"Oxalá tudo corra o melhor possível ao contingente da GNR (sem esquecer que todos foram voluntários). Oxalá todos voltem sãos e salvos. Oxalá não haja mais jornalistas raptados e feridos.
Mas a presença da GNR não pode condicionar nem limitar a crítica a uma decisão política errada. Esse juízo é anterior ao atentado de Nassíria e independente do agravamento dos riscos.
A decisão de enviar a GNR para o Iraque é fruto do seguidismo do Governo perante a Administração Bush e do seu apoio a uma guerra baseada na mentira e feita à revelia das Nações Unidas ...
O Iraque é hoje um país sem rei nem roque.
Não é por acaso que os americanos já estão a condicionar a sua estratégia às próximas eleições presidenciais, congeminando a transferência de responsabilidades, preparando a retirada e tentando que sejam os aliados a tirar por eles as castanhas do lume.
Como escreveu Loureiro dos Santos, «os EUA desistiram de conquistar os corações e as mentes». Ou seja: sabem que criaram o caos e que já não podem ganhar a paz.
É neste quadro que deve ser avaliada a posição do Governo português em relação ao Iraque ...
Sem esquecer que a democracia portuguesa nasceu de uma revolução cujo objectivo foi a paz. Com excepção de dois ou três moicanos, já ninguém acredita que seja pela paz que se está no Iraque. O enfeudamento da política externa portuguesa aos caprichos de Bush e a uma guerra sem sentido é, historicamente, um novo erro formidável."
GIN
Paulo Portas discursou ontem no Congresso da Juventude Popular.
Como fez referência, gostou muito de ter variado de local para fazer o seu discurso sempre igual. Referia-se a não ter sido realizado, uma vez mais, numa feira ...
“Paulo Portas apontou vários temas que, na sua opinião, devem ser alterados na Constituição, desde as «marcas do processo revolucionário» até à gratuitidade do ensino e da saúde.”
A experiência de andar nas feiras a discursar, permitiu-lhe tomar contacto com uma população que se tem dinheiro para feirar, também tem para pagar a saúde e a educação e, marcas revolucionárias à parte, até acha que têm cultura.
Essa cultura pode ver-se na profusão de beijos que lhe dão e que o sensibilizam muito, refere comovido.
"Porque é que eu, que tenho orgulho na história de Portugal, por que me hão-se impor (na Constituição) que o Estado deve ser anti-colonialista?".
Onde já se viu uma coisa destas? diz Paulo Portas, temos ainda tanto para colonizar naqueles países do Médio Oriente e noutros ainda, onde vivem aquelas pessoas que não sabem feirar como deve ser!!
“Não vale a pena ter vergonha da história nacional”, acrescenta ainda, nós ainda conseguimos fazer pior ....
GIN
Zangaram-se as comadres e agora vem a verdade ao de cima?
Não deveriam os EUA ser condenados pela comunidade Internacional por invasão e ocupação militar de outro país?
"A CIA admitiu que não tinha "informações precisas" sobre a alegada existência de armas de destruição maciça no Iraque quando elaborou um relatório, no ano passado, que serviu para justificar a guerra ...
as lacunas e outras incertezas relativas ao Iraque foram expostas ao Presidente George W. Bush e aos responsáveis políticos, no relatório de Outubro de 2002, documento em que a Administração americana se baseou para assegurar que o Iraque tinha armas de destruição maciça ...
Precisamos de informações precisas sobre muitos aspectos-chave do programa iraquiano de armas de destruição maciça ...
Do relatório concluiu-se, porém, que o Iraque tinha armas de destruição maciça - químicas e biológicas -, bem como mísseis de mais de 150 quilómetros de alcance, o limite máximo imposto pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ..."
GIN
"O primeiro-ministro palestiniano pediu hoje aos Estados Unidos que façam um maior esforço pela paz no Médio Oriente e que impeçam Telavive de construir o muro de separação entre Israel e os territórios palestinianos ...
Mas Qorei acrescentou: "Queremos que os Estados Unidos pressionem o governo israelita a pôr um fim às violações que ameaçam o processo de paz, como a barreira de segurança [o muro em construção], a separação racial, os colonatos e o cerco imposto aos palestinianos"."
A ideia de esforço para a paz entre israelitas e palestinos torna-se clara nestas declarações dos responsáveis americanos
"O mesmo responsável (americano) afirmou que a Administração Bush está a realizar esforços para voltar a reanimar as negociações entre israelitas e palestinianos.
Os Estados Unidos têm vindo a pedir insistentemente a Ahmad Qorei que desmantele os grupos radicais palestinianos que levam a cabo os ataques suicidas contra alvos israelitas, um passo que Israel considera fundamental para que as conversações entre as duas partes em conflito possam ser retomadas."
Claro, o problema ali são os palestinos ..
GIN
Jorge Sampaio não pára de me surpreender com o que diz aqui
"...
Infelizmente, a unidade contra o terrorismo internacional não durou muito tempo, com a emergência de uma nova orientação na política externa norte-americana, que se confirmou na preparação da guerra contra o Iraque.
Por certo, nenhum democrata poderia defender um regime tão bárbaro como o de Saddam Hussein, o único tirano contemporâneo que usou armas químicas quer na guerra contra o Irão, quer para subjugar revoltas internas.
Todavia, a estratégia emergente parecia não só querer destruir esse regime, que constituía uma ameaça permanente para a estabilidade regional no Médio Oriente, como usar a intervenção militar contra o Iraque como um instrumento para mudar algumas regras do jogo na política internacional.
Essa linha, que acabou por prevalecer, ao menos conjunturalmente, pretendia impor uma doutrina da guerra preventiva, nos termos da qual a principal potência internacional podia decidir intervir unilateral e militarmente para mudar um regime despótico quando o entendesse como uma ameaça à sua segurança...
Pela minha parte, considerei essa concepção das relações entre os Estados demasiado perturbadora dos requisitos mínimos de equilíbrio, sem os quais não é possível garantir a estabilidade internacional.
Se a principal potência internacional assumisse a guerra preventiva como uma doutrina legítima, seria difícil negar a outras potências relevantes esse privilégio e, nessas circunstâncias, a lista das intervenções militares prováveis aumentaria muito consideravelmente.
Por outro lado, a urgência e a necessidade da luta contra o terrorismo catastrófico permaneciam intactas e podiam exigir o recurso excepcional à guerra preventiva.
Todavia, para não constituir um precedente arbitrário, essa medida extrema tinha de obter primeiro um consenso colectivo e devia ser expressamente autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ... "
GIN
Nunca aprendemos nada, nem com a experiência dos nossos erros mais dramáticos ...
«Dislexia» linguística
"... Quem vive no país confronta-se diariamente com esta situação, agravada pela falta de recursos humanos e materiais e as agendas díspares dos doadores ...
A conta da luz vem em inglês, o formulário para o livrete do carro em tatum, os comunicados do Conselho de Ministros em português e tudo o que tem a ver com a polícia e os tribunais quase sempre em indonésio...
Os jornais publicam em quatro línguas (tantas páginas em português como em inglês), a televisão e a rádio locais são dominadas pelo tatum e pelo indonésio. Numa delas até o inglês é mais ouvido, devido à ajuda na programação e na informação da Rádio Voz da América...
Na prática, ainda que só este ano se tenha decidido arrancar com o ensino do português em todas as disciplinas no nível primário, isso parece não estar a acontecer numa percentagem significativa das escolas...
A situação ainda é mais grave porque parte significativa dos docentes timorenses não fala português e muitos dos que o falam foram excluídos no processo de recrutamento governamental.
Por outro lado, atrasos sucessivos na distribuição dos livros cedidos por Portugal fez com que o Governo timorense os tenha recebido tarde e, consequentemente, distribuído ainda mais tarde aos alunos...
Desde Outubro, o programa de assistência ao sector passou por uma revolução, com a aposta a passar da formação de alunos para a de formadores, numa reviravolta do sistema.
Na sua última visita a Timor-Leste, o então secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, António Lourenço dos Santos, admitiu os erros do sistema, aludindo a uma óptica totalmente errada, ineficaz e estéril, reconhecendo que tinha sido um desperdício de fundos.
No entanto, segundo alguns observadores, é sobretudo necessário reajustar o empenho do lado timorense, já que a taxa de participação de professores timorenses nas aulas de português tem sido especialmente fraca.
Responsáveis portugueses manifestam-se relutantes em exercer pressões directas junto das autoridades timorenses, receando acusações de neocolonialismo, um sentimento que trespassa grande parte da política de gestão de sensibilidades adoptada por Portugal em Timor-Leste..."
(in "Expresso")
GIN
Margarida Pinto Rebelo, através da personagem “Pam” leva-nos a perceber o mundo.
Tão fofa ... diz ela: "escrevi um romance universal, sem estereótipos geográficos ou sociais, dei o salto ... as pessoas lêem o livro e dizem: gostei muito da Pam ... porque é uma adiantada mental ... os leitores conseguem perceber o mundo através do olhar dela”.
Perceber o mundo através de uma “adiantada mental” deve ser fixe ... só não sei o que é e fazer um romance universal sem estereótipos sociais é deveras uma obra de gigante, percebo que tenha saltado.
É que neste livro (não li, apenas espreitei os dois primeiros) entrou num novo percurso, diz ela: ”nos outros romances havia um universo já muito definido e fechado e isso estava a limitar a minha capacidade criativa”. Acredito, a falta de criatividade era evidente ...
Deu o salto para fora dos estereótipos sociais, mas reconhece que a mulher, na sua incessante procura de amor, permanece neste seu romance porque para ela o amor é estabilidade e família e o homem português tem uma “herança genética” que o faz diferente dos homens dos outros povos não latinos, “é machão por natureza ... têm as mulheres entre o fogão o tanque e as fraldas ... aquelas coisas que acontecem nos países anglo-saxónicos, em que as mulheres são independentes e os homens vão aos infantários, só são possíveis na terra deles. É outro sangue ... “
Dá mesmo vontade de ir a correr ao continente comprar o livro, tanta é a minha necessidade de perceber o mundo através de uma Pam, jovem adiantada mental sem estereótipos sociais ...
GIN
O presidente Jorge Sampaio, numa entrevista ao jornal israelita “Jerusalem Post” de 7 de Novembro, revelou que a sua avó materna era judia de origem marroquina mas que ele não se considerava judeu, mas sim agnóstico.
Em resposta à pergunta do entrevistador sobre a razão porque a Embaixada Portuguesa se mantinha em Telavive e não em Jerusalém, para onde o Governo israelita mudou a capital, Jorge Sampaio disse que uma mudança da representação diplomática só seria admissível no âmbito da União Europeia e quando a região alcançar a paz.
Parabéns Jorge Sampaio. Haja alguém com lucidez e integridade política neste país que nos represente lá fora!!
GIN
Diz o Ministro da Saúde Luís Filipe Vieira : “Estou convencido que, no final do mandato, a Saúde estará melhor”.
Dizem 83 médicos do quadro de Santa Cruz em Lisboa: “há situações graves que podem comprometer o Hospital: risco de quebra grave na qualidade dos cuidados a prestar devido à falta de pessoal de enfermagem ... dificuldades/suspensão da actividade de colheita de órgãos para transplantação renal ... redução do número de cirurgias de patologias complexas e altamente especializadas ... sugestão gravíssima de um tecto assistencial para os doentes do Serviço Nacional de Saúde em benefício dos doentes privados e dos subsistemas”.
Dizem outros médicos: “os doentes mais complicados e com internamentos que se prevêem longos, tendem a ser transferidos dos SA para outras unidades”. “O IPO, foi o último Hospital a assinar o contrato porque teve muitas dificuldades em ver nele incluídos os tratamentos mais caros, com é o caso da radioterapia”.
Queixam-se os médicos: “O objectivo que os SA apresentavam de criação de prémios diferenciados para os médicos com base na sua avaliação de desempenho, nunca foi levada à prática. Pelo contrário, os contratos individuais de trabalho realizados com os médicos são penalizantes: as faltas de parto não são justificadas na avaliação de assiduidade, as horas extraordinárias e a actividade privada ficam dependentes dos Conselhos de Administração, os horários de trabalho não prevêem horas para formação profissional, os médicos estão proibidos de denunciar más práticas detectadas nos hospitais, estão também proibidos de divulgar dados científicos e há uma diluição das carreiras, numa única carreira. Os médicos têm abandonado os Hospitais SA de Santa Marta, IPO, São Francisco Xavier e Santa Cruz, deslocando-se para os que lhes garantem vínculo à função Pública.
Queixam-se os enfermeiros: “A passagem dos Hospitais a SA contribuiu para agravar a falta de enfermeiros que já se verificava. Nos SA, só se entra com contrato individual de trabalho e as condições de trabalho são muito más porque para reduzir os custos, reduzem o número de enfermeiros por turno. Assim, os enfermeiros deslocam-se para os hospitais que lhes garantem vínculo à função Pública, deixando os hospitais de Santa Marta, IPO, São Francisco Xavier e Santa Cruz que estão com graves problemas de falta de pessoal de enfermagem.
Queixas de alguns utentes dos hospitais: “O descontentamento dos doentes sobre o funcionamento do Amadora/Sintra - sobretudo na urgência, que não está dimensionada para o número de atendimentos - tem sido amplamente noticiado, já que este é o único hospital público de gestão privada do país. "Apesar de nos últimos tempos a comissão de utentes do hospital se encontrar praticamente inactiva, como doente posso afirmar que a situação das urgências, que nós denunciamos desde há sete anos, tem piorado nos últimos tempos", afirma António Nunes, que preside a associação.
TONICO
No Iraque a violência tem vindo a aumentar. As chamadas forças aliadas respondem cada vez com maior violência ao crescendo da resistência iraquiana.
Resistentes iraquianos concederam uma entrevista a dois enviados especiais da Visão e revelam a sua determinação em combater as forças invasoras, mesmo que estando agradecidos por terem afastado Saddam do poder.
Este grupo de resistentes de Ramadi, uma cidade problemática a 100 km de Bagdad, tem apenas a uni-los a crença religiosa e a convicção de que não querem estrangeiros a guiar os seus destinos.
Não é uma organização estruturada, nem têm um líder único.
GIN
Peço desculpa ao Barnabé por este indecente plágio deste seu post, mas a situação é tão vergonhosa que não resisti.
Todos temos que nos sacrificar
Quem fala dos privilégios dos funcionários públicos e faz um discurso demagógico sobre o “despesismo”, tem de ser inatacável. No entanto, podem ler na revista Visão:
- O Estado tem uma frota de 27.287 carros que custam 50 milhões de euros em combustível e manutenção.
- O 1º ministro comprou um carro de 90 mil euros, ainda sem os extras.
- O ministro do Ambiente tem 845 carros, 45 dos quais para si e para os seus três secretários de Estado.
- A Presidência do Conselho de Ministros tem 88 viaturas que custam, só em manutenção, 128.842 euros.
Eu não queria, mas manda a coerência: entreguem as chavinhas.
GIN
O Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles considera que os aluimentos que se têm dado em Lisboa vão continuar a acontecer porque resultam da “alteração dos lençóis freáticos provocados pelo excesso de construção e ao levantamento de paredes de betão em linhas de água”.
Esta “alteração do regime hídrico e o aumento dos caudais de escoamento, sobrecarregando as canalizações”, deve-se, na sua opinião, “à sistemática transformação de quintas, logradouros interiores e quintais em condomínios fechados e garagens”.
Aponta como exemplo a construção prevista de um novo empreendimento imobiliário, “Jardins do Aqueduto”, que vai de novo interferir com os afluentes da Ribeira de Alcântara.
“Ao não se construir o sistema de drenagem das águas pluviais da Ribeira de Alcântara, estas deixaram de poder canalizar, não entrando pelos canos e obrigando a abrir vazios (fendas) no asfalto das rodovias, com os consequentes abatimentos”.
Ribeiro Telles alerta ainda para as consequências da destruição dos talvegues (fundo dos vales), diz que esta destruição vai continuar a provocar novos acidentes.
É esta destruição dos talvegues que justifica o aluimento em Campolide e que está a provocar graves danos no Bairro da Liberdade, temendo-se que toda aquela encosta desabe arrastando os seus moradores.
Não é, pois, por falta de informação sobre as origens e as consequências destes acontecimentos que se continua na destruição sistemática da cidade de Lisboa permitindo uma construção imobiliária desenfreada.
A razão está na cedência às pressões dos grandes grupos económicos ligados à construção civil e na mais completa ausência de respeito pelo ordenamento do território.
É a característica terceiro mundista do lucro fácil, da ausência de critérios de qualidade e de incapacidade para perspectivar as acções em termos de futuro assentes no saber.
