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dezembro 04, 2003
EMERGÊNCIA MÉDICA
Jorge Mineiro, médico ortopedista, na sua tese de doutoramento conclui que 61,2% das mortes de feridos graves que dão entrada nas urgências dos hospitais podiam ser evitadas.
Algumas das razões apresentadas para esta elevada taxa de mortalidade são a transferência inter-hospitalar dos feridos, o tempo de espera no atendimento, a falta de formação na área de trauma e a demora na intervenção dos diferentes especialistas.
Em muitos países, o atendimento nas urgências dos Hospitais é considerado uma especialidade médica, mas em Portugal, apesar das promessas no Ministro, os hospitais que têm uma estrutura fixa (Unidade de Trauma) de acolhimento de feridos graves, deve-se à “carolice” de alguns médicos que se dedicam para além da exclusividade e das suas horas de serviço.
O pôr em marcha soluções é urgente e passa pela criação das “Unidades de Trauma” nos hospitais, constituídas por equipas multidisciplinares especializadas neste tipo de intervenção.
Apenas uma visão multidisciplinar pode fazer toda a diferença, pode impedir que uma lesão se torne irrecuperável ou impedir as mortes prematuras.
Diz Paulo Freitas, Director dos Cuidados Intensivos do Hospital Fernando Fonseca que “é preciso saber o que é que cada hospital tem capacidade para fazer e quais as suas necessidades, integrar e racionalizar recursos e fazer uma auditoria sistemática, para saber que as pessoas que morrem vítimas de trauma, são efectivamente aquelas que não poderíamos salvar”, porque actualmente “todas as unidades que assistem politraumatizados têm diferentes tutelas, sem a mínima ligação entre elas”.
GIN
Publicado por agineotonico às dezembro 4, 2003 10:14 PM
Comentários
Esta é uma noticia que deveria ter ampla cobertura dos média.
A população portuguesa deve ser informada da qualidade de tratamento que recebe nas unidades de saúde e as respectivas razões. Já se sabe que muita coisa funciona mal, não se sabe é porquê e quem são os responsáveis. Quando rebenta a bronca toda a gente sacode o capote.
Publicado por: vmar às dezembro 5, 2003 05:23 PM