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abril 20, 2004
Campanha pelos direitos educativos
"Crianças de todo o mundo uniram-se numa campanha pelos seus direitos educativos. Oriundas de 105 países, estas crianças participam na Global Campaign for Education, que denuncia que cem milhões de crianças em todo o mundo não vão à escola, pedindo aos seus líderes que façam mais por esses jovens."
Também
O programa de cooperação para o período de 2002 a 2006, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) optou por uma programação baseada no ciclo de vida. São três programas contemplando o Desenvolvimento Infantil (de 0 a 6 anos); a Educação para a Inclusão (de 7 a 14 anos); e a Cidadania dos Adolescentes ( de 12 a18 anos incompletos) e mais dois programas que atravessam todas as faixas etárias: Sistema de Garantias e Protecção; e Monitoramento e Comunicação pelos Direitos.
Estes programas propostos pela UNICEF, levantam a questão do alargamento do conceito de pré-escolar em Portugal, que apenas engloba as idades dos 3/6 anos, para os 0/6 anos, retirando-lhe o carácter filantrópico e assistencialista que caracteriza a intervenção, principalmente, dos 0/3 anos e atribuindo-lhe a perspectiva de Desenvolvimento.
Coloca a questão da "educação para a inclusão" nas idades dos 7/14 anos, porque é neste período que se decide o abandono escolar por razões relacionadas com o sentimento de rejeição e exclusão.
Define o programa de "Cidadania dos Adolescentes" para os jovens dos 12/18 anos, chamando a atenção para a necessidade de proceder, não apenas à inclusão escolar, mas já à inclusão na sociedade. Muitos dos jovens que enveredam por percursos marginais, estão nestas idades, são os que abandonaram as escolas, são os que abandonaram já a infância e estão na entrada da vida adulta e precisam de soluções que lhes permita integrarem-se na sociedade. Esta integração passa pela disponibilização de formação profissional e, em muitos casos, em colocação no mundo do trabalho .... já sei que sou uma poeta do caraças ...
Na verdade, tanto quanto me apercebo da situação destes jovens, esta fase de comportamentos a que chamamos de delinquentes ou marginais, parecem corresponder a uma fase de trânsição, a um processo de "integração social" com caracteristicas muitos específicas dessa população. A favor desta ideia está o facto de muitos destes jovens, quando arranjam trabalho ou constituem família, abandonarem esses comportamentos e terem uma posição francamente crítica face a eles. Poder-se-á dizer que, esses comportamentos que nós vemos como delinquentes, constituem-se mais como comportamentos de risco e de afirmação pessoal, do que propriamente comportamentos que eles entendam como de marginais. O problema é que, com a forte crise económica que se vive, estão cada vez mais reduzidas as alternativas para eles poderem proceder a essa integração. Assim, alguns conseguem, outros não.
GIN
Publicado por agineotonico às abril 20, 2004 02:39 PM