Vai ser preciso uma tragédia como a de Entre os Rios, para vermos quem autoriza a perpetuidade deste estado de coisas vir para a comunicação social fingir chorar os nossos mortos com pompa e circunstância.
22 Novembro 2002 – aluimento do pavimento da Rua da Prata.
23 Novembro 2002 – abertura de uma cratera no passeio do Martim Moniz. Uma hora depois, novo aluimento na mesma zona, abre um buraco de 4 metros de diâmetro e 1,5 de profundidade.
25 Novembro 2002 – Abrem-se dois buracos na faixa esquerda da Rua do Ouro.
2 Dezembro – Rebentamento de uma conduta de água no cruzamento da Rua dos Fanqueiros com a Rua de Santa Justa.
20 Julho 2003 – Rebentamento de uma conduta de água na Maria Pia, que destruiu o asfalto e danificou o piso numa extensão de 70 metros.
9 Agosto 2003 – O pavimento da rua da Prata volta a ceder.
24 Novembro 2003 – Aparecimento de um buraco na Rua das Portas de Santo Antão.
25 Novembro 2003 – Abertura de um buraco com 40 metros de diâmetro em Campolide.
GIN
Em Portugal, nos últimos tempos, tem-se feito grande espalhafato em torno da prisão preventiva.
Na comunicação social, têm-se desdobrado em declarações políticos, juristas, advogados de todos os quadrantes e em consonância, gritam pela necessidade de alteração da lei.
Não tenho nada contra a alteração da lei da prisão preventiva, ou da utilização da mesma com maior rigor, mas não consigo deixar de ser mázinha e acrescentar a pergunta: “porquê só agora esta agonia e este frenesim?
Mas para mim o mais intrigante (ou talvez não), é porque razão os jornalistas da comunicação social, e mais concretamente das televisões, a quem compete fazer “os trabalhos de casa” para cumprirem o seu papel com algum rigor, não recordam aos seus comentadores e entrevistados, que na Europa nem sequer somos dos países que tem maior número de presos preventivos.
Enquanto Portugal tem cerca de 28% de presos preventivos, a Bélgica tem 35% e a Itália tem 43%.
É que quem tem vindo a acompanhar esta verdadeira maratona, pensa que, mais uma vez, Portugal tem razões para se envergonhar por estar, também aqui, na cauda da Europa!!!
GIN

Mais de uma centena de baleias mortas deram à costa numa praia da Ilha Tasmãnia, no sul da Austrália.
Na semana anterior tinha sido feita uma descoberta semelhante na Nova Zelândia.
(NO COMMENTS)
As notícias sistemáticas de “cunhas” metidas por pessoas com responsabilidades na Administração Pública, levam-nos a pensar se a entrada da nova modalidade que aqui se quer aplicar de “contratação individual de trabalho”, não é afinal uma mera formalização do que já se passa, mas com um âmbito de possibilidades mais alargado.
É que até aqui, a legislação existente defendia alguns sectores, como os quadros intermédios da Função Pública e os professores.
Agora os primeiros passam a ser nomeados pelos Directores Gerais em vez de se sujeitarem a concurso público e os segundos, pretende-se que sejam directamente contratados pelas escolas.
Com esta cultura de “cunhas”, as garantias de que estes contratos assentem em critérios claros de competência não existem.
Vamos a caminho da maior política de compadrio que até hoje se assistiu em Portugal.
GIN
O desinvestimento do Estado na Saúde Pública e a constituição dos Hospitais SA levou, recentemente, o Sindicato dos Médicos da zona sul, a alertar para a sua situação financeira: “é possível que os capitais sociais estejam esgotados nos próximos meses e, por esta via, se inicie o processo de venda das cotas a entidades privadas, com o argumento de que é necessário dinheiro fresco”.
Mendes Ribeiro, encarregado da Unidade de Missão doa Hospitais SA, diz que está legalmente prevista a possibilidade de entregar a gestão de alguns serviços a empresas privadas, que se sabe ambicionam os mais rentáveis como radiologia e patologia clínica, mas diz que isso para já não é uma prioridade.
A realidade do que se passa vem desmentir estas afirmações: o Centro Hospitalar do Alto Minho há mais de 3 semanas que pôs a concurso público, para ceder a empresas, a exploração do Serviço de Radiologia e, tanto quanto se sabe, o Egas Moniz em Lisboa prepara-se para fazer o mesmo.
TÓNICO
Constantino Sakellarides, coordenador do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, considera que o estatuto dos SA permite uma gestão mais ágil, mas comporta alguns riscos.
Na sua opinião, é fundamental garantir um bom nível de comunicação interna dentro dos hospitais mas o que se verifica é um afastamento cada vez maior entre os profissionais hospitalares e as respectivas Administrações, que se tem reflectido num aumento da desmotivação dos profissionais de Saúde.
As mudanças só são possíveis se as pessoas forem lavadas a participar e esta participação requer que os serviços ganhem autonomia e responsabilidades.
Mas o que se passa é que se criou uma “cadeia de comando” que vai do Ministério aos Serviços Clínicos, mais apertada do que antes e que se orienta unicamente para a contenção aleatória dos gastos.
Constantino Sakellarides considera fundamental clarificar os objectivos de gestão de cada Hospital SA em termos de:
- Produção – o que faz;
- Eficiência – como utiliza recursos disponíveis;
- Qualidade – que resultado em relação aos doentes;
- Satisfação dos doentes, dos profissionais e segurança – quanto a acidentes e erros.
Considera que esta base de dados deve ser pública, porque é a isso que se chama transparência.
O que se tem passado, é que se fala de grandes sucessos e poupanças, mas não há dados que provem estas afirmações, não há documentação que prove com rigor essas afirmações.
Não foram até agora publicados os objectivos e as estratégias de gestão dos hospitais. Os indicadores são poucos e apenas referentes à utilização de recursos, nada se diz sobre qualidade, satisfação e segurança.
- Não há qualquer documento onde estejam explicitadas as razões das escolhas ;
- os critérios de avaliação das estratégias estabelecidas;
- não existem entidades independentes do poder político que proceda a uma análise dos resultados apresentados para os validar.
E estes são os critérios mínimos de credibilidade.
Por isso se percebe um crescente desfasamento entre o que dizem os desmotivados profissionais de saúde e as declarações vitoriosas dos defensores dos Hospitais SA, para quem tudo está a correr bem e a obter sucesso atrás de sucesso.
TÓNICO
Os contratos programa nos Hospitais SA, contêm uma clausula que prevê desincentivos e penalizações para os que apresentarem uma produção inferior à que foi acordada, mas também para os que excederem a produção.
Ou seja, se um SA aumentar a produção acima dos 5%, o hospital perderá dinheiro.
Se tivermos em conta outra clausula destes contratos, que se refere ao facto de os SA apenas receberem verbas pelos actos médicos (urgências, consultas ou internamentos)>, deixando assim de fora as despesas de investimento, formação profissional, meios de diagnóstico e outras despesas correntes de manutenção dos serviços, será fácil de perceber as queixas dos médicos dos Centros de Saúde que referem que estes hospitais lhes estão a mandar doentes para realizarem ali os exames.
Aliás, Álvaro de Carvalho, Presidente do Garcia da Horta SA, não esconde a situação e afirma “há que captar clientela”, mas esta clientela a que se refere são os doentes das seguradoras e dos subsistemas que são uma das grandes receitas dos hospitais e, acrescenta, que no caso das consultas pode “haver tendência de mandar fazer os exames fora” com credenciais para a medicina convencionada, porque será a ARS (Administração Regional de Saúde) e não o hospital SA a pagar.
Álvaro de Carvalho diz, ainda, que terá que fazer “ajustamentos de pessoal”. Para já reduziu em 22% nas despesas com trabalho complementar principalmente dos médicos e enfermeiros e cortou nas despesas com as empresas externas que se encarregam da limpeza, tratamento de roupa, restauração e segurança.
Diz ser “totalmente falso” a informação dada por um médico de que esteve suspenso o início do tratamento com Interferon R44, um medicamento caro destinado à esclerose múltipla.
A clausula dos desincentivos e penalizações, por si, não parece ter grande fundamento numa estrutura SA, mas a questão é de facto aparente. Porque o que vai acontecer são pelo menos 3 coisas:
1) Vai passar a haver duas listas de espera nos hospitais SA, a lista do Sistema Nacional de Saúde e a lista dos subsistemas;
2) O Estado vai financiar os SA “pela porta do cavalo”, pagando os exames que os doentes ali deveriam fazer e que são mandados fazer no serviço público;
3) mas o mais grave é que, quando os doentes precisarem de exames e medicação que os hospitais públicos têm, até hoje, disponibilizado, correm o risco de não terem acesso a eles porque são caros e os SA não os dispensam.
É desta forma que se pretende desenvolver a medicina em Portugal e se diz que se está a melhorar o Sistema de Saúde.
TÒNICO
É um dia mais curto ... era a definição de algumas populações de Angola que o colonialismo fez com que desaparecessem.
Devemos acabar com um dos últimos cultos – o da morte.
Para o angolano, há muito que acabou ... morrer, é um dia que acabou mais cedo.(O que é a morte - entrevista com António Lobo Antunes na Sic)
TÓNICO
Desde o início do ano e até 24 de Novembro já ocorreram nas estradas portuguesas 106.076 acidentes e morreram 1.058 pessoas.
Mais de 3 pessoas por dia ... se tivermos em conta que muitos dos feridos graves acabam por morrer, a média será ainda mais alta.
(NO COMMENTS)
GIN
Vítor Hugo, dirigente estudantil, em relação aos resultados das sondagens sobre esta matéria, explica-se: “Não me surpreende o resultado. A opinião pública está contra o aumento das propinas. Quanto aos cadeados, há uma questão histórica que as pessoas desconhecem. É uma demonstração de força, mas é usada em todo o país e até no estrangeiro pelos professores”.
Seabra Santos, Reitor da Universidade de Coimbra,
diz que 70% dos estudantes de Coimbra são deslocados e “têm despesas de alojamento, a que se soma em média mais 500 euros”. Diz, ainda, que não concorda com o aumento das propinas e que “a manifestação é um direito constitucional que defendo. Contudo, não concordo com os cadeados nas portas. São atitudes violentas, medidas ilegais e ilegítimas. Defendo o diálogo”.
É caso para perguntar “diálogo com quem?”
O governo tem mostrado a mais profunda surdez perante qualquer ponto de vista ou proposta que vá contra as suas decisões arbitrárias.
Sendo assim, os estudantes continuam a fazer “monólogos”, ou recorrem à linguagem gestual (leia-se, neste caso, cadeado) para se fazerem perceber.
Cada vez que recorrem a esta linguagem, os estudantes são violentamente criticados por uma certa camada intelectual da nossa praça.
Todos nos lembramos da “linguagem gestual criativa” (leia-se, mostrar o rabo) que foi criticada por não respeitar os princípios universais da linguagem erudita (mesmo que gestual) que se exige a qualquer estudante universitário em Portugal e que levou a que toda a geração fosse apelidada de “geração rasca”.
Assim, os estudantes vão tentando encontrar “linguagens compreensivas” que possam sensibilizar os órgãos de decisão, mas sem resultado.
Esta será, talvez, conhecida pela “Geração encadeada e à rasca”.
Mas não estará orgulhosamente só.
Segundo as sondagens realizadas, a maioria dos portugueses considera que os estudantes têm razão.
Nós as mulheres estamos na frente de apoio (61.4% estão contra), o que não parece de estranhar, porque somos nós que fazemos a gestão do orçamento familiar e sabemos, na prática e não só na teoria, as dificuldades em que se encontram a maioria das famílias portuguesas.
Parece-me fundamental que se institua como obrigatório o ensino de Linguagem Gestual em todas as Universidades do País. Haverá muita escolha na nossa palonça classe intelectual e, se estes não quiserem aceitar esse cargo, haverá sempre uns Ministros, Secretários de Estado, Autarcas e dirigentes de partidos que apresentarão os seus familiares como candidatos.
GIN
“O menino azul” é o tema de uma exposição de Helena Silva que decorre em Cascais até dia 7 de Dezembro.
Helena Silva é mãe de uma criança de 6 anos que nasceu com duas doenças quase desconhecidas e incuráveis e que resulta na má formação do coração, dos pulmões e do fígado.
Desde há dois anos que começou a pintar e a autarquia tem-lhe cedido espaço para expor.
Gasta, mensalmente, com o tratamento do filho 1000 Euros.
Reproduzo aqui as suas palavras que me enchem de raiva e de respeito.
Raiva por viver num País com um sistema de saúde que obriga uma mãe, com um filho nestas condições, a arranjar-se sozinha para manter o seu filho vivo.
Respeito incondicional por esta mulher que enfrenta todas as adversidades para manter um filho vivo.
“Não quero aceitar donativos. Se posso dar algo em troca de uma ajuda é muito mais fácil e, por isso, comecei a pintar por uma boa causa. É que se eu vender toda a exposição, mantenho o meu filho vivo por mais 5/6 meses”
GIN
A crise na Geórgia, segundo alguns observadores, não resulta de lutas internas pelo poder, mas sim da interferência dos Estados Unidos, que rivaliza com a Rússia, para lhe tentar reduzir a influência nesse país e na Tchethénia e para tentar controlar o oleoduto de Bakutbilissi-Ceyhan.
Para a Rússia, a Geórgia é importante para a segurança da sua fronteira no sul, em especial com a Tchetchénia onde a guerrilha tem a retaguarda, é importante também pela sua tradicional influência no Cáucaso e no Médio Oriente.
Os Estados Unidos interferem apoiando o Movimento Nacional Saakashvil e Moscovo apoia o Partido Abashidze do Renascer.
É assim que se assiste há situação de uma população fortemente armada, com grupos de separatistas e de crime organizado bem armados e financiados, com a polícia sem capacidade de actuação e com o exército a dizer que vai manter a ordem.
Estão criadas todas as condições para o desencadear de mais uma guerra civil ...
GIN
Ao contrário do que diz José Manuel Fernandes, no seu artigo “Quem nos ameaça: a América ou os terroristas?” (Público de 21/11/03), as pessoas que, como eu, consideram que a invasão do Iraque foi motivada por interesses económicos, políticos e estratégico-militares, não têm dificuldade em “dizer, com clareza, se se está ou não de acordo com o programa de promoção da democracia no Médio Oriente”, nem têm “confundidas as nossas prioridades!" E baralhadas as nossas referências”.
Quem tem, eventualmente, as prioridades e as referências baralhadas, são as pessoas acham que com a invasão militar de um país podem instaurar uma democracia.
Ainda mais baralhadas estão as suas referências quando fazem afirmações tipo” E onde está a ameaça? Naqueles que, por fanatismo religioso, por obediência a uma leitura distorcida e falsa do Islão, se atiram com explosivos contra gente pacífica e inocente - como fizeram em Nairobi, no Iémen, em Nova Iorque, em Bali, em Riade, em Bagdad, em Nassiryah, agora em Istambul”.
É que estas afirmações, para além de demonstrarem uma propositada desinformação sobre a origem desses actos, insultam toda a população muçulmana, na medida em que se fazem de forma generalizada.
É com base nesta teoria que os EUA se tornam numa ameaça para todo o mundo e, em particular, para o Médio Oriente.
Basta ler a comunicação social para ter consciência de onde nos levou a política agressiva dos Estados Unidos, secundada pelos países que integraram a chamada “coligação”, quando decidiram invadir o Iraque.
Se o mundo já tinha as suas bolsas de insegurança e instabilidade, agora assiste-se a uma verdadeira escalada de violência generalizada.
É que o apoio à construção de democracias faz-se através de estratégias democráticas, de incentivos ao desenvolvimento económico, social e cultural. Faz-se através da cooperação e do desenvolvimento e não através de intervenções militares que põem em causa a soberania de outros países por muito violentos e agressivos que sejam.
Admito a possibilidade de uma intervenção militar em situação limite, o que não era o caso, como foi provado pelos inspectores da ONU.
Este artigo de José Manuel Fernandes é, não só de uma hipocrisia imensa, como uma outra forma de dizer como Bush “ou estão connosco ou estão contra nós”.
Por mim, digo claramente, estou contra.
Estou contra a política belicista dos EUA, estou contra a tentativa dos EUA de dominarem zonas estratégicas do mundo sob o ponto de vista económico e estratégico-militar, estou contra ocupação militar do Iraque, estou contra as ameaças que estão a ser dirigidas a outros países do Médio Oriente.
Não considero que tenha as referências baralhadas, tenho é referências diferentes das do autor deste artigo e, como estou numa democracia, tenho o direito de as ter sem que me digam que as minhas estão baralhadas.
