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dezembro 13, 2003

JUAN JOSÉ TAMAYO

Diz sobre a inclusão do nome de Deus na Constituição Europeia:

“Não concordo. Se o cristianismo é, de facto, uma das muitas raízes de construção da Europa, devem também ser citadas as raízes judaicas, que são muito fortes, e as raízes muçulmanas, que são muito sólidas, bem como as raízes do pensamento grego e do direito romano.
Citar uma só destas tradições suporia uma confessionalização da Constituição, que deve ser laica e secularizada para garantir o pluralismo religioso.”

Parafraseando Hans Kung, diz que “não há paz no mundo sem paz entre as religiões e que não há paz entre religiões sem diálogo entre elas mesmas. Juntamente com este diálogo deve promover-se o diálogo intercultural. O cristianismo não pode impor o seu modelo ocidental ao resto do mundo, mas deve reconhecer, respeitar e incorporar no seu seio as diferentes culturas dos povos onde está presente ... O pensamento único da globalização neoliberal coincide plenamente com o pensamento único da religião católica”


Juan José Tamayo, autodidacta crítico, estudou Filosofia, teologia e Ciências Sociais, em Madrid e Salamanca. Escreve no El País, Correo de Bilbao e Concilium, é fundador e actual secretário-geral da Associação Espanhola de Teólogos e Teólogas João XXIII, é Presidente da Associação Pró-Direitos Humanos em Espanha.
(in Visão 562)


GIN

Publicado por agineotonico às dezembro 13, 2003 11:23 AM

Comentários

Qualquer forma de hegemonia é perniciosa para o desenvolvimento da humanidade, e a tendência actual para normalizar comportamentos, hábitos e mentalidades sufoca as almas que amantes de liberdade.

um abraço

Rodrigo Ribeiro

Publicado por: Rodrigo Ribeiro às dezembro 14, 2003 10:36 PM