos melhores da Europa. Na Saúde, o cenário é o mesmo. O parâmetro de eficiência para os recursos considerados “médicos, enfermeiros e camas de hospital” é de 0,84. Esta discrepância de resultados mostra que os países onde os recursos são mais caros (por exemplo o salário de um médico ou de um professor), são fortemente penalizados na análise de eficiência financeira."


GIN

Publicado por agineotonico às abril 23, 2004 05:40 PM

Comentários

Podemos então concluir que os professores e os médicos portugueses são mal pagos?

Publicado por: Jazzy às abril 23, 2004 06:12 PM