Quanto à questão de Israel, José Manuel Fernandes, também tem uma resposta pronta, é: - para quê apoiar os palestinos se “o Arafat, hoje por hoje um obstáculo tão grande à paz como Ariel Sharon”?
Esta é ir longe demais, é ignorar o sofrimento do povo palestino, é fazer de conta que não se vê o que Israel está a fazer a este povo dentro do seu próprio território.
Por muito que se não queira, e na mesma perspectiva que defende este autor, a pergunta tem que ser feita: porque não invadir Israel e pôr cobro à destruição do povo palestino e à ocupação dos seus territórios?? Porque não invadir Israel que tem sido a culpada do aumento do terrorismo naquela zona do globo?
GIN
Alguns jornais garantem que, no orçamento de Estado para 2004, o governo
vai cortar na educação e vai investir mais na defesa.
Ou seja, a boa notícia é que vamos ter submarinos e helicópteros novinhos
em folha.
A má notícia é que vamos continuar a ter alunos universitários a escrever
"élicoptero" e "subemarino".
GIN
"Quando a economia se encontra deprimida precisa de um 'prozac' para animar, mas o discurso da 'tanga' proferido por Durão Barroso teve o efeito de um 'xanax'."
(Armando Esteves Pereira)
"Correio da Manhã", 19-11-03
"O dr. Durão Barroso e a dra. Manuela Ferreira Leite fazem lembrar a história do indivíduo que cai do 20º andar e quando vai no 7º andar diz: 'até agora tudo bem"
(Joel Hasse Ferreira)
TSF, 19-11-03
"Portugal precisa de ir ao médico. Se possível, sem listas de espera."
(João Paulo Guerra)
"Diário Económico", 19-11-03
GIN
"A instalação de salas de injecção assistida em Portugal foi novamente rejeitada. O actual Governo afastou liminarmente a ideia porque prefere "manter a linha de actuação", como explicou ontem o ministro da Saúde. O que não é verdade. A linha de actuação em vigor até 2004 está contemplada na Estratégia Nacional de Luta Contra a Droga, aprovada pelo anterior executivo, e inclui, por exemplo, a adopção de políticas de redução de danos como a troca de seringas ou a instalação de salas de chuto.
As salas de injecção assistida são uma realidade em vários países da Europa. Suíça, Itália, Bélgica, Áustria, Grécia, Espanha e Alemanha adoptaram-nas com bons resultados. As estatísticas oficiais alemãs são esclarecedoras: o número de óbitos devido ao consumo de drogas injectáveis baixou 10 por cento no ano passado
O provedor de Justiça teve o condão de reavivar este tema no seu relatório sobre o estado das prisões. Para Nascimento Rodrigues, o aumento das doenças infecto-contagiosas, devido sobretudo ao consumo de drogas injectáveis e à ausência de trocas de seringas, é uma "urgente e mortífera prioridade", pelo que não há alternativa que não seja a adopção de medidas de redução de danos nas cadeias. A ministra da Justiça disse preconceituosamente que não, porque essas políticas atentam contra valores e princípios fundamentais".
Mas não é possível manter por muito mais tempo o preconceito ideológico e continuar a iludir o problema com juras de fé na prevenção quando, em 13.168 reclusos, 1884 estão infectados com o vírus da sida, 3950 com hepatite B e C e 326 com tuberculose"
GIN
Pacheco Pereira (in Público)
“alguns estudantes de Coimbra vão fechar de novo a Universidade a cadeado e a "barricar" as faculdades. Mais uma vez, o Estado de direito em Portugal acaba às portas da Universidade de Coimbra.”
E em relação ao fecho fraudulento de empresas JPP, onde acaba o Estado de Direito?
“o governador civil ... também permanece indiferente a uma violação da ordem pública, anunciada publicamente, com "escândalo" público e reiterada. Dificilmente pode invocar o facto de as autoridades universitárias não lhe pedirem para actuar, porque as violações flagrantes da ordem pública atingem a cidade e milhares de pessoas, estudantes, professores, funcionários, fornecedores, empresas com contratos, etc., e o direito de liberdade de circulação garantida na lei.”
JPP está a candidatar-se a Ministro da Administração interna ... num instante punha a polícia de intervenção a resolver o escândalo e as violações flagrantes da ordem pública.
"Fui dirigente estudantil, participei e tive responsabilidade directa por greves e confrontos com a polícia, e tive a minha dose de desacatos e "ilegalidades", só que num Portugal em que não havia legalidade, nem liberdade, antes de 25 de Abril."
Mas fazia tudo com muito juizinho, que isto de defender as suas próprias ideias sem ter em conta o que o poder quer não pode ser, desafiar a autoridade??? qué isto hem??
“nada há de socialmente mais injusto do que a reivindicação do "não pagamos". A reivindicação de um ensino superior público gratuito, numa universidade pública, em que a maioria dos estudantes que fazem a escolaridade obrigatória não entram, em que as distinções sociais favorecem os estudantes filhos de famílias com posses e que podem pagar as propinas, é um insulto a todos aqueles que não têm condições para a frequentar e têm de pôr os seus filhos a trabalhar mais cedo."
Não falaste assim da cunha do ministro ó Pacheco!!!
"Uma luta por mais bolsas, por critérios mais rigorosos na sua concessão, pelo aumento do seu valor quando justificado, tem todo o sentido."
Pois tem e já foi denunciado que a maioria dos estudantes necessitados não as recebe e os que recebem ela não chega para fazer frente às necessidades.
Pacheco Pereira fala do alto da sua bancada para os seus pares.
É grave que utilize a arrogância e a demagogia, que raia já a senilidade, e faça de conta que não sabe que em Portugal são as famílias que pagam perto de 50% dos custos globais da educação, que a isso se junta o congelamento dos salários, o aumento do preço da saúde, o aumento do custo de vida e do desemprego, etc.
Pacheco Pereira insulta grande parte das famílias portuguesas que vivem em condições económicas difíceis e se esforçam por dar oportunidades aos seus filhos - "Nos planos económicos familiares, mais uma semana no Algarve, ou um electrodoméstico caro, tem mais sentido do que colocar uma parcela de parte para pagar os estudos aos filhos", "Admito que muitos pais apoiem os seus filhos nesta luta, porque há hoje uma desresponsabilização social das famílias em relação aos custos do ensino"
Pacheco Pereira está a ficar reaccionário ou senil?
Porque não tenta viver com os rendimentos da maioria dos portugueses para ver se é fácil pagar propinas, pagar renda de casa ou quartos muitos deles sem condições, mais alimentação, mais passe social, mais livros, sebentas, mais tudo aquilo que precisam as pessoas, mesmo que estudantes, para viver?
GIN
O representante do governo italiano junto da autoridade provisória no Iraque, Marco Calamai, anunciou hoje a sua demissão, por discordar da política da coligação dirigida pelos Estados Unidos naquele país.
«Estou em profundo desacordo com a política da coligação, tanto no respeitante à reconstrução económica do país, como à transição democrática», explicou Marco Calamai à imprensa italiana, assinalando que «a autoridade provisória não funciona».
«Os projectos postos em prática não funcionam e os iraquianos estão cada vez mais furiosos», insistiu Calamai, na opinião do qual que «aquele mal-estar social só encoraja o terrorismo».
(NO COMMENTS)
GIN
A União Europeia, pronunciou-se hoje contra a construção do muro que separa Israel da Cisjordânia, pediu a Israel que ponha fim à sua política de construção de colonatos e que abra “canais de comunicação” com todos os interlocutores europeus, nomeadamente, com o seu enviado especial para as questões do Médio Oriente.
Por seu lado, o ministro Israelita Silvan Shalon considera que aquilo não é um muro mas apenas uma barreira de segurança e continua a recusar-se receber o enviado especial Europeu para as questões do Médio Oriente.
Como se sabe, a construção do Muro nada tem a ver com a questão dos ataques terroristas a Israel, mas sim com a consolidação e ampliação do seu domínio sobre os territórios palestinos onde continuam a construir colonatos.
Entre 1987 e 1993 Israel construiu uma barreira electrificada em torno da Faixa de Gaza, o que lhe permitiu proteger os seus 16 colonatos construídos em território palestino.
Com este muro, que na fase final terá 350 km, Israel anexará mais território, construirá mais colonatos e, isso, já se pode bem observar:
- a aldeia palestina de Quaffin vê-se privada de 60% das suas terras agrícolas; - na vila de Zabuda, no noroeste da Cisjordânia o muro também separa os seus moradores das suas próprias terras;
- a cidade de Kalkilya fica, não só, privada das suas terras, como cortada tanto de Israel, como da Cisjordânia.
Este muro, em conjunto com o da Faixa de Gaza, constitui um colar que estabelece ligação entre os colonatos israelitas e os seus locais militares visando, por isso, ligar estes colonatos e reforçar o controle sobre todos os espaços que as separam.
Por outro lado, visa colocar as populações palestinas em “reservas” isoladas umas das outras e sem capacidade de subsistência.
GIN
22/08/03 Homenagem de despedida da Função Publica
“Se no plano teórico ninguém contesta que a competência é de extraordinária relevância, na pratica é relegada para outros planos”.
“Na vida Nacional transparece mais o uso de tráfego de influências do que a selecção natural por competência”
“Portugal está em inúmeros indicadores na cauda da Europa, mas não na Medicina, nem tão pouco na Saúde pelo que qualquer reforma deve pugnar pelo avanço da cultura da competência”
(NO COMENTS ...)
TÓNICO
A comunicação social em Portugal, seja escrita ou audiovisual, transformou-se em pasquinada para entretém de um público que vive de novelas recambolescas.
Enquanto fazem este papel de divulgação do que temos de pior, passam ao lado de acontecimentos que poderiam ajudar, não só a levantar a auto-estima depauperada dos portugueses, como dar visibilidade a projectos nacionais de forma a que as empresas portuguesas comecem a entender que é possível e fundamental que apoiem o desenvolvimento destes projectos.
Os investigadores portugueses envolvidos em projectos nas diferentes áreas, vêm-se a braços com extremas dificuldades e acabam por fazer acordos com empresas estrangeiras, ou partem eles próprios para o estrangeiro para desenvolver os seus projectos.
Quem beneficia destes trabalhos, numa e noutra situação, são sempre empresas estrangeiras.
Também ao Estado competem as responsabilidades por esta situação, seja porque desinvestem na investigação e nos projectos nacionais, seja porque não criam sistemas de compensação para as empresas ou entidades individuais que patrocinem projectos nacionais.
E, assim, vamos falando de competitividade das empresas, de retoma da economia e outros discursos similares, enquanto na prática mantemos ou pioramos este estado das coisas.
«Falar de "estímulos necessários" é, para Luís Miguel Botelho, falar do interesse das empresas: "As nossas empresas não respondem de forma afirmativa ao trabalho que é cá desenvolvido. Nós não somos inferiores aos outros e nunca fizemos má figura em lado nenhum", comenta, lamentando que por vezes se percam, por falta de orçamento, investigações do nível do projecto finalista. »
GIN
"O exército norte-americano confirmou a série de explosões, domingo à noite, em Bagdad, explicando que, provavelmente, terão ocorrido no âmbito da «Operação Martelo de Ferro», que visa a detenção dos suspeitos dos ataques à coligação na capital iraquiana."
Técnica de detenção ou apenas uma questão de ocultar a realidade do que se passa no Iraque?
GIN
Maria João Ruela evacuada para Portugal
Não tenho assim tanta certeza que o governo não deva tomar todas as medidas para tirar, de locais de conflito, os portugueses que ali se encontram feridos ou em risco.
Poderá dizer-se sempre que quando as pessoas que estão nessa situação são portugueses anónimos, o governo não desenvolveria os mesmos esforços. Talvez, talvez isso seja verdade. Mas o que importa perceber é se deve ou não, seja quem for que esteja implicado, tomar este tipo de atitude, ou seja, mandar um avião Falcon com três médicos do INEM para evacuar as pessoas.
GIN
Maria João Ruela foi evacuada para Portugal num avião Falcon com três médicos do INEM
Sic Noticias
Desde quando uma jornalista ferida no decurso da sua actividade profissional tem direito a evacuação em avião do estado, pago por todos nós? A quem vamos pedir a responsabilidade desta evacuação?
Será que o estado irá dizer à SIC para pagar a conta? Não me parece ...
O que me parece é que, como sempre e em grande parte das coisas feitas por este e outros governos, se pensa “no ar”, sem cabeça. Disse-se simplesmente aos jornalistas que podiam ir juntamente com os GNRs, não se lhes assegurou a segurança.
Agora dada “a bronca” tenta-se a todo o custo remediar a situação ou pelo menos calar os media ... mais uma junção que em Portugal ainda falta acabar ... os acordos feitos por baixo da mesa entre políticos e media ... e a criação de heróis nacionais de papel.
TÓNICO
Parece-me correcto que a indústria farmacêutica financie a participação de médicos em eventos formativos.
Com essa contribuição, a indústria farmacêutica consegue fazer promoção dos seus produtos para uma dada área de intervenção e direccionada a grupos de médicos de praticamente todo o mundo. Ganha, ainda, porque essas contribuições são deduzidas nos impostos.
No caso da classe médica, estas contribuições da índústria farmacêutica permitem ir fazendo uma formação contínua, contactar com experiências que estão a ser realizadas noutros locais e actualizar conhecimentos e relações, para as quais o Estado não contribui e que tem que ser custeada por eles próprios.
A ser este o compromisso, talvez se impusesse um maior rigor através da exigência de um relatório de participação.
Até aqui, parece ser incontestável estas trocas entre indústria farmacêutica e classe médica.
Agora, há situações que ultrapassam em muito esta relação e configuram uma inaceitável de corrupção e, essas, devem ser verificadas e tomadas medidas para lhes pôr cobro.
É que convém "separar o trigo do joio" porque se isso não se fizer, acabam os médicos, enquanto classe, a ser tomados por aquilo que não são.
"Os créditos tiveram, segundo o relatório uma de três utilizações: médicos que não utilizaram em termos imediatos a viagem que tinham recebido optando por acumular os créditos; outros optaram por não viajar mas levantaram a verba correspondente à viagem e utilizaram-na para outros fins que não o do congresso ou das acções de formação; Outra percentagem de médicos efectivamente viajou para receber formação. Estas são conclusões da própria IGS."
"... a IGS detectou a existência de uma relação clara entre os médicos patrocinados com viagens e os níveis de prescrição dos medicamentos da Bayer. Fica a saber-se também que os delegados de informação médica conseguiam saber exactamente quais os nomes dos clínicos que mais prescreviam e que medicamentos mais constavam das receitas que passavam. Segundo o relatório, a própria Bayer possuía uma lista de cerca de dez mil médicos em que os nomes estavam divididos em várias categorias em função do grau de prescrição." ... a Bayer mais procurava eram os que prescreviam medicamentos em quantidades comercialmente significativas e muitos deles não receitavam qualquer produto similar disponível no mercado, eventualmente de outra marca e seguramente mais barato."
TONICO
“O atentado de Nassíria torna ainda mais importante reforçar os contingentes militares no país e internacionalizá-los, mobilizar todos os esforços da comunidade internacional para ganhar o combate da estabilização do Iraque”(JPP)
De que estabilização fala JPP? Da estabilização que fala Bush?
É que não me parece que a estabilização que Bush pretende seja a mesma que o “centro” defende.
A estabilização do Iraque passaria, sem dúvida, pela tomada de posições claras face ao que se passa em todo o Médio Oriente, passaria por criticar a política belicista de Israel, por estabelecer com os países da região acordos de cooperação e de não agressão.
Mas o que se vê é o inverso: apoia-se a destruição do povo palestino e a ocupação dos seus territórios, ameaça-se a Síria e o Irão, etc., compreende-se que os iraquianos tenham dificuldade em dar crédito às declarações do Ocidente.
“O combate do Iraque não é contra qualquer “resistência” nacional, é contra os restos do regime do Baas e de Saddam, e contra grupos terroristas internacionais, gente que, se alguma vez voltasse ao poder, provocaria um banho de sangue entre os iraquianos. Os primeiros a saber disso são os próprios iraquianos.” (JPP)
Mais uma forma diferente de referir o que Bush chama de “eixo do mal”.
O combate no Iraque é entre a defesa dos interesses económicos e estratégicos dos EUA e outros países ocidentais e diferentes forças internas, de entre elas os fieis a Saddam e, tanto quando tem veiculado a comunicação social, alguns grupos do exterior.
Tentar fazer esquecer que existem forças dentro do Iraque que não pertencem nem a grupos terroristas, nem a fieis a Saddam, só pode ser por necessidade de defender que “ninguém cabe verdadeiramente em nenhum dos lados, mas é empurrado para um deles”, porque, na perspectiva que JPP quer fazer passar, só há dois – EUA e SADDAM.
