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dezembro 15, 2003

NATAL: miscelânea de influências


Foi apenas no séc. IV que o Papa Júlio I fixou, por decreto, a data de 25 de Dezembro para a celebração, no mundo ocidental, do nascimento de cristo numa tentativa de suplantar as festas pagãs dedicadas ao Solstício de Inverno e a “Saturnália” dos romanos.

Para a igreja católica latina, segundo o calendário tradicional, o natal ocorria no "Advento" (chegada), que se iniciava no 4º Domingo antes do natal e ao longo desse tempo os cristãos preparavam-se para festejar a vinda de cristo a 25 de Dezembro.
Desconhecia-se, então, a data precisa do seu nascimento.
A Igreja não aprovava as festas pagãs.

Não conseguindo fazer com que os “bárbaros” abandonassem as crenças nos seus tradicionais deuses pagãos e nos espíritos da natureza, assimilaram nesta comemoração muitos dos rituais desses povos atribuindo-lhes um significado diferente.

Pode dizer-se que a comemoração do Natal passou a ser uma mistura de remanescentes pagãos cristianizados e de práticas cristãs barbarizadas.

Os povos pagãos festejavam os dias que precediam esta data, com o objectivo de apaziguar o Sol e fazer com que este aparecesse de novo, fazendo com que o Inverno fosse mais suave.
Após o solstício os dias ficam maiores e mais claros, isto significava para eles luz, alegria e esperança de boas colheitas

Em Roma festejava-se o triunfo de Saturno sobre Júpiter. Saturno era a idade de ouro de Roma, por isso era associado ao Sol. Os romanos festejavam esta festa próximo do solstício. Acendiam-se velas e grandes fogueiras para iluminar a noite, havia muita comida e ofereciam-se presentes para apaziguar a deusa das colheitas.

Através dos séculos o carácter pagão destas celebrações foi progressivamente absorvido pela celebração cristã, convertendo-se numa festa familiar com tradições pagãs, germãnicas e romanas.

O Pai Natal que se baseava na figura de São Nicolau e que se vestia de diferentes formas, de cores coloridas e com uma coroa de azevinho, no início do séc. XX torna-se figura das campanhas de inverno da coca cola e, desde essa data, passa a vestir-se com as suas cores, vermelho e branco.

Hoje em dia, para a generalidade das pessoas, o simbolismo desta data esbateu-se no carácter consumista das sociedades actuais.


GIN

Publicado por agineotonico às dezembro 15, 2003 09:03 PM