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dezembro 02, 2003
COMUNICAÇÃO SOCIAL: quem diz o quê.(2)
O General Loureiro dos Santos questiona o impacto das cada vez maiores capacidades de divulgação da informação dos conflitos em tempo real, nos sentimentos de adesão ou recusa aos “comportamentos e às justificações” que a opinião pública percepciona e em que medida é que isso inviabiliza o êxito das operações militares ofensivas (fora do território nacional).
Na sua opinião, a “mercenarização” das sociedades que “o que fazem é só por dinheiro”, tem tido reflexos nas forças armadas “o que parece pouco saudável, além de perigoso”.
Ele atribui à comunicação social um papel fundamental de controle sobre situações pouco claras ou abusivas, através da sua função informativa:
“o que surge como factor crucial é que não sejam travadas guerras sobre as quais não exista compreensão generalizada da justiça dos seus fundamentos e da indispensabilidade da sua realização, e que os valores por que se luta sejam suficientemente mobilizados e valham os sacrifícios que se exigem. E o que parece certo, e de aplaudir, é o poderoso travão que o ambiente mediático actual, constitui às guerras ofensivas insuficientemente fundamentadas, conduzidas pelas democracias”.
(“Democracia, media e guerra” in Visão)
GIN
COMUNICAÇÃO SOCIAL: quem diz o quê.
Publicado por agineotonico às dezembro 2, 2003 07:21 PM