“Ao fim de meses sem conta a ouvir falar da comunidade internacional e das Nações Unidas, como argumentos últimos de autoridade, convém não esquecer que hoje este esforço militar é também caucionado por essa comunidade e por essas mesmas Nações Unidas”. (JPP)
Pacheco Pereira, por lapso de memória, acho eu, esqueceu-se de diferenciar o tempo sem conta a ouvir falar da Comunidade Internacional e das Nações Unidas.
É que foi um falar pelo menos a três tempos:
- o primeiro quando se opôs à intervenção militar no Iraque e que não foi ouvida pelos chamados “países da coligação” que consumaram a destruição e ocupação militar do território iraquiano;
- o segundo, quando tentou ter maior poder de intervenção para não permitir que os EUA dispusessem a seu belo prazer da economia e do poder no Iraque
- e, num terceiro momento, não totalmente límpido, quando os EUA se vêm a braços com uma situação que não controlam, passa a caucionar um esforço militar no sentido de tentar pôr cobro à instabilidade criada pela invasão militar.
“É exactamente porque aconteceu o que aconteceu no Iraque que é fundamental que Portugal envie as suas tropas ... O atentado de Nassíria torna ainda mais importante reforçar os contingentes militares no país” (JPP)
Não concordo que sejam mandados quaisquer contingentes militares para o Iraque, sem que sejam asseguradas todas as garantias que impeçam que os EUA transformem aquele país num feudo de onde podem controlar económica, estratégica e militarmente aquele país e todo o Médio Oriente.
Foi claro na discussão da última resolução do Conselho de Segurança, que os EUA não irão abrir mão das suas pretensões.
Considero que é este o momento determinante para colocar os EUA “contra a parede” e apoiar de forma efectiva a reconstrução do Iraque dentro do respeito pela sua independência nacional e dentro do respeito pela sua cultura, ou culturas internas.
Isto não é estar do lado do “eixo do mal”, do lado de Saddam e dos terroristas que ali actuam, também não é estar do lado de Bush e dos terroristas que tem por conta, de JPP e dos países que reforçam militarmente o Iraque sem condições prévias aos EUA.
Isto é estar do lado do respeito pelo direito dos povos à sua integridade nacional, à sua cultura e à escolha do seu próprio percurso.
É estar contra os discursos fascizantes que só vêm dois lados:
- um como o “lado dos homens ... de uma precária mas identificada civilização ... que já mostrou o que vale e que não vive do terror, nem da violência, mas da procura da conciliação de interesses e modos de vida. Nenhuma outra civilização me dá as liberdades e a possibilidade de felicidade que esta me dá, a mim e, potencialmente, a todos os homens” (JPP)
- e o outro lado, que está implícito, é uma civilização sem identificação mesmo que precária, que vive no terror, na violência, que não procura conciliar interesses nem modos de vida, que não dá garantias de liberdade e de possibilidade de felicidade a potencialmente todos os homens.
Este discurso que tenta apagar a visão do “centro”, que só vê “os bons” e os “Maus” na perspectiva que aqui nos coloca JPP, é perigosa porque transforma a questão do Iraque numa guerra entre culturas, sendo que a “nossa” é a melhor mas que “ninguém me ouvirá dizer que este é o lado de Deus ... mas ouvir-me-ão dizer que este é um lado dos homens”.
De facto não me identifico com qualquer destes lados que JPP descreve.
Identifico-me com o centro, ou o outro lado, ou o que quiserem chamar ... identifico-me com os princípios dos direitos humanos, do direito à autodeterminação dos povos e às relações de inter-ajuda internacional.
GIN
"Eu tenho um lado ... este é um lado dos homens, do modo de vida que escolhi (escolhemos), de uma precária mas identificada civilização (a palavra é adequada) que já mostrou o que vale e que não vive do terror, nem da violência, mas da procura da conciliação de interesses e modos de vida."(JPP)
EUA violam Direitos Humanos
Relatório da Amnistia Internacional divulga segregação
A segregação racial nos Estados Unidos continua acentuada. Milhares de pessoas, especialmente as minorias raciais, sofrem com a violência policial. No sistema penitenciário norte-americano, os presos são submetidos a abusos físicos e sexuais. Os responsáveis por essas atrocidades raramente são punidos.
Os negros americanos representam 12% da população do país e metade da população carcerária.
Esses são os dados apresentados nas 158 páginas do relatório da Anistia Internacional sobre violações de direitos humanos nos Estados Unidos ...
... As pessoas que buscam asilo nos EUA, fugindo da perseguição sofrida em seus países de origem, podem permanecer detidas por tempo indefinido e em condições classificadas como desumanas e degradantes. As normas internacionais de proteção a refugiados, das quais o país é signatário, são constantemente desrespeitadas.
O relatório constata também o crescimento da aplicação da pena de morte no país - dentro do mesmo ordenamento dos preconceitos raciais e sociais. Os carentes de recursos econômicos, muitas vezes, não são defendidos adequadamente.
O país domina o mercado mundial de armas e equipamentos de segurança desde o fim da Guerra Fria, além de continuar fornecendo armamento e treinando governos e grupos armados que cometem torturas, homicídios políticos e outros abusos.
Entre 1989 e 1996, os Estados Unidos teriam arrecadado mais de US$ 117 bilhões com a venda de armas. O número representa cerca de 45% do total mundial.
Dentro das organizações internacionais, como a ONU, a resposta dos EUA às violações de direitos humanos cometidas por outros governos tem sido seletiva e parcial, de acordo com seus interesses.
As autoridades norte-americanas criticam os países que consideram hostis, mas são condescendentes quando os abusos são cometidos por países aliados ou "interessantes" econômica e politicamente.
Os Estados Unidos sofrem com um alto índice de criminalidade, além de extremas diferenças de renda, exclusão social e drogas. Estima-se, segundo o relatório, que circulam mais de 200 milhões de armas de grande potência pelo país.
"Nenhuma outra civilização me dá as liberdades e a possibilidade de felicidade que esta me dá, a mim e, potencialmente, a todos os homens".(JPP)
“More than 650 people from some 40 countries are being held without charge or trial in Guantánamo Bay.
Most of the detainees have been held for more than a year in conditions which may amount to cruel, inhuman or degrading treatment. They have not had access to any court, to legal counsel, or visits from relatives. They have been subject to repeated interrogations and confinement to small cells for up to 24 hours a day with minimal opportunity for exercise. Several have attempted suicide.
The conditions under which they have been held raise concerns about the type of evidence that may be introduced against them if brought before military commissions, the guidelines for which do not expressly exclude statements extracted under coercion, including a coercive detention regime”.
"Não estou certo de tudo, mas das duas frases anteriores estou inteiramente convicto" (JPP)
Cada um tem as convicções que tem ...
GIN
PACHECO PEREIRA TEM UM LADO
Pacheco Pereira (JPP) diz que tem um lado porque, no que diz respeito ao Iraque, não há centro, há dois lados.
Bush também disse: “Quem não está connosco, está contra nós”. Também não viu a possibilidade da existência de um centro.
Eu não tenho lados, tenho um Centro.
Para mim, ao contrário de JPP e Bush, existe um centro que foi bem demonstrado nas inúmeras manifestações em todo o mundo.
Sempre existiu um centro: existiu antes de Bush invadir militarmente o Iraque e existe hoje em que os EUA ocupam aquele território.
Antecipando estas minhas palavras, que acredito são as de muitos, JPP diz que “ninguém cabe verdadeiramente em nenhum dos lados, mas é empurrado para um deles. Quando se fala, a favor ou contra, acrescenta-se legitimidade e força a um dos lados”.
Este é, tipicamente, um discurso fascisante e tendencioso onde JPP tenta limar as arestas da verdadeira questão, de forma a excluir uma posição equilibrada sobre a questão iraquiana e, de dedo em riste, repetir as palavras de Bush mas com um discurso mais armado ao intelectual.
E esta máxima “eu tenho um lado”, é uma imitação grosseira da frase de Luther King “Eu tenho um sonho”. Mas o sonho de Luther King, é um sonho que se perspectiva na existência de um centro na intervenção sobre os direitos humanos, sobre os direitos civis, sobre as relações inter raciais e culturais e sobre as relações internacionais.
GIN
PACHECO PEREIRA TEM UM LADO
Médicos do hospital de Gaia e do IPO avançam para a greve
O ministro Luís Filipe Pereira "tem vindo a destruir gradualmente" o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em nome da "necessidade de reforma" e a desenvolver "uma política esquizóide" ...
... um protesto organizado contra a "deterioração progressiva da qualidade do serviço" prestado, a falta de negociação colectiva e de garantias de formação profissional. "A política do ministro da Saúde faz parte de uma estratégia global para que os serviços de saúde tenham um desempenho cada vez pior, de forma a facilitar a entrada dos grandes grupos privados" ...
... no final desta governação, "não haverá mais do que pedaços, cacos" do SNS.
... o ministro se arrisca a ficar para a história como "o coveiro do Serviço Nacional de Saúde", os sindicalistas criticaram duramente a sua "demagógica campanha de poupança" e aquilo que classificaram como "fantasias contabilísticas"."Espantosamente, vem gabar-se de que poupou 400 milhões de euros, esquecendo-se de dizer que não pagou a quem deve, nem aos fornecedores, nem aos médicos", censuram".
O Departamento de Estado norte-americano num documento divulgado esta quarta-feira, salienta o apoio que Lisboa dá às ligações entre a Europa e os Estados Unidos, «particularmente em questões de Defesa e Segurança».
...fazem notar que o actual governo de «centro-direita» «comprometeu-se em (introduzir) austeridade no sector público e incentivos empresariais para promover o crescimento, o comércio e a produtividade».
... «Os desafios a que faz face incluem o aumento do desemprego, cumprir os requisitos fiscais da zona do Euro e adaptar-se ao alargamento da União Europeia (UE) e da NATO»,
... a tentativa do Governo em mudar o desenvolvimento económico do país de um modelo «baseado no consumo público e investimento público» para um modelo «centrado nas exportações e investimento privado».
No documento, é referido que a base aérea das Lajes tem «jogado um papel importante no apoio a aviões dos Estados Unidos envolvidos em missões contra-terroristas e humanitárias, incluindo as operações no Afeganistão e Iraque».
... «Portugal também fornece aos Estados Unidos e outros aliados acesso à base aérea do Montijo e a vários portos», afirma o Departamento de Estado, que faz notar que «Portugal define-se como 'atlanticista', sublinhando o seu apoio a fortes laços europeus com os Estados Unidos, particularmente em questões de Defesa e Segurança».
... «O governo português tem sido um aliado chave nos esforços liderados pelos Estados Unidos no Iraque
... destaca a contribuição portuguesa de «uma pequena força policial (da GNR) e de fundos para outro treino e projectos de desenvolvimento para a reconstrução do Iraque».
(NO COMMENTS)
GIN
Eu estava a ser mázinha, afinal havia cortes na educação ...
Números do governo:
Pela segunda vez consecutiva, as contas são igualmente estudadas com cortes para o Ministério da Educação. As verbas para este gabinete caem 4,2 por cento, para 5,513 mil milhões de euros.
Os cortes afectam essencialmente as despesas de funcionamento cobertas com receitas gerais, e decorre de "medidas de racionalização do sistema educativo, tanto a nível de recursos materiais como humanos".
O relatório elaborado pela Comissão Europeia:
- "A Situação Social na União Europeia" (...) revela que 45% dos jovens desistem da escola antes de cumprida a escolaridade obrigatória, ou seja o 9° ano. Este valor, distante da média europeia que se situa nos 19%, faz com que Portugal tenha o mais elevado número de jovens a abandonar a escola, em comparação com outros países da União Europeia. A Alemanha regista o mais alto nível de instrução, no grupo etário com idade superior a 50 anos.
Apenas um em cada cinco portugueses ( 20%), na faixa etária dos 25 aos 64 anos, atinge o ensino secundário ... Portugal tem a mais baixa taxa de população que atinge este nível educativo, na lista dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento na Europa (OCDE), revela o relatório «Education at Glance», que refere dados de 2000. Um nível que é considerado, neste relatório, «a formação escolar básica das sociedades modernas».
GIN
Orçamento de estado para 2004 apresentado pelo governo:
Ministério da Ciência e do Ensino Superior
Orçamento: 1890,4 milhões de euros (+7,2%)
Investimento: 192,5 milhões de euros (+36,4%)
Diz a ministra: "Estamos dispostos a falar com os estudantes. Tudo faremos para que ninguém que não tem possibilidade não pague propinas e a nossa responsabilidade é ouvir os alunos"
Diz o reitor da Universidade de Lisboa:
"Só no que toca ao Orçamento de Estado transferido, em termos nominais, verifica-se entre 2003 e 2004, um diferencial negativo de cerca de 23 milhões de euros, para o conjunto do sistema universitário e politécnico",
... denunciou também a insuficiência de meios de ajuda aos alunos mais carenciados, lamentando que uma universidade de 21 mil alunos, como a de Lisboa, apenas tenha capacidade de alojamento de 709 camas.
... "cerca de 16 por cento dos estudantes de formação inicial são bolseiros da Acção Escolar mas apenas um por cento destes recebe a bolsa máxima".
GIN
Este Governo, diga-se em abono da verdade, tem ao seu serviço um excelente conjunto de especialistas em estatística.
Em todas as áreas, menos uma, da gestão os dados são positivos:
- fim das listas de espera e melhor atendimento na saúde - diz o M. da Saúde
Diz o utente:
São 11h45 quando entro na Urgência do Hospital de Santa Maria a acompanhar um familiar ... Mandam-nos para uma sala de espera e dizem-me que temos de esperar que nos chamem para ir à triagem. Um quadro branco afixado na parede tem escrito em cima "Tempo de espera"... pergunto como se explica a diferença entre o quadro e a realidade ... O tempo que se espera até à triagem não é contabilizado. É excelente para as estatísticas! ... Às 13h20 chamam o nome do meu familiar ... Às 14h00 é enviado para o Serviço de Observação, onde já não o posso acompanhar ... Às 17h30 vejo passar, numa maca, a pessoa que acompanho. Dizem-me que vai fazer uma ecografia e uma TAC. Posso acompanhá-la se quiser. Deixam-nos na sala de espera da Imagiologia. Um pouco depois das 19h00 faz a ecografia. Às 19h13 vai fazer a TAC. ... Estamos no hospital há sete horas e meia mas a tabela afixada na urgência diz que o nosso tempo de espera é zero minutos.
Nunca saberei quanto tempo demoraria todo o processo até ao diagnóstico porque a minha mãe morreu na mesa da TAC durante o exame.
GIN
Os EUA continuam na sua política de agressão internacional. Clara que está a sua incapacidade para gerir e resolver de forma adequada o sarilho que arranjaram com a invasão do Iraque, arranjaram um culpado à mão, e já previsível dentro do contexto do patético discurso do "eixo do mal" - a Síria.
Esperemos, sinceramente, que a Europa não vá de novo atrás do choro e dê apoio a mais esta posição que vai no sentido do alargamento do conflito no Médio Oriente.
Governo de Damasco é acusado de apoiar o terrorismo pelos EUACongresso americano aprova sanções contra a Síria
"O regime sírio tem uma escolha difícil a fazer, ou continuar a abrigar e a apoiar grupos terroristas ou a agir de forma a contribuir para o restabelecimento da estabilidade" no Médio Oriente, afirmou o presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado, o republicano Richard Lugar, um dos co-autores do texto, que diz apoiar "o projecto-lei porque é baseado na ideia de que a Síria vai modificar o seu comportamento".
GIN
Militares da GNR partem amanhã para o Iraque
Durão Barroso disse apenas que a presença portuguesa na força de paz representa uma "decisão tomada pelos órgãos competentes"
"Esta não é a altura para discussões políticas. Espera-se sim a solidariedade de todos os portugueses", frisou o chefe de Governo, aos jornalistas.
Nem mais!! Nós decidimos, vocês apoiam sem discutir!!
Durão Barroso esclareceu ainda os jornalistas que vai entrar amanhã na Assembleia de República um decreto lei no sentido de todos os funcionários públicos serem obrigados a andar de saia ou calça e t-shirt cor de laranja com pintinhas amarelas e azuis. Apenas os Directores Gerais e os quadros íntermédios, que irão ser nomeados com "contratos individuais de trabalho", poderão optar por cor única: ou fatinho cor de laranja com gravata amarela às pintinhas azuis, ou fatinho de casaco azul com calça amarela e gravata cor de laranja.
"Esta não é a altura para discussões políticas sobre a importância das cores. Espera-se sim a solidariedade de todos os portugueses", frisou o chefe de Governo, aos jornalistas.
GIN
Consequência da Guerra do Vietname na luta pelos direitos civis
Com a escalada da guerra no Vietname, tornou-se claro que a América não iria investir os fundos necessários para a resolução das suas enormes desigualdades e para a reabilitação das populações carenciadas.
O Vietname era agora um enorme sorvedouro de recursos e homens.
Luther king levanta a voz contra a guerra do Vietname e é criticado quer pelos seus amigos brancos, quer pelos seus amigos negros. A comunicação social faz eco das críticas.
Martin Luther King mantém as suas críticas, “a medida definitiva de um homem não é dada pela posição que toma em momentos de conveniência, mas pela posição que toma em momentos de perplexidade, momentos de grande crise e controvérsia”.
Na sua opinião, o Vietname era apenas o sintoma de uma crise de valores muito mais profunda, de uma crise que, a ser ignorada, teria repercussões nas gerações seguintes desmultiplicando-se em guerras sucessivas:
“Ao longo dos últimos 10 anos, assistimos as emergir de um modelo de supressão que justifica agora a presença de conselheiros militares dos Estados Unidos na Venezuela. A mesma necessidade de assegurar estabilidade social para os nossos investimentos está na base da acção contra-revolucionária de forças americanas na Guatemala. E explica porque razão há helicópteros americanos a atacar guerrilheiros no Camboja e já houve napalm e pára-quedistas em acção contra rebeldes no Peru ...
... cada vez mais por acção ou omissão, é o papel do nosso país: o papel de quem torna impossível a revolução pacífica com a sua recusa de abrir mão dos privilégios e dos prazeres que os lucros dos investimentos no estrangeiro lhes proporcionam. Estou convencido de que, se quisermos estar do lado certo da revolução mundial, temos de começar por, enquanto nação, passar por uma radical revolução de valores. temos que rapidamente deixar de ser uma sociedade orientada para as coisas e passar a ser uma sociedade orientada para as pessoas” ...
... “Não acredito que o nosso país possa assumir a liderança em matéria de justiça, igualdade e democracia enquanto não se libertar das peias de um papel que para si próprio escolheu, de polícia do mundo” ...
... “Com justificada indignação, olhará para lá dos mares e verá os capitalistas do Ocidente investir grandes somas na Ásia, África e América do Sul e depois retirar de lá os lucros, indiferentes às necessidades sociais dos países em que investiram” ...
... “A arrogância do Ocidente, que o leva a pensar que tem tudo para ensinar aos outros e nada a aprender com eles, não é justa”.
É assassinado a 4 de Abril de 1968, no Hotel Lorraine.
(in "Eu tenho um sonho - a autobiografia de M. L. King")
GIN
Aspectos positivos da expressão "Poder Negro"
Malcolm X tinha visto a sua avó a ser violada e o seu pai a ser assassinado por brancos. Como muitos jovens negros, defende o “poder negro”, porque o “poder branco” apoderara-se de tudo.
Via a violência como uma solução para a luta pelos direitos da sua raça.
Também a juventude de Chicago apoiava a legitimidade da violência e dos motins.Além de não verem o movimento da “não-violência” como uma alternativa, tinham-se virado contra a classe média negra que os tinha deixado ao abandono.
Seguiam as ideias de Frank Fanon, um psiquiatra da Martinica, que tinha ido para a Argélia apoiar o Movimento de Libertação Nacional na luta contra a ocupação francesa.
Tal como no Sul, no Norte os negros não tinham o direito de tomar decisões sobre a sua própria vida, sujeitavam-se às decisões do poder branco.
Por outro lado, durante anos, os negros americanos tinham aceitado a ideia que “não eram ninguém”, que ser negro era um sinal de degradação biológica, que era estar marcado pela inferioridade.
A escravatura e a segregação racial tinham deixado profundas marcas na auto-estima da população negra.
Em certo sentido, a expressão “poder negro” tinha aspectos muito positivos:
- incitava os negros a acumularem força política e económica para alcançarem os seus objectivos;
- apelava à afirmação de uma identidade, à construção psicológica da identidade, de um orgulho racial e da valorização do passado;
- levava-os à compreensão que transformar os guetos era uma questão de poder organizado, poder enquanto força necessária para operar mudanças sociais, políticas e económicas.
Os brancos do Norte que tinham apoiado ou se tinham mantido neutros perante as lutas pelos direitos civis no Sul, já não olhavam tão pacificamente para as exigências dos direitos civis no Norte, a sua preocupação era que a violência não extravasasse para fora das fronteiras dos bairros de lata.
Assim, a questão dos direitos civis, tinha que ser abordada mais enquanto luta contra a pobreza do que contra a discriminação racial. Mas, mesmo nestas condições, emergiu um “poder branco” mais agressivo que no Sul, que agredia os negros fisicamente, que empunhava bandeiras e gritava palavras de ordem nazis.
Enquanto os negros dos guetos das cidades do Norte lutavam por direitos cívicos básicos, como o direito à não discriminação no acesso a uma habitação condigna, pelo direito a uma educação e assistência médica não discricionária, pelo direito ao emprego, começaram a ser mandados, em percentagem muitíssimo elevada em relação aos brancos, para a guerra do Vietname em nome da defesa de “direitos democráticos” que nunca tinham vivido no seu próprio país.
GIN
MALCOLM X e LUTHER KING
O Norte e o Sul
A discriminação racial no Sul era tremendamente visível – proibição dos negros entrarem em hotéis, cafés, lojas, escolas e parques, lugares diferentes nos transportes públicos, etc. – por isso o movimento contra a discriminação tinha objectivos fáceis de definir. Por outro lado, nas comunidades do sul, negros e brancos partilhavam a pobreza.
No Norte, a discriminação era mais humilhante e perversa porque era mais subtil. Os negros viviam em condições sub humanas ao lado da maior ostentação de riqueza da comunidade branca. Era um problema que ultrapassava as questões meramente raciais.
A luta era por uma verdadeira igualdade em termos de escolaridade, de habitação e de emprego.
Era uma luta que tinha que definir objectivos muito específicos no sentido de derrubar as estruturas da segregação. Os negros viviam numa extrema pobreza em bairros de lata ou guetos, com graves problemas d emprego, educação e assistência médica nas periferias da cidade.
Enquanto iam aumentando as aspirações da população negra, no concreto ela piorava.
Em Agosto de 1965 rebentam os motins de violência generalizada, em Los Angeles. As populações segregadas nos guetos não viam no movimento da “não-violência” uma alternativa.
A Califórnia, em 1964, tinha revogado a lei que proibia a discriminação racial na habitação dando origem à formação de grandes guetos e, em 1965 o gueto de Watts em Los Angeles tinha a maior densidade populacional do país.
Em Chicago, a cidade com maior rendimento per capita do mundo, tinha mesmo no meio o bairro de barracas de Lawndale, onde os negros pagavam mais de renda pelas suas barracas do que os brancos em apartamentos nos subúrbios.
Na verdade, nas cidades do Norte, a sociedade construía-se com um enorme exército de pessoas marginalizadas, que achavam que nada tinham a perder o que constituia um rastilho para as acções de violência generalizada e desorganizada.
Os jovens que cresciam nestes bairros, na opinião de Luther King, acabavam por considerar uma prova de virilidade a violência sobre pessoas e bens
GIN
MALCOLM X e LUTHER KING
George Soros, argentino naturalizado americano, é um empresário e investidor que se dedica a actividades filantrópicas.
Decidiu, juntamente com outros milionários, financiar uma campanha contra a reeleição de Bush.
Na sua opinião "o destino do mundo depende dos EUA e o presidente Bush está a conduzir-nos na direcção errada ... vivi a ocupação alemã e soviética, e aos meus ouvidos soam todas as campainhas de alarme quando ouço o presidente Bush dizer que quem não está connosco, está contra nós".
Num livro que sairá em breve, ele critica duramente a administração Bush de manter "uma política de domínio mundial disfarçada de luta contra o terrorismo" e de utilizar a força e ignorar a cooperação internacinal".
Considera ainda que o argumento "podem ter liberdade desde que façam o que dizemos", soa a retórica da antiga União Soviética.
George Soros criou o Instituto para Uma Sociedade Aberta, que actua em mais de 50 países, principalmente no leste europeu e na ex-URSS.
Tem feito doações para actividades que visam fortalecer a sociedade civil, as reformas que permitam afirmar as economias de mercado, a saúde, a educação e os direitos humanos.
GIN
O CDS-PP açoriano faz questão de aumentar as suas hostes.
Assim, faz as rifinhas para atribuir prémios a quem inscrever mais amigos no partido.
3 amigos = aparelhagem hi-fi
5 amigos = televisor a cores de 51 cm
Os melhores angariadores concorrem ao prémio surpresa:
"Poderão casar com a Lili Caneças"
Por mim fico à espera de algo:
"Ambrósio apetece-me algo ... não sei ... talvez um portátil novo"
GIN
«Gradualismo significa que a nova legislação com os novos conceitos e as novas regras serão para aplicar desde já», defendeu Manuela Ferreira Leite ... os «aperfeiçoamentos terão de ser introduzidos de acordo com a realidade».
... «É por isso que o contrato individual de trabalho pode constituir um importante instrumento de modernização na Administração Pública quando utilizado como uma alternativa adequada à natureza das funções a prestar»
Que a Administração Pública precisa de ser reformulada e modernizada é uma verdade que todos percebemos.
Mas quando olhamos para as medidas que têm vindo a ser tomadas no seu conjunto, as coisas fazem outro sentido.
Se juntarmos a introdução dos "contratos individuais de trabalho", ao facto de passarem a ser nomeados os quadros intermédios, que até agora ascendiam a esse cargo por concurso público, verifica-se que esta modernização não vai passar pela avaliação dos quadros já existentes mas sim pela nomeação de pessoas "da confiança" dos Directores Gerais.
No fundo, vamos assistir ao despedimento de funcionários públicos com base na necessidade de modernização, e à colocação dos "boys" nos sectores intermédios da administração pública.
Se esta contratação individual de trabalho se pautar pelas mesmas regras que utilizou o Ministro Paulo Portas, vamos assistir a mais uma pouca vergonha a que nos habituou este governo em matéria de "Job for the boys" e de cunhas.
Mas mais grave, é que sabendo-se que dentro da Administração Pública existem bons Quadros Técnicos que têm sido sistematicamente desprezados e se sentem desmotivados, eles vão sentir-se ainda mais desmotivados por esta política de "repescagem de fora para dentro" que continuará a não lhes atribuir o justo valor.
Pode, ainda, fazer-se recurso de uma conclusão sobre produtividade há muito conhecida, que refere como uma das causas mais importantes da má gestão dos serviços a má formação e incapacidade das chefias.
É a esta incapacidade dos Quadros Superiores da Administração Pública (que são nomeados não pela competência técnica, mas pelos seus apoios políticos), que pode ser atribuída, em primeiro lugar, uma parte importante da responsabilidade do marasmo que ali se vive.
"Lidar com mudanças, inovação e saber navegar em informações, lidando competentemente com pessoas em todos os níveis de poder, e tirando proveito dos paradoxos e conflitos que emergem das crises diárias, são pontos de preocupação da maioria dos executivos no ambiente atual.
É difícil, sempre difícil, fazer previsões de tendências, principalmente no que se refere ao papel da alta administração nas organizações. Como um indicador de tendências, talvez possamos citar o artigo Changing the Role of Top Management : Beyond Strategy to Purpose, de Christopher Bartlett e Sumantra Ghoshal, publicado no Harvard Business Review, baseado em pesquisas com diversas empresas na Europa, EUA e Japão.
Nesse artigo, os autores defendem que há uma grande transformação dos líderes de formuladores da estratégia da empresa, para facilitadores da emergência de um propósito institucional compartilhado".
Manuela Ferreira Leite mostra não ter qualquer visão do que se passa no interior da Administração Pública.
Esta medida que agora toma, é uma medida avulsa que insulta muitos bons profissionais que trabalham na Administração, é uma medida que vem justificar o despedimento colectivo e individual sem rei nem roque ...
GIN
No dia 1 de Novembro, em Telavive, juntaram-se 100 mil pessoas numa homenagem ao líder trabalhista assassinado em 1995, Yitzhak Rabin.
Serviu esta manifestação, também, para protestar contra a política belicista do governo israelita sobre a população palestiniana e a ocupação dos seus territórios ...
GIN
A Inspecção Geral de Saúde e PGR vão investigar o caso Medinfar denunciado por ex delegado de propaganda médica ao Independente
(Independente 7/11/03)
Um ex delegado dos Laboratórios Medinfar denunciou a PGR e à IGS o facto de este laboratório aliciar profissionais de medicina para prescrever medicamentos.
O delegado é hoje o Dr. Ricardo Felgueiras, advogado com sucesso da zona de Almada, benfiquista, que se recusa a dar mais entrevistas ou esclarecimentos a não ser dizer encontrar-se totalmente disponível para colaborar com as autoridades dado preservar a sua vivência familiar.
O Laboratório emitiu um comentário a dizer que “jamais a Medinfar comparticipou viagens de médicos que não fossem destinadas a frequência de acções de formação ou participação de congressos nacionais ou internacionais”.
Será que há algum laboratório farmacêutico a trabalhar em Portugal que possa afirmar que nunca aliciou clínicos gerais para a prescrição de medicamentos a troco de benesses que nunca foram traduzidas em acções de formação?
É claro que esta maré passou por todos, mas houve médicos que aceitaram e médicos que não aceitaram.
São poucos os têm as mãos limpas, seja da Medinfar, seja da Bayer, seja de todos os outros que andam por aí.
Mas não será verdade que grande parte dos médicos aceitou prescrever medicamentos a troco de dinheiro?
Uma comunhão que talvez não convenha vir a lume dadas as relações que existem ...
TÓNICO
"Um dos fenómenos mais curiosos da nossa era, é o engate na discoteca.
Ora o engate pode dividir-se em grupos. Essa divisão deve-se principalmente às mulheres, já que os homens têm sempre o mesmo comportamento."
Depois passa à caracterização dos grupos de mulheres:
MDM - Mulheres Muito Dadas
QMNQ1 - Querem Mas Não é Qualquer Um
SFDMSS - Só Foram Dançar, Mas Se Surgir ...
VCFGSMKEIJSYSHG ou mais ou menos ... - Vim Cá Dançar E Ai Se Algum Estupido Que Meta Comigo.
Nos comentários a esta posta, verifica-se o apoio entusiástico a esta nomenclatura e aparece proposta para mais um grupo:
GQNNLEQASBMOCOC - Gajas Que Não Nos Largam E Que Até São Boas Mas Oferecidas Como O Car....
Com esta visão misogina das mulheres que impede que, os espécimes masculinos aqui representados, vejam as mulheres como seres humanos inteligentes e capazes (mesmo muitas das loiras), fiquei a cogitar, como não me conseguia incluir em nenhum daqueles grupos, qual o grupo em que poderia ser integrada.
Concluí com relativa facilidade que era:
AQNPDOQTOHSUBMQVS - As Que Não Partilham Da Opinião Que Todos Os Homens São Umas Bestas, Mas Que Vocês São
GIN
“Ultimamente, numa certa «intelligentsia» portuguesa, parece ter-se difundido a ideia-feita de que defender publicamente os direitos das crianças é demagogia – um atentado contra os direitos dos arguidos do caso de pedofilia da Casa Pia. «Quem é Catalina Pestana para falar em nome das crianças? Devia estar caladinha e tomar conta delas», é a tónica geral das intervenções.
Não vejo essas vozes a criticarem a presença incessante de um dos arguidos na imprensa, clamando inocência abraçado à noiva ou descrevendo, em diários públicos, as suas obras de bem-fazer dentro da prisão. Num país livre, em princípio, todos têm o direito de dizer da sua justiça e de se defender ... já custa mais a entender que, num país que se pretende justo, a Lei permita adiar a justiça até ao desespero dos queixosos ou à simples prescrição dos casos ... custa particularmente a entender que a lei não contemple a particular fragilidade das crianças, e as trate exactamente como adultos: com a mesma capacidade de resistência, paciência e sobrevivência espiritual ... tratar de forma igual o que é diferente é pura e brutal discriminação.
Se a lei não permite acelerar os julgamentos quando se trate de crimes contra crianças, se não parece haver forma de limitar o infinito dos recursos, ao menos que, como pediu Catalina Pestana, as oiçam quanto antes para memória futura. Sem memória não há futuro, nem justiça. Como escreveu Marguerite Yourcenar, «(...) sabia que o bem, como o mal, é uma questão de rotina, que o temporário se prolonga, que exterior se infiltra no interior e que, com o tempo, a máscara torna-se face.» (Memórias de adriano)
As crianças da Casa Pia precisam de ter alguém que dê voz pública às suas revoltas ... lembram-se o que é ter 8, 19, 12 anos?
