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abril 13, 2004
Problemas de visão ou perturbação mental?
O Governo de Madrid recomendou aos jornalistas espanhóis que cobrem a ofensiva militar em curso no Iraque para abandonarem o país, na sequência da morte do repórter de imagem da estação televisiva espanhola Tele 5. Ao mesmo tempo, pediu "explicações" aos EUA.
Dois jornalistas morreram hoje na sequência de um ataque, levado a cabo por um tanque norte-americano, contra o Hotel Palestina, em Bagdad, que alberga muitos dos jornalistas que se encontram a cobrir a guerra. Para além do espanhol José Couso, também o operador de televisão ucraniano Taras Protsyuk, que trabalhava para a Reuters, morreu no incidente.
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Na sequência da morte dos dois jornalistas espanhóis, o Ministério da Defesa de Madrid entrou em contacto com os responsáveis dos órgãos de comunicação social do país e pediu-lhes para apelarem aos repórteres para saírem do Iraque, já que correm o risco de se transformarem em "alvos militares".
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Segundo o Comando Central norte-americano (Centcom), que já lamentou a morte dos jornalistas, as forças norte-americanas responderam a "tiros inimigos significativos, provenientes do Hotel Palestina". Esta versão foi contrariada por um repórter do canal de televisão francês France 3, Hervé de Ploëg, que filmou a cena e garante não ter ouvido "nenhum tiro em direcção ao tanque", que disparou contra o hotel. Do ataque resultaram ainda três jornalistas feridos.
Nem só de Espanha vieram os protestos. As organizações profissionais de jornalistas condenaram o sucedido e pediram também explicações a Washington. A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) considerou mesmo o acto um "crimes de guerra". Por seu lado, os Repórteres Sem Fronteiras protestaram contra "o que parece ser um acto deliberado do Exército americano".
GIN
Publicado por agineotonico às abril 13, 2004 12:18 AM