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outubro 01, 2003
O BODE EXPIATÓRIO
A Ordem dos Enfermeiros (OE) cumpriu o seu papel de avaliação da prática das duas profissionais envolvidas no caso do jovem que morreu, por asfixia, no Hospital Egas Moniz.
Curiosamente, consideram não ter provas que elas pudessem ter evitado as complicações pós-operatórias e a morte do doente.
Parece que estas enfermeiras foram alvo de suspensão porque não avaliaram a causa da ansiedade do doente, que era da sua responsabilidade, porque “confiaram na informação que tinham que o doente era ansioso” fornecida pelos médicos.
Consta, ainda, que contactaram telefonicamente com o cirurgião e com a anestesista e ministraram a medicação que estes prescreveram.
Confesso que não sei que mais consta no tal relatório de avaliação da prática destas duas profissionais, mas o que transparece é que elas foram, com o apoio da OE, da Ordem dos Médicos e da Inspecção Geral de Saúde, o bode expiatório deste processo.
A OE, mesmo sem provas claras que as faltas cometidas tenham estado na base da morte do doente, suspende as enfermeiras.
A Ordem dos Médicos, enterra a cabeça na areia como a avestruz, não averigua a responsabilidade dos médicos.
A Inspecção Geral de Saúde, alegando falta de provas, iliba os médicos envolvidos.
E um jovem morre apenas porque duas enfermeiras confiaram na palavra dos médicos???
Mas acalmemos os nossos receios que as enfermeiras foram suspensas ....
O TÓNICO
Publicado por agineotonico às outubro 1, 2003 09:45 PM