É evidente que quanto mais as crianças crescerem menos convincentes se tornarão, e mais fácil será fazê-las passar por prostitutos ... a tortura lenta e incompreensível que representará para cada uma destas vítimas infantis todo este «ballet» de prisões, libertações e julgamentos adiados deveria merecer-nos muito maior inquietação do que a eventual injustiça das prisões preventivas.
Pela simples razão de que a vulnerabilidade de uma criança não pode comparar-se à de um adulto: igualá-los é sempre maltratar a criança.
(Inês Pedroso in ÚNICA)
Martin Luther King, nasceu no Sul, em Atlanta, numa comunidade negra estável e numa família estável.
A mãe era filha de um pastor da igreja, viveu numa situação económica confortável, teve oportunidade de frequentar boas escolas e liceus. O pai, era pastor de igreja e presidente da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor. Tinha com a sua avó uma relação de afecto muito grande.
O envolvimento social de Luther King era, pois, um meio organizado, culto e de prática de resistência à segregação racial. Fez os seus estudos em boas escolas públicas e os estudos universitários no Norte.
Ele próprio reconhece que sempre teve as suas necessidades básicas satisfeitas: não passou fome, cresceu num ambiente portador de segurança, os pais foram-no ajudando a lidar com os problemas da segregação e a compreendê-los à luz das suas convicções religiosas: em Atlanta, as crianças negras não podiam frequentar os parques, havia escolas para negros e escolas para brancos; os negros não podiam entrar em restaurantes, nem em salas de espectáculos para brancos, nos autocarros havia os lugares dos brancos e os dos negros, a polícia brutalizava os negros e os tribunais eram racistas, o KKK mantinha a sua actividade impunemente, espancando e linchando negros.
Como dizia L. King, “a gémea inseparável da injustiça racial era a injustiça económica”.
Com esta experiência de vida, Luther King, opta pela chamada “Resistência não violenta”.
GIN
MALCOLM X e LUTHER KING (2)
Malcolm X era um negro americano que apelava à organização de respostas violentas contra o racismo americano.
Ele foi fruto das condições em que viviam, e ainda vivem, os negros nos EUA. Cresceu nos bairros degradados, na opressão, na pobreza, na injustiça e na segregação.
Os seus primeiros passos foram dados no mundo do crime, mas a sua inteligência, a profundidade do seu sentir e a sua integridade levaram-no a procurar respostas para a situação em que vivia a sua raça.
O caminho escolhido foi a do apelo à violência, creio que esta opção se justificava por ser vista como um caminho possível para a tentativa de resolver o problema, por a sua experiência de vida decorrer num contexto de violência e porque nós aprendemos a responder ao meio que nos envolve imitando os comportamentos que vimos os outros terem, isto é, aprendemos as nossas respostas sociais por modelagem.
Com esta história de vida, torna-se simples perceber porque Malcolm X se excede nas suas posturas filosóficas e apela à “supremacia negra” sobre a “supremacia branca”: era a inexperiência de um jovem lutador contra a persistência da discriminação racial e social, era a inexperiência do jovem encurralado e sem futuro a quem não foi dado tempo de amadurecer.
Era um excelente orador e foi brutalmente assassinado em Harlem a 21 de fevereiro de 1965.
Na minha opinião, os negros americanos, perderam nesse dia um bom e jovem líder.
Ao contrário de Martin Luther King que cresceu numa família da "classe média negra", Malcolm X, cresceu sem grande formação e apoio familiar.
GIN
MALCOLM X e LUTHER KING
A informação científica, que até agora estava limitada a sites pagos, passou a ter acesso gratuito na net.
Esta abertura não se resume apenas à possibilidade de aceder aos artigos publicados. A revista tem um apontador que apela ao envio de artigos, facilitando todos os que necessitam de ver publicados os seus trabalhos em revistas científicas de renome para conseguirem financiamentos para o desenvolvimento de projectos, ou prosseguir determinadas investigações.
GIN
Segundo James Pennebaker, Professor de Psicologia na Universidade do Texas, a escrita não é apenas uma actividade intelectual. Expressar por escrito as emoções, alivia uma série de factores relacionados com o stress psicológico.
Será que os autores do Weblog.com.pt nos vão começar a cobrar por esta actividade de descompressão pós traumática?
Ou será que lhes devemos cobrar por estarmos a ficar com o trauma dos blog, passando daqui para a frente a sofrer de stress pós-traumático?
GIN
Menos de um ano depois de a Ordem dos Médicos ter reconhecido a competência da Acupunctura, o Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar, no Porto, dá início ao primeiro Curso de Pós-graduação numa Instituição Pública.
Esta pós-graduação resulta de uma parceria entre aquela Instituição Universitária e a Sociedade Portuguesa de Acupunctura
GIN
A proposta de Lei de Bases da Educação do Governo "choca" com a definição de escola pública porque valoriza o ensino privado ...
"A proposta do Governo centra-se numa valorização do privado, em nome do economicismo, o que choca com a definição de escola pública", disse Carvalho da Silva na abertura do debate sobre Ensino, Formação e Qualificação ...
"A escola tem de garantir igualdade e imparcialidade. A proposta do Governo está longe de assegurar estes princípios"...
GIN
O Rapper P. Diddy conseguiu chegar ao fim da maratona de Nova Iorque, depois de se ter treinado intensivamente.
Conseguiu, assim, arrecadar 2 milhões de dólares para as crianças desfavorecidas.
Apesar de uma lesão no joelho direito, o cantor não desistiu, conseguindo obter o dobro do dinheiro a que se tinha proposto.
40km em 4 horas, o Rapper termina a maratona que considera como uma “experiência única”.
A incentivá-lo, estavam um grupo enorme de crianças do Bairro de Harlem, que o acompanharam ao longo de quase todo o percurso.
GIN
Um estudo da Universidade de Cardiff, publicado na revista “Developmental Psychology”, considera que os filhos das mulheres que sofrem de depressão pós-parto têm maiores probabilidades de desenvolver comportamentos agressivos ao atingirem os 11 anos.
A probabilidade aumenta no caso de a depressão se repetir nos primeiros meses de vida da criança.
O mesmo estudo refere que a saúde mental da mãe nos primeiros meses de vida, com maior incidência no pós-parto, é um factor determinante para o desenvolvimento social e intelectual da criança.
GIN
Em Óbidos até Domingo, 9 de Novembro, decorre o Festival Internacional de Chocolate.
Aí pode aprender-se todo o processo de cultivo do cacau até ao chocolate em tablete ou ao bombom – Solar da Praça de Sta Maria (curso de 1 hora).
Vão, também, estar a concurso receitas vindas de todo o mundo – Concurso de “Chocolatier”.
Competição entre cozinheiros – Casa da Música.
Exposição de peças artísticas em chocolate - Casa do Pelourinho.
Exposição sobre o processo de cultivo do cacau em S. Tomé e Príncipe: máquinas, instrumentos, planta do cacaueiro, cacau em cápsula e goma e produto final – Casa do Pelourinho.
Aprender a desenhar sobre chocolate: actividade para crianças – Casa de Chocolate das Crianças.
GIN
George W. Bush, defendeu hoje que o governo iraniano deve responder às aspirações democráticas do seu povo ou perderá toda a legitimidade ... defendeu ainda que os palestinos devem enveredar pela democracia de modo a resolverem o conflito do Médio Oriente ...
Bush não fez qualquer referência a Israel e à sua agressão aos palestinos ...
O exemplo que Bush tem dado a todo o mundo com a sua política belicista e de ocupação militar de países fala por si, retira-lhe toda a autoridade para falar em democracia e mais ainda de dizer a outros países que devem democratizar-se.
O exemplo que os EUA têm dado, ao contrário de mostrar aos povos de outros países as vantagens da democratização, mostra-lhes a necessidade de se armarem até aos dentes para se defenderem de possíveis ameaças dos states.
GIN
Doentes transferidos em função dos custos dos tratamentos
Enfermeiros denunciam triagem com motivos economicistas nos hospitais SA
O Sindicato dos Enfermeiros denunciou hoje que alguns hospitais-empresa estão a transferir doentes, numa triagem motivada por valores economicistas, devido aos custos dos tratamentos.
Muitos enfermeiros estão também em movimento entre hospitais devido à instabilidade dos seus vínculos laborais.
De acordo com o sindicato, em declarações à Rádio Renascença, estes dois fenómenos acontecem em vários dos chamados "hospitais SA" e serão uma das consequências da empresarialização dos hospitais.
... os enfermeiros estão a abandonar estes hospitais porque as instituições "dificultam o trabalho" destes profissionais e não lhes dão garantias laborais.
... apesar de a lei prever que os hospitais-empresa façam contratos colectivos de trabalho, até hoje tal não se terá concretizado devido ao atraso das novas regras para a administração pública.
A abertura ao privado, o poder dado aos directores de serviço e a transformação dos hospitais em empresas públicas são os pontos mais polémicos.
... o Conselho de Administração de cada hospital possa entregar a exploração dos diferentes serviços da unidade a grupos de profissionais de saúde ou entidades públicas ou privadas, mediante um contrato de exploração ou em regime de sub-contratação.
Ainda fazendo referência ao sociólogo Carlos Torres, de quem falei noutro post sobre o “ranking das escolas”, gostaria de colocar aqui algumas das suas considerações sobre a Educação, o Emprego e o Desenvolvimento do País.
Carlos Torres considera que:
- a escola deve ser pública e que o dinheiro aí despendido deve ser encarado como um investimento e não como um gasto;
- existe sempre uma relação entre produtividade e escolarização: quanto mais escolaridade, maior produtividade;
- há, no entanto, outros factores que influenciam o desenvolvimento, como a utilização de instrumentos na estrutura do trabalho que facilitem a execução das tarefas;
- o acesso à educação fez com que pessoas com um alto nível de formação estejam no mercado de trabalho com funções abaixo desse nível, o que não é mau “sob o ponto de vista iluminista”, mas que leva ao fenómeno da emigração;
- a globalização tem, assim, um forte impacto na educação porque permite que uma parte da força de trabalho não fique no mercado nacional;
- o investimento na educação é fundamental, bem como a criação de postos de trabalho para que as pessoas fiquem nos país, principalmente porque este fenómeno da emigração se passa nos países mais pobres;
- a problemática da emigração dos cidadãos com maiores níveis de escolaridade tem levado à ideia de que “não vale a pena investir em educação porque as pessoas vão embora”, sendo esta ideia errada porque se não se investe na força de trabalho, não se é competitivo ao nível internacional, nem se formam bons trabalhadores no mercado nacional;
- a globalização obriga, ainda, a que os países mais pobres façam um esforço para segurar os quadros, porque a questão de um bom sistema educativo não basta, e isso passa por: criar condições de segurança, investir em bons sistemas de comunicação, ter sistemas educativos de excelência, zelar pela qualidade ambiental porque estas pessoas são sensíveis à qualidade da água, da poluição atmosférica, ao ruído e, mais que assegurar um bom salário, assegurar um bom poder de compra.
Estes são os parâmetros que os países que querem bons quadros produtivos têm tentado respeitar.
GIN
Dita o “Saber Fazer” e o “Saber Fazer Bem” que, quando o governo decreta leis, crie os mecanismos necessários à sua aplicação, fiscalização e avaliação.
Digo isto para me referir à questão da Escolaridade Obrigatória.
Fala-se de abandono escolar, da criação de Projectos para combater este fenómeno, discute-se estas questões em debates televisivos, etc.
Nunca percebi porque razão não se implementa uma medida muito simples, que há anos se aplica em França: quando um agente da autoridade, neste caso os conhecidos por “polícias de giro”, vê uma criança ou um adolescente em período de horário escolar num local público ou a vaguear pelas ruas e jardins, porque não se lhe dirige para saber porque não está na escola, qual a escola que frequenta, qual a sua morada.
Esta medida é simples de aplicar, é uma medida preventiva que permite:
1) exercer algum controle sobre crianças e adolescentes cujas famílias têm dificuldades, apoiando uns e outros;
2) diagnosticar as dificuldades das escolas que não conseguem “manter” estes alunos e dar-lhes apoio concreto na construção de respostas alternativas ao “fechar de olhos” perante o abandono escolar destes alunos em idade de escolaridade obrigatória;
3) permite, ainda, através do registo e avaliação destas ocorrências, fazer um levantamento das dificuldades destes alunos, das suas famílias e das escolas e encontrar respostas socialmente adequadas.
Acho que devia ser desnecessário (mas infelizmente não é) referir que a actuação dos agentes das autoridades se não deveria pautar pela agressividade, mas pela compreensão da necessidade de enquadramento destas crianças e jovens num apoio social que as impeça, ou de se iniciar no processo de abandono escolar porque ninguém controla o que eles fazem, ou de não lhes ser fácil andar por aí a vaguear sem que alguém lhes pergunte porque não estão na escola onde deveriam estar e encaminhá-los para lá.
GIN
Numa reunião com o presidente da Suíça, o Durão Barroso apresentou-lhe os seus ministros :
- Este é o Ministro da Saúde, este é o ministro dos Negócios Estrangeiros, este é o Ministro da Educação, este é o Ministro da Justiça, este é o Ministro das Finanças .... etc.
Chegou a vez do Presidente da Suíça:
- Este é o Ministro da Saúde, este é o Ministro dos Desportos, este é o da Educação, este é o da Marinha ...
Nessa altura Durão começa a rir
- Ha! Ha! Ha! Para que é que vocês têm um Ministro da Marinha, se o vosso país não tem mar?
O Presidente da Suíça então responde:
- Não seja inconveniente, que quando você apresentou os Ministros da Educação, das Finanças e da Saúde, eu também não me ri.
O Presidente da República, Jorge Sampaio, tem vindo a assumir a defesa dos portugueses em muitas frentes.
Em Espanha, numa notável intervenção, o Presidente questionou frontalmente sobre a exclusão das empresas portuguesas dos concursos espanhóis.
Em Portugal, "Jorge Sampaio, afirmou hoje, no Porto, que "é melhor perguntar ao Ministério da Educação e à Ordem dos Médicos (OM)" porque é que há tal falta de médicos, situação que abriu uma crise nacional nas urgências de pediatria e obstetrícia.
"É melhor perguntar ao Ministério da Educação e à Ordem dos Médicos, porque durante tantos anos não deixaram formar médicos, com uma lógica de 'numerus clausus' que obrigava os alunos a serem os melhores do mundo e levando muitos estudantes a mudarem de curso", disse o chefe de Estado, citado pela Lusa.
"Não me surpreende nada que faltem efectivos. Durante 20 anos houve uma distracção de todos nós. Espero que com as novas vagas a situação se resolva a prazo mas com profissionais de qualidade — e isso demora pelo menos dez a 12 anos", acrescentou."
"O que se passou em Cancun foi uma vergonha para a Europa oficial e uma tragédia para as aspirações de solidariedade global dos cidadãos europeus. Os mesmos países europeus que granjearam as simpatias do mundo menos desenvolvido, ao oporem-se à guerra no Iraque, deram as mãos aos EUA, recusando-se a discutir os subsídios à agricultura e a abrir os seus mercados aos produtos dos países asfixiados pelas políticas do FMI ao serviço dos credores europeus ....
Os cidadãos do mundo, e sobretudo os cidadãos europeus reunidos em Perugia, concluíram que o potencial europeu para a construção de uma alternativa ao unilateralismo agressivo só poderá concretizar-se pela pressão organizada, pacífica e permanente da sociedade civil europeia, dos partidos progressistas e dos movimentos sociais inconformados com a ignara arrogância de tantos dos nossos governantes. O anúncio, durante a Assembleia, da atribuição do Prémio Nobel da Paz a uma activista quase anónima da luta pelos direitos humanos, foi um tónico que inundou a alma e a vontade de todos os presentes."
(Boaventura dos Santos in VISÂO)
A importância de fazer referência à criação desta organização faz todo o sentido, considera Boaventura dos Santos, "depois do desnorte da Europa no que respeita à invasão do Iraque, depois de milhões de cidadãos de todo o mundo se terem manifestado nas ruas pela Paz, depois da vergonhosa posição adoptada pela Europa na recente reunião da Organização Mundial do Comércio em Cancun, depois de os neoconservadores norte-americanos revelarem os seus planos para dividir a Europa e fazer dos países em vias de entrar na UE, um autênctico território de caça, depois de tudo isto era urgente que os cidadãos reflectissem sobre a questão crucial das responsabilidades globais da Europa.
