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abril 23, 2004

O provocador

Quando todos os líderes da União Europeia dão por adquirido o fim do modelo social europeu, um dos poucos sábios da economia portuguesa diz que não é bem assim.

Segundo Silva Lopes, na Europa «deve-se ter uma boa fatia de custos sociais» e evitar a invasão do modelo liberal norte-americano. Este é provavelmente um dos maiores desafios de sempre da Europa: ter a vitalidade económica dos EUA sem sacrificar o seu modelo social. O norte europeu e o Canadá – um país geograficamente colado aos norte-americanos mas muito diferente ao nível da prioridades sociais – têm boas experiências neste domínio. Seria bom que elas fossem mais aprofundadas. Como diz Silva Lopes é um problema de política e não da economia
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«Pensar que Portugal pode tornar-se numa espécie de mono-cultura turística é um erro», diz. Apostar nas indústrias que exijam mais qualificação de mão-de-obra e inovação é o melhor caminho para Portugal
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Harmonizar economia com preocupações sociais deveria ser uma das prioridades da agenda europeia. Ela existe ao nível das intenções, não existe ao nível das práticas. A Europa dos 25 deveria distinguir-se pela promoção de um capitalismo humanista mas, acossada pela tradicional dinamismo liberal dos EUA, pelas economias de baixos salários, muita produtividade e poucas garantias sociais de alguns países asiáticos e alvo de grupos terroristas, ela pode vir a passar a História. O despertar dos nacionalismos ou das tensões fronteiriças – como pode ser o caso da Espanha e das relações entre os estados bálticos e a Rússia, depois da adesão dos primeiros à NATO – podem complicar ainda mais a vida aos europeus. "


GIN

Publicado por agineotonico às abril 23, 2004 05:57 PM