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dezembro 08, 2003

MARIA FILOMENA MÓNICA

“Pela sua natureza, o LUX é uma instituição que deve ser frequentada pela aristocracia, que tem como vocação o bem vestir e que deve adoptar como critério a exigência. Não é isso que se passa em Portugal. Devido à irresponsabilidade dos governos, ao populismo dos parlamentares e à covardia dos donos, o LUX degradou-se para além do que é razoável.”

Quase que apetecia continuar a brincar não fosse ser tão sério o assunto.

Com esta posição de Filomena Mónica, eu, e muitas pessoas que conheço que são bons profissionais com cursos superiores em diversas áreas, que somos profissionalmente reconhecidos e que não tivemos a graça de nascer aristocratas, estaríamos condenados ao então curso comercial, ou, no meu caso, a um curso de corte e costura para não ferir a vocação universalista da aristocracia intelectual.

Diz esta, que deduzo provir da melhor aristocracia portuguesa, que:

“Pela sua natureza, a Universidade é uma instituição que deve ser frequentada pela aristocracia intelectual, que tem como vocação a universalidade e que deve adoptar como critério a exigência. Não é isso que se passa em Portugal. Devido à irresponsabilidade dos governos, ao populismo dos parlamentares e à covardia dos docentes, a Universidade degradou-se para além do que é razoável.”

No momento em que ... se aprovou, no Senado da Universidade de Lisboa, o Regulamento sobre o funcionamento das Faculdades, o qual garantia a presença de representantes do corpo estudantil no Conselho Directivo ... fui das pessoas - penso até que o fiz sózinha - a votar contra a proposta ... para mim, eram claras as razões por detrás das opções dos representantes estudantis, era-me incompreensível que colegas, muitos deles, como os catedráticos da Faculdade de Direito, situados politicamente à minha direita, se comportassem da forma como se comportaram. Já má, a situação piorou.”


GIN

Publicado por agineotonico às dezembro 8, 2003 09:57 PM

Comentários

Na mouche!
Maria Filomena Mónica demonstra, mais uma vez, como se exerce a liberdade de expressão na afirmação e conservação de valores. Não sei se os comentadores lêem a realidade a partir do seu complexo "escola comercial". Sei que Maria Filomena Mónica o não faz, fazendo aliás ao que é e foi talhada para ser.
Ou se é ou não se é. E só quem é pode dizer o que MFM diz.

Publicado por: Heraclito às novembro 16, 2004 11:19 PM

É inenarrável o pedantistmo e a arrogância de Maria Filomena Mónica. Reservar o LUX, uma catedral da burguesia alfacinha, à presença exclusiva de uma aristocracia decadente e bolurenta, seria o mesmo que condena-lo a uma agonia lenta e fatal. A aristocracia, na generalidade dos seus membros, nunca teve uma vocação universalista, mas antes elitista e profundamente conservadora. Quiçá, Maria Filomena Mónica tenha nascido no século errado, no lugar errado, eu atrever-me-ia a dizer mesmo, no planeta errado.

Publicado por: Allyson às abril 20, 2004 12:01 AM

surpreendente!
gostaria de saber onde foi publicado o escrito da Maria Filomena Mónica.
talvez faça um comentário??!!

Publicado por: manuel marques às dezembro 10, 2003 10:02 PM