As conclusões foram perturbadoras. No preciso momento em que a fúria uniteralista e a agressividade ensandecida dos EUA abrem espaço geopolítico para uma alternativa, a Europa, que estaria em condições de ser uma parte importante dessa alternativa, está num impasse, desprovida de política externa, paralisada por um processo constitucional antidemocrático, presa fácil dos interesses económicos norte-americanos com um acesso privilegiado aos comissários releventes."
GIN
Desde 1995 que se realiza uma Assembleia das Nações Unidas dos Povos, iniciativa da "Tavolla della Pace" (Mesa da Paz), coligação que agrega 500 ONGs e movimentos sociais e 350 munícipios italianos que lutam pela Paz e pelos Direitos Humanos.
Diz Boaventura dos Santos, que o nascimento desta organização tem origem no sentimento, de activistas dos Direitos Humanos italianos, da necessidade de reflectir sobre a reforma das Nações Unidas e de preparar um conjunto de propostas concretas a apresentar no dia da comemoração dos 50 anos da ONU. Na altura era Secretáro Geral da ONU Boutros-Ghali, que tinha também apostado na reforma apresentando dois documentos - Agenda para a Paz e Agenda para a Democratização.
Os EUA, em parte por isto, retiraram-lhe a confiança, impediram que o seu mandato fosse renovado e fê-lo substituir por quem defendesse os seus interesses, Kofi Annan.
Liquidada que ficou a ideia de imprimir reformas na ONU, a partir da ONU, a "Tavola della Pace" tomou nas mãos essa aspiração e, desde então, passou a realizar a Assembleia das Nações Unidas dos Povos".
Para além das organizações italianas, nesta Assembleia participam movimentos pela Paz e Democracia de todo o mundo e convidados internacionais. Este ano estiveram presentes 210 convidados e 90 países.
Todos os anos a Assembleia destaca um tema e o de este foi: O Papel e a Responsabilidade da Europa no Mundo.
GIN
Há uns tempos que me andava a perguntar a mim mesma, porque razão José Miguel Júdice andava tão inquieto, tão prolífero em declarações "contudentes", tão mediático, em esgrimas com o PGR logo após Sampaio, o PR, pedir contenção nas palavras ...
Finalmente, sou de compreensão lenta, percebi ...
É que José Miguel Júdice prepara terreno e está perfilar-se na linha de partida para se candidatar à Presidência da República caso Cavaco não dê o seu "sim".
Prontos ... está explicado aquela actividade frenética.
Pensei ...
Ora bolas, e não é que o Bastonário da Ordem dos Advogados nesta correria, tem tomado posições que mostram não ser capaz de ter a independência, a isenção, e a cautela que se exige a uma pessoa para o exercício do cargo de Presidente da Repúbica??
GIN
Paulo Portas chamou, com carácter obrigatório, todos os mancebos recenseados este ano, para as comemorações do dia da Defesa Nacional.
Podia ter convidado Cinha Jardim como professora de "canto coral", para ensinar os mancebos a cantar o hino nacional ... é que entre as vozes pujantes que gritavam "às armas, às armas", soava tenuemente a canção para a infância "é o fungágá, fungágá da bicharada" ...
Ainda me lembro de, na escola primária, todas as manhãs antes de começar as aulas, limpar as remelas enquanto cantava em coro e em pé, o hino da mocidade portuguesa seguido do hino nacional.
Creio que vem desse trauma esta minha maneira rouca de escrever ...
GIN
Aqui foram levantadas algumas questões sobre o meu post sobre os "ranking das escolas".
Como disse nesse post, o treino possível dos alunos para os testes, não são a explicação única, nem a mais importante para os resultados obtidos. Limitei-me a fazer referência ao sistema de avaliação instítuido, que pode ser viciado porque na realidade é possível treinar os alunos para os testes.
Vou dar-te um exemplo: quando fazes um teste, por exemplo, de avaliação do desenvolvimento cognitivo, ou de outra área, entendes que uma pessoa que já tenha realizado um teste deste tipo, obtém resultados superiores a outra de capacidades idênticas que nunca tenha realizado nenhum.
O mesmo se passa com alunos que tenham realizado testes de aptidão profissional. Obtêm melhores resultados os que já passaram pela experiência desse tipo de testes do que os que nunca realizaram nenhum.
Parece fácil perceber porquê. É que perceberam algumas regras importantes de como aquilo funciona, e quando repetem esse saber torna as coisas mais simples.
Não tenho isto como verdade absoluta, mas enfim ...
Concordo com o autor daquele post, que existem sistemas de avaliação mais perfeitos e, de entre eles, a avalição contínua.
O sociólogo de que falei, Carlos Torres, argentino, responsável pela cadeira de Ciências Sociais e Educação Comparativa na Universidade da Califórnia, em Los Angeles e director do Centro de América Latina, considera que a forma de avaliação mais correcta seria a construção de porfolios, que como sabes é uma das formas possíveis da avaliação contínua.
Mas, na verdade, ele tem ideias muito interessantes sobre a educação e, em particular, pelos erros cometidos pelos modelos neoliberais que, nas suas palavras, nunca funcionou: "os políticos neoliberais têm uma visão distorcida do mundo e, além disso, perseguem uma falsa utopia ... o problema é de compromissos ideológicos. Muitos deles pensam a realidade não a partir de informação empírica resultante de pesquisas, mas de acordo com certos preconceitos ideológicos".
A tendência para a privatização do ensino, diz Carlos Torres, "está relacionado com o modelo neoliberal, que confia muito mais no mercado do que no Estado. Faz parte da política dos Estados neoliberais a redução da despesa pública.
Quando se privatiza, aumentam-se, porém, as desigualdades sociais ... privatizar é, na realidade, retirar oportunidades educativas e não ampliá-las. Da entrega pelo Estado das responsabilidades educativas aos privados resulta uma situação muito perversa. Num país como a Suécia, altamente educado, onde os cidadãos falam em média cinco línguas estrangeiras, há um elevado nível tecnológico e quase tudo é público.
Não se pode, de maneira nenhuma, afirmar que a privatização aumenta a qualidade da educação."
GIN
BLÁ BLÁ BLÁ ... os órfãos de Lenine dos fóruns da net ... BLÁ BLÁ BLÁ ... desde os brados de regozijo pelas baixas americanas, às loas aos regimes ditatoriais e sanguinolentos que foram derrubados, à explanação dos conceitos “civilizacionais” que justificam o terrorismo, ao apoio explícito ou envergonhado a esse mesmo terrorismo e à celebração de regimes onde certamente os celebrantes seriam executados se lá vivessem e se comportassem da forma como se portam na tolerante civilização ocidental que “desdenham”, tudo é arremessado numa orgia pletórica potenciada pelo ódio recalcado pela lamentável ocorrência do devir social ter feito desabar o mundo que as suas convicções tinham postulado ser o melhor dos mundos ... ufa ufa ufa ... blá blá blá ....
EU JÁ TINHA DITO ... BLÁ BLÁ BLÁ ... A partir de uma certa altura, Bush BLÁ BLÁ BLÁ ... já não tinha alternativa para a guerra, a menos que retirasse e deixasse Saddam a vangloriar-se que havia derrotado o Grande Satã ... BLÁ BLÁ BLÁ ... encontrar uma solução que tenha o apoio da comunidade internacional e convencer a Administração Bush :)) BLÁ BLÁ BLÁ ... A Europa deverá desempenhar, nesta questão, um papel chave. Mas resta saber se estará à altura desse papel ... BLÁ BLÁ BLÁ ... a Europa não pode esquecer que está ligada indissoluvelmente aos EUA. Os valores básicos que defendemos e que moldaram a nossa cultura são os mesmos.
A autora deste post explica que, já tinha avisado há muito, que Bush tinha ido tão longe que já não podia remar para Saddam se ficar a rir ... é um bom motivo para ir para a guerra e matar uma série de iraquianos e de soldados da denominada coligação ...
Mas esse não foi o motivo, pois não? Ou a ingenuidade é assim tanta?
Os motivos são económicos, estratégica militar e instalação de governo pró-americano no coração daquela zona que garanta a continuidade dos interesses americanos ... e Israel agradece.
Convencer a Administração Bush)? Quem? De quê?
Só mesmo sendo ceguinha e pensando que a questão se colocava em termos de não "perder a cara", e que se pode achar que Bush abrirá mão dos interesses económicos naquela região.
Não sofro de qualquer orfandade, nem procuro paternidade seja de Bush, seja de Saddam, porque as diferenças não são assim tantas, se virmos as coisas mais de perto, é só uma diferença na capacidade militar.
Não faço as coisas que descreve na sua redacção trágico bla´blá blá .... mas confesso que o acho arrogante e, ao mesmo tempo, de uma ingenuidade incrível.
GIN
O acordo para se resolver o caso das "viagens-fantasmas" passou pela troca de correspondência entre o presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, e o procurador Souto Moura.
Deputados obrigados a regularizar dívidas com o Parlamento
O procurador-geral da República, Souto Moura, decidiu arquivar o processo que ficou conhecido pelas "viagens-fantasmas" dos deputados. Os devedores devem assim devolver aos cofres do Parlamento o dinheiro em falta.
O caso em questão data dos anos 80, aquando da tentativa do então presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, em criar nas instalações do Parlamento uma agência de viagens para se colocar um travão ao uso abusivo de fundos.
O social-democrata, António Coimbra, foi o único deputado condenado por burla ao Estado em 1996. O uso indevido de fundos da Assembleia da República chegou a ascender os 500 mil contos.
AINDA A PROPÓSITO DA POLÍTICA DE RIGOR, RESPONSABILIDADE E SERIEDADE, e do futuro risonho ... para alguns.
GIN
Durão Barroso na discussão do Orçamento de Estado para 2004, fala do aumento nunca visto nas pensões mínimas - não sei se será 3 ou 4 euros o aumento, ou se anda pelo meio - mas seguramente é de 6%.
As portagens virtuais vão aumentar.
O custo de vida vai aumentar.
O desemprego vai aumentar para além dos 500 mil desempregados, mas a reforma estrutural vai assegurar o emprego (nã percebo).
Vai acabar com as listas de espera (mas estudos recentes dizem que elas aumentaram ...
A melhor saúde, diz o Durão, faz-se com melhor organização e gestão de recursos de recursos e não com mais gastos (dizem estudos da UE que Portugal é um dos países em que os cidadãos gastam mais com a saúde) ...
É caso para perguntar porque anda a injectar dinheiro "pela porta do cavalo" nos Hospitais SA que estão a ser "bem organizados e geridos" pelas actuais administrações que os levaram à falência ...
Será que é apenas uma estratégia bacoca para vender alguns deles mais baratos aos amigos privados?????
As listas de espera vão acabar?? estudos recentes mostram que as listas de espera aumentaram ...
Talvez pudessem explicar primeiro, porque razão os hospitais não podem aumentar acima dos 10% o número de intervenções cirúrgicas que realizam, sob pena de não lhes serem pagas na totalidade os custos das intervenções?
E porque razão se vai pagar aos privados muitas dessas operações, principalmente as menos onerosas, sem que eles sejam obrigados a assumir as responsabilidades pós operatória desses doentes por tempo prolongado.
Cortes na educação, professores sem emprego, número exagerado de alunos por turma, livros de preço insuportável para a maioria das famílias portuguesas, etc, etc...
Mas Durão Barroso diz como conseguir viver com tudo isto:
- PROMETO-VOS UM FUTURO RISONHO ... por isso sorriam e aguentem.
- BASEADO NUMA POLÍTICA DE RIGOR, RESPONSABILIDADE E SERIEDADE ...
por favor não se riam às gargalhadas, que eu só disse para sorrir e esqueçam as broncas dos meus ministros que não são para aqui chamadas.
GIN
Aqui, com o nome "Os blogs valem a pena?", o autor diz "tentar dissertar um pouco sobre os blogs": a explosão que registam, as razões que animam os seus autores, o serem uma realidade que se não pode ignorar, a morte prematura de alguns, a falta de intenções definidas à partida, os post irregulares, os de mau gosto, os de interesse duvidoso, etc.
O Paulo Querido numa das suas sempre inovadoras actividades, abriu uma categoria de nome "curtas", que me remeteu para para algumas notícias sobre o "fenómeno dos blog" - é bom dar uma olhada para lá.
Mas, independentemente, do que é dito pelo 1º e para onde nos remete para o que é dito pelo 2º, acho que os blog continuam a ser um bom sítio para agitar as nossas próprias ideias ... questionamo-nos e aprendemos bastante (digo eu).
Nas minhas visitas, quase diárias, pelos blog, rio-me com gosto, irrito-me, zango-me, comovo-me, concordo, discordo .... mas acima de tudo, confronto as minhas ideias e a minha maneira de estar na vida com uma variedade de ideias e posturas diferentes.
E isso é bom, é disso que gosto mesmo ...
GIN
Neste blog que respeito, admiro e frequento com regularidade li este post
Se uma mãe não pode, ou não se sente com forças para criar e fazer feliz o seu filho, e ... muitos casais lamentam não poder ter filhos e desejam adoptar um.
Será que, muitas mulheres renunciariam ao aborto se estivessem mais bem informadas das possibilidades de deixar o seu filho, logo à nascença, a uma família que o reconheceria e amaria como seu?
Ou de forma nenhuma, esta situação não deveria ser incentivada, para não fomentar a irresponsabilidade?
Gostaria de propor este tema para debate, a todos os participantes deste Blog.
Sei que devido a notícias recentes sobre crianças maltratadas, e mesmo espancadas até à morte, esta discussão poderá decorrer sobre o calor das emoções, mas mesmo assim gostaria de reflectir um pouco sobre este post.
A problemática do aborto (interrupção voluntária da gravidez) é demasiado complexa para ser abordada nestes termos.
A questão aqui colocada, “se uma mãe não pode, ou não se sente com forças para criar e fazer feliz o seu filho, e existem tantos casais e mulheres que choram por adoptar uma criança, amá-la e fazê-la feliz ... “, é um exemplo mal escolhido para lançar esta discussão.
Uma mãe nessas condições deveria ser ajudada por uma estrutura de apoio social. Toda a mãe tem o direito de criar o seu filho e toda a criança tem o direito de ser criada pela sua mãe biológica. O “não poder” e o “não sentir forças para”, remete-nos para um desejo de querer mas não poder e, essa, não pode nem deve ser a razão que leva uma criança para uma situação de adopção.
As razões que levam uma mulher (ou adolescente) a recorrer à interrupção voluntária da gravidez são muito diversas: falta de informação, condições de vida degradadas, dificuldades económicas ou psicológicas, acidentes de percurso, consequência de violação ou de relações incestuosas, etc.
Em muitas destas situações, como é fácil de entender, seria muito complicado para uma mulher prosseguir com uma gravidez para depois dar a criança para adopção.
Um exemplo: suponha que tem dois filhos, vive num T1, que tem um emprego temporário, que o rendimento familiar é reduzido e que teve um percalço: “seria fácil para si levar uma gravidez até ao fim e dar a criança para adopção?
GIN
ABORTO E ADOPÇÃO
O sociólogo Carlos Alberto Torres, que esteve em Portugal recentemente, faz uma análise dos sistemas de avaliação dos alunos que pode servir para perceber os resultados do ""Ranking" das escolas".
Para além das considerações que tece sobre o ensino público e privado, ele faz referência aos testes de avaliação. Segundo diz, "os testes são sistemáticos e é possível treinar os alunos para os fazer".
Nesta perspectiva, e sabendo que esta questão é mais abrangente e não apenas referente à questão dos testes, parece que seria interessante que constasse nos mecanismos de avaliação das escolas este ítem: qual o número de testes realizado por turma, por disciplina e por escola.
Como é sabido, as escolas privadas fazem, em regra, um maior número de testes de avaliação dos alunos nas diversas disciplinas do que as escolas públicas.
A ser verdade, e parece que assim é, que a capacidade de responder a testes é passível de ser treinada, pode estar aqui uma (de entre outras) das possíveis explicações para as escolas privadas obterem melhores resultados.
GIN
Israel e UE «desagradados» com Eurobarómetro
A presidência UE declarou-se «surpreendida e desagradada» com os resultados da sondagem, segundo a qual Israel é maior ameaça à paz mundial para quase 60 por cento dos europeus. Também Israel Israel ficou «decepcionado e indignado»
«O ministro dos Negócios Estrangeiros, Franco Frattini (na foto), em nome da presidência da União Europeia, exprime a sua surpresa e desagrado pelo sinal erróneo dado por uma sondagem de opinião encomendada pela Comissão Europeia», indica um comunicado oficial.
O resultado do Eurobarómetro, frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Franco Frattini, resulta de «uma questão ambígua» e «não reflecte a posição da UE», «repetidamente expressa pelas suas instâncias».
O chefe da diplomacia italiana acrescenta que a UE está «tanto mais contrariada quanto está perfeitamente consciente de que a população israelita é duramente atingida pelo terrorismo».
Israel ficou «decepcionada e indignada»
Israel respondeu, entretanto, por intermédio da sua missão junto da UE, afirmando-se «decepcionado e indignado».
«É com grande tristeza que percebemos que a maioria dos cidadãos europeus considera Israel como a maior ameaça à paz no mundo», afirmou a missão israelita junto da UE, em comunicado hoje divulgado em Bruxelas.
«Estamos, não apenas tristes, mas indignados», acrescenta o comunicado, que lamenta que «os europeus sejam cegos relativamente ao sofrimento e às vítimas israelitas».
Coitados, eles são tão cuidadosos com os palestinianos!!
Até lhes estão a construir um muro para os proteger das intempéries, estão a povoar os seus territórios com pessoas de bem, tem-nos ajudado a fazer a demolição de casas e das suas cidades com os seus tanques ...
que mais querem os europeus???
TÓNICO
Portugal não transpôs directiva para combater branqueamento de capitais
Portugal arrisca-se a sofrer sanções internacionais por ainda não ter transposto a directiva europeia que obriga os intervenientes em operações financeiras a revelarem às autoridades competentes as transacções suspeitas.
Fonte do Ministério da Justiça, afasta o cenário de penalizações, uma vez que há duas propostas legislativas na Assembleia da República, do Governo e PCP para serem discutidas na comissão de Assuntos Constitucionais, onde também já está uma proposta do PS.
Realmente, preocupações para quê se já existem propostas??? ... a directiva devia ter sido transposta para a legislação portuguesa até 15 de Junho deste ano, ainda só temos mais ou menos 5 meses de atraso!!!!
E para além disso, "esta transparência esbarra num obstáculo, uma vez que cabe aos advogados denunciarem operações suspeitas.
Mas, a lei "não pode obrigar o advogado a denunciar violando o seu segredo profissional", diz o bastonário da Ordem dos Advogados, José Miguel Júdice.
TÓNICO
Quase metade da população mundial é constituida por jovens.
O relatório das Nações Unidas sobre "A situação da População Mundial 2003", divulgado no ínicio de Outubro, revela que há mais de 120 milhões de adolescentes no mundo, a maior geração de jovens da história.
Destes, 87% vive em África, na Ásia e na América Latina, em condições de pobreza extrema o que faz temer pelo seu futuro.
O documento revela ainda que, em todo o mundo, entre 100 a 250 milhões de crianças vivem na rua.
GIN
Um novo contraceptivo masculino foi testado com sucesso ... de 3 em 3 meses, os homens receberam injecções com a hormona progressiva .. o que travou a produção de espermatozóides ... o método mostrou-se eficaz: nenhuma das mulheres engravidou e não se registaram quaisquer efeitos secundários nos homens.
(Focus - 15 de outubro)
Não podemos separar o que se passa à nossa volta do que se passa connosco, assim, todas as coisas que dizemos e fazemos tem um significado político.
GIN
«A polémica das áreas protegidas serviu para o Governo recuar. Mas deve sublinhar-se que o ICN continua a ser um instituto depauperado, sem meios humanos, técnicos e financeiros».
...
«a Agricultura sai desta reforma com um papel reforçado e o Ambiente com um papel enfraquecido».
Com a criação da Agência para a Prevenção dos Fogos Florestais, Isabel de Castro julga que o Governo está a «reconhecer o erro» de ter extinto a Comissão Nacional Especializada em Fogos Florestais, um organismo extinto no início deste ano.
Para Rumsfeld, "o dia de hoje é um dia trágico" para os EUA, que perderam 15 militares, mas garantiu que Washington não tem pretensões de abandonar o Iraque antes da eleição de um governo democrático. "O trabalho é difícil, é duro e vai demorar algum tempo, mas estamos a fazer progressos", sublinhou, para, de seguida acrescentar: "podemos ganhar esta guerra, vamos ganhar esta guerra".
Em que país do mundo onde os EUA intervieram directa ou indirectamente, foi eleito um regime democrático????
GIN
Madeira: Pacotes Turísticos Incluem Prostituição Infantil
Açores: Crianças Assediadas Junto a Escolas
GIN
Os investigadores do SIS apontaram várias áreas da baixa da cidade como pontos de prostituição infantil ...
....os menores aguardavam no varandim do referido Play Center pelos contactos dos pedófilos. Os agentes do SIS indicam, pelo nome, uma dúzia de angariadores de menores que operavam, então, ali ...
Apesar do Colombo ser o centro comercial mais citado no relatório, outros merecem igual preocupação, na zona da Grande Lisboa, como o Fonte Nova, também em Benfica, o Centro Comercial das Amoreiras e o Centro Comercial das Palmeiras, em Oeiras. É ainda deixado o alerta para o facto de o Centro Comercial Vasco da Gama poder também vir a ser usado pelas redes de prostituição.
Para além destes locais, as zonas da cidade referenciadas como locais de prostituição infantil estão, sobretudo, na baixa - Rossio, Restauradores, Martim Moniz, Praça da Figueira -, no Cais do Sodré, na Praça do Comércio, no Parque Eduardo VII (frequentado sobretudo por pedófilos de classes sociais altas) e no Príncipe Real.
O Bairro Alto, por sua vez, é onde se situam a maior parte das pensões, nomeadas no relatório, mais requisitadas pelas redes de prostituição infantil. Mas há outras, espalhadas um pouco por todo o centro da cidade - na Baixa Pombalina, na Praça da Alegria, no Martim Moniz e na Rua de S. Bento - utilizadas para a consumação do crime, e em que existiria uma conivência entre os donos dos estabelecimentos e as referidas redes.
... o documento revela também os sítios de onde provêm a maioria dos menores envolvidos nestas práticas, coincidentes, na maioria dos casos, com os bairros problemáticos e degradados da Grande Lisboa: Musgueira, Telheiras, Alfama, Sapadores - na capital; Monte da Caparica e Arrentela - na Margem Sul; Pedreira dos Húngaros e Bairro das Marianas - em Oeiras e Cascais, respectivamente; e bairros 6 de Maio, Fontainhas, Estrela de África, Venda Nova e Cova da Moura - na Amadora.
GIN
Relatório do SIS revela que em 2000 havia cerca de 900 crianças envolvidas na prostituição infantil
O SIS admitia que em Maio de 2000 havia cerca de 900 crianças envolvidas na prostituição infantil na periferia e no centro das grandes cidades portuguesas e que algumas delas estariam colocadas na órbita de redes internacionais ... a utilização da Internet pelos pedófilos, para trocarem mensagens e imagens, citando autoridades norte-americanas, segundo as quais "95 por cento do material pornográfico que entra no seu território provém da Internet".
...
O SIS diz que "Nos últimos anos têm coexistido em Portugal dois tipos de estruturas promotoras da prostituição infantil: as organizações internacionais, muito orientadas para a produção de fotografias e filmes pornográficos; e as micro-redes nacionais, mais vocacionadas para a prostituição simples". O relatório sublinha a "existência de pontos de articulação entre os dois tipos de estruturas, servindo as últimas, por vezes, de mecanismo de recrutamento das primeiras".
...
O SIS limita-se a dizer que algumas das vítimas "estão ao cuidado de instituições sociais" e também de "avós, tios e vizinhos", residindo em zonas degradadas ... "coabitam com muitas pessoas em situação económica precária e frequentemente ligadas a actividades ilícitas ...
É deste cenário de carências (materiais, afectivas e sociais) que tentam escapar muitos menores, que optam por "vaguear pelas ruas à procura de uma 'família' imaginária, que acaba, às vezes, por encontrar, dramaticamente, na pessoa do pedófilo". As crianças da rua também não são indiferentes ao apelo consumista e dificilmente resistem "à aquisição de determinados bens, ainda que a sua obtenção implique a troca de favores sexuais. Assim a prostituição infantil acaba por ser encarada como mais uma fonte de rendimento", explica o SIS.
... "em muitos casos, a vítima da exploração sexual, deslocada de uma sociedade que o marginaliza, passa mais tarde de agressor ou de delinquente, para o papel de engajador". "É difícil o regresso ao mundo normal".
O trabalho de campo do SIS envolveu a aquisição de algumas dezenas de telemóveis, posteriormente oferecidos a jovens prostitutos. As chamadas recebidas permitiram elaborar um perfil dos pedófilos. "Em Portugal", "quem procura e paga os 'serviços' são normalmente homens de condição social elevada, frequentemente estrangeiros (sobretudo ingleses, holandeses e franceses), muitos deles já indiciados ou condenados por crimes sexuais nos seus países de origem".
O pedófilo português tem um perfil que se "enquadra nas categorias definidas mundialmente: sociável, ocupa uma posição privilegiada na sociedade e desempenha frequentemente actividades que facilitam o contacto com as crianças": professores, treinadores desportivos, sacerdotes, fotógrafos ...
"os pedófilos mais perigosos são aqueles em quem a vítima confia, tornando-se quase sempre insuspeitos (um familiar ou um amigo da família)" ... o "pedófilo se apresenta como a pessoa capaz de dar resposta às necessidades financeiras, alimentares ou outras do menor".
"É vulgar também a aproximação às famílias, deslumbrando-as com presentes", a quem também não terá escapado um expediente dos que agenciam o abuso sexual crianças: "A infiltração em organizações de menores, de modo a terem acesso mais fácil às vítimas e a conquistar-lhes a confiança".
... a distinção entre o pedófilo homo e heterossexual ... o primeiro é um consumidor "exacerbado de pornografia infantil" e que pretende "ter com a criança uma relação de irmão mais velho, sendo simpático e seleccionando os menores mais isolados para obter os seus favores sexuais". Pelo contrário, "o pedófilo heterossexual faz uso de uma estratégia coerciva em relação ao menor", recorrendo "muitas vezes ao álcool, mostrando-se tanto mais violento quanto a vítima lhe é mais desconhecida".
(António Arnaldo Mesquita - PÚBLICO)
GIN
Injecção de dinheiro nos hospitais SA contorna Eurostat
(Mário Baptista)
O Ministério da Saúde está a tentar contornar as regras do Eurostat, injectando capital social nos hospitais SA sem que as verbas se reflictam no défice.
«O ministro não pode assumir que [as verbas] são para esse fim [pagar dívidas a fornecedores], sob pena de o Eurostat nos cair em cima», assegura uma fonte do gabinete do ministro ao Diário Económico. Ontem, no Parlamento, o ministro revelou que prevê que o SNS chegue ao fim deste ano com um défice de mil milhões de euros.
Luís Filipe Pereira garante não ter recebido qualquer pedido formal para assinar cartas de conforto à indústria, mas em Julho a Apifarma enviou-lhe uma missiva em que pedia «a emissão deste documento com a maior brevidade possível».
(Diário económico 2/11/03)
Demissões em bloco no hospital de Setúbal
OS 24 DIRECTORES de serviço do Hospital São Bernardo, em Setúbal, apresentaram a demissão em bloco, depois do director clínico do hospital ter renunciado ao cargo. Neste momento, o hospital S. Bernardo - que pertence ao grupo dos 34 hospitais empresarializados - pode ser, teoricamente, mandado encerrar por não ter direcção médica que garanta as condições clínicas de funcionamento e assuma as respectivas responsabilidades.
Os 25 médicos afirmam, na carta de demissão conjunta, «não haver condições para um desempenho adequado e responsável dos cargos», dada a «instabilidade institucional» vivida no hospital e a «ausência de instrumentos fundamentais para a gestão».
Estes são, no entanto, os últimos argumentos para justificar um conflito que se arrasta desde que, em Setembro, os novos gestores do hospital SA tomaram posse. Ontem, os directores demitidos reuniram-se com a Administração Regional de Saúde de Lisboa, que aceitou intermediar o conflito, ainda que não tenha conseguido promover qualquer acordo entre as partes.
(Expresso 1/11/03)
TONICO
Washington lance une chaîne de télévision pour séduire le monde arabe
LE MONDE | 31.10.03 | 13h55
Comme Radio Sawa, qui couvre presque tout le Maghreb et le Proche-Orient, ce projet télévisuel ambitionne, à partir des Etats-Unis, de redorer l'image de l'Amérique.
Plus que jamais, en pleine occupation militaire en Irak, la Maison Blanche poursuit ses efforts pour redorer l'image de l'Amérique dans le monde arabo-musulman. Après avoir lancé, en mars 2002 à partir de Washington, Radio Sawa, qui couvre aujourd'hui presque tous les pays arabes, et après avoir mis en place le mensuel pour jeunes Hi dans les kiosques des grandes villes arabes au cours de l'été 2003, Middle East Television Network Arab (Metna), une chaîne de télévision américaine en langue arabe, est annoncée pour "la fin du Ramadan", c'est-à-dire en décembre. Avant de partir à l'assaut de ses concurrentes arabes Al-Jazira et Al-Arabiya, la future télévision américaine s'est donc déjà adaptée au calendrier musulman.
Comment l'opération est-elle perçue dans les pays arabes ? "Les Américains agissent sur le front médiatique comme sur le front militaire. Ils ont les moyens d'occuper le terrain, mais pas forcément de se faire entendre ou de se faire comprendre", résume, au Caire, un éditorialiste libéral peu suspect d'antiaméricanisme. Publiée par Al-Ahram Hebdo, l'opinion de l'universitaire Ahmed Loutfi est plus radicale : "L'administration américaine ne se trompe-t-elle pas en faisant l'amalgame entre ce qui a marché auparavant et ce qui pourrait se réaliser à présent ? Devenue une puissance agressive et conquérante, l'Amérique ne peut plus plaider de la même manière qu'elle le faisait du temps de l'URSS."
Dans le même journal, et sous le titre "Le plan Marshall des cerveaux", le journaliste Samar Al-Gamal ironise, lui, sur le contenu du magazine Hi, un "grand projet d'offensive del'administration Bush sur les coeurs des jeunes Arabes (...) pour diminuer le niveau de l'antiaméricanisme".
Dans les embouteillages du Caire, un chauffeur de taxi écoute Radio Sawa : "Elle programme de la bonne musique, mais pour les informations, je préfère regarder les chaînes satellitaires arabes", dit-il, prudent. Il explique en riant : "L'Egypte, qui a autorisé Radio Sawa à émettre chez nous, a été obligée d'autoriser aussi les radios privés égyptiennes." Ainsi, après l'arrivée de Sawa, s'est créée une autre radio, du même format, pour la concurrencer : Stars FM. "Tous les jeunes l'écoutent !", affirme le chauffeur.
A Washington, les promoteurs américains de Radio Sawa affichent leur satisfaction et des résultats exceptionnels. Selon un sondage commandé par Sawa, réalisé en juillet et août, en moins de deux ans, la station américaine aurait quadruplé son audience au Qatar chez les moins de 15 ans. Du Caire, ces chiffres sont pris avec prudence. Une source diplomatique française nuance : "Même si ces audiences sont gonflées, la réussite de Sawa est indéniable. Cette station s'est donné les moyens pour se faire entendre. Dans la majorité des pays de la région, mis à part le Liban, elle a réussi à supplanter des radios comme -la britannique- BBC ou -la française- RMC Moyen Orient". En plus du financement de ces nouveaux médias, le Congrès américain a débloqué un fond, estimé à 23 millions de dollars (19,8 millions d'euros), pour "aider" la presse arabe "à se restructurer".
"UNE CONCURRENCE ACHARNÉE"
Observateur attentif des médias de son pays, un éditorialiste du quotidien égyptien Al-Goumhouriya compare la politique des grands moyens de l'Amérique et ceux "dérisoires", selon lui, "des islamo-nationalistes". Pour appuyer ses propos, il évoque l'enlèvement, au mois d'août, d'un "courageux" chroniqueur égyptien d'Al-Ahram, Réda Al-Hilal. Un journaliste, écrit-il, qui "défendait le camp des libéraux, et fustigeait ceux qui dénonçaient l'intervention américaine en Irak sans critiquer la dictature de Saddam." L'éditorialiste poursuit : "Dans un de ses derniers articles, il s'en prenait à la dernière élection du (puissant) syndicat des journalistes en Egypte, dont 70 % des représentants élus sont soit islamistes soit nationalistes."
Enfin, dans Al-Ahram Hebdo, Samar Al-Gamal estime, lui, que "les Etats-Unis doivent s'attendre à une concurrence acharnée" car, "dans le monde arabe, ce sont les médias antiaméricains qui ont la plus